TODA A VERDADE SOBRE O SANTO SUDÁRIO


As primeiras surpresas e constatações


O fotógrafo Secondo Pia fez a descoberta do corpo de Jesus impresso no Santo Sudário de Turim
O fotógrafo Secondo Pia fez a descoberta do corpo de Jesus
impresso no Santo Sudário de Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há 100 anos, em 1898, um devoto do Santo Sudário, o advogado italiano Secondo Pia, não imaginava que um simples e despretensioso gesto seu iria mudar substancialmente a história daquela sagrada relíquia.

Sendo fotógrafo amador, foi ele quem pela primeira vez fotografou o venerável tecido durante uma exposição pública, no período de 25 a 28 de maio daquele ano.

Qual não foi sua surpresa ao constatar, quando revelou o filme, ter aparecido no negativo a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, imperceptível na observação direta do pano.

Diante desse acontecimento, o Santo Sudário saiu do quase anonimato, a que estava reduzido, para a glória. A descoberta foi considerada como "a revelação de fim de século", reacendendo o antigo fervor na devoção ao Sagrado Linho.

Santo Sudario, replicaEsta devoção, até então apenas popular, passou a ser um verdadeiro desafio à ciência. Pesquisadores dos mais diversos países acorreram a Turim e debruçaram-se sobre o misterioso lençol para tentar decifrar o seu enigma.

Afinal, qual a origem daquele tecido? O que ele representava? Como foi estampada aquela figura na foto?

Para a piedade católica, porém, não havia dúvidas. Aquela imagem impressa no negativo era a prova mais evidente da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por isso a relíquia era digna de toda veneração.

O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo Dr. Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião (Ed. Loyola, São Paulo, 1976), foram impressionantes:

Trabalhos de Pierre Barbet
‒ na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado e a cartilagem descolada do osso;
‒ no corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima;
‒ o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades;
‒ duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;
‒ o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;
‒ os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;
‒ pela curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;
‒ os dois joelhos estavam chagados;
‒ havia um sinal de sangramento, produzido por grande ferida, no lado direito do tórax;
‒ por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos...

Era uma constatação científica, totalmente coerente com a descrição evangélica da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tratava-se realmente do Santo Sudário que envolvera o corpo do Redentor, quando este foi descido da cruz para ser sepultado.

(Autor: Diogo Waki)




Inscrição em aramaico no Santo Sudário:
seria anterior ao ano 70 d.C.


Enterro de Cristo. Spencer Collection Ms 151, f155v
O cientista francês Thierry Castex descobriu recentemente mais uma inscrição no Santo Sudário, informou o diário “La Stampa”, o mais importante de Turim, cidade onde se encontra a relíquia.

A escrita está em aramaico, a língua dos primeiríssimos cristãos.

Não é novo que se descubram inscrições do I século no Sudário. Em 1978, um professor de latim da Universidade Católica de Milão detectou algumas delas pela primeira vez.

Em 1989, o professor Messina, especializado em hebraísmo identificou outra inscrição que dizia “O rei dos Judeus”.

Os novos caracteres agora achados suscitaram polêmica. E isso é freqüente no ambiente científico. Dentro dos limites da objetividade é benéfico, pois o novo achado fica submetido à crítica adversa. Se resiste, fica consolidado.

A historiadora do Arquivo Secreto do Vaticano Barbara Frale foi convocada para analisar a nova descoberta. Suspeitava-se ser uma inscrição feita pelos templários no tempo em que eles custodiavam o Santo Sudário.

Mas Frale descartou a hipótese dos templários. Frale é especialista no estudo dessa Ordem de Cavalaria hoje extinta.

Jesus na sepultura. Via Sacra de Lourdes
O fato dos caracteres serem aramaicos nos leva direto aos tempos de Nosso Senhor, explicou Frale, pois “depois do ano 70 não se falava mais aramaico nas comunidades cristãs. E o próprio São Paulo escrevia em grego”.

“Há muitos indícios, eu diria uma infinidade, que apontam no sentido de relacionar o Santo Sudário com os primeiros trinta anos da era cristã”, acrescentou.

Interrogada se achava que a escrita é anterior ao ano 70, respondeu: “tudo o que sabemos do mundo antigo nos obriga a formular essa hipótese”.

Numa entrevista difundida pela Radio Vaticana, a historiadora disse que segundo o cientista Thierry Castex, responsável pelo achado, pode se ler claramente a palavra “encontrado” e há uma palavra junto, que ainda tenta se decifrar, mas que pode significar “temos encontrado”.

A frase pode ser aproximada a expressão do Evangelho de São Lucas, onde o evangelista refere o motivo pelo qual Jesus Cristo foi levado diante do governador romano.

Enterro de Cristo. Petites Heures de Jean de Berry
São Lucas (23, 2) diz: “Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.”

Em entrevista ao diário “La Stampa”, o filólogo italiano Luciano Canfora tentou desclassificar o achado de Castex e a interpretação de Frale.

Porém, Canfora apelou para uma retórica cáustica, num nível apenas pessoal, sem fornecer qualquer argumento científico.

O entrevistador do jornal manifestou no fim o vazio que lhe produziam os comentários ácidos e ocos do Prof. Canfora.

Em mais uma entrevista a “La Stampa”, a historiadora Frale apontou a ausência de argumentos de Canfora, e relembrou um recente achado do especialista no Sudário Raymond N. Rogers.

Rogers trabalha no laboratório de Los Alamos (da Universidade da Califórnia), e submeteu fibras do Santo Sudário a testes específicos para o linho (o tecido original é linho puro).

Rogers constatou então que as fibras se comportavam do mesmo modo que amostras recolhidas no sitio arqueológico de Qumran, perto do Mar Morto. Portanto, de modo muito diferente dos tecidos medievais.

Enterro de Nosso Senhor. Jaime Huguet
Qumran é um dos sítios arqueológicos mais ricos e interessantes para o período de transição do Antigo Testamento para o Novo.

Os achados lá atingem um número e uma variedade estonteante. Há muitos cientistas debruçados em intensos e custosos estudos sobre os objetos de Qumran.

Frale anunciou ainda que as misteriosas escritas do Sudário serão reproduzidas por inteiro num livro de sua lavra que será publicado pela editora Il Mulino, em novembro, na Itália.




Probabilidade de o Santo Sudário ser falso: uma em 225 bilhões!


Quando era criança e ouvia falar do Santo Sudário de Turim, o Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim, ficava empolgado.

Ele não imaginava que uma comissão de especialistas haveria de levantar a hipótese da presença de traças de soro no Santo Lenço e que ele seria o primeiro patologista capaz de analisá-las.

Foi em 1978, avaliando uma dúzia de fios tirados do Sudário e uma micro-crosta de fracções de milímetros extraída por uma equipe de cientistas suíços.

“Assim descobri que se tratava de sangue humano. Depois, com a ajuda de alguns especialistas de DNA, eu pude identificar algumas de suas características”, disse o professor em entrevista para o site Vatican Insider.
“Eu era um jovem médico forense que se interessava por microvestígios. O Pe. Coero-Borga me perguntou se eu conseguiria esclarecer se as manchas do Santo Sudário eram verdadeiramente de sangue”, conta ele.
O médico aceitou o desafio e analisou as amostras com microscópio ótico, depois com um outro eletrônico, e assim chegou à maravilhosa descoberta.
“Foi um momento que jamais poderei esquecer. Estava com outros médicos patologistas na biblioteca do Palácio Real, que tinha as janelas bloqueadas com sacolas negras que tínhamos posto.

“O Sudário estava estendido sobre uma grande mesa, iluminado por uma luz rasante com uma inclinação de 45 graus para retirar os fragmentos de pano, e nos sentávamos um por vez sobre um cavalete.

“Quando foi minha vez, tive a impressão de que a imagem virava um corpo. Era como se eu a visse em três dimensões, e pensei que meus olhos estivessem me aprontando uma feia”.

Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim.
Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal
na Universidade de Turim.
Desde então, os estudos do prof. Bollone sobre o Sudário nunca cessaram.

“Com a ajuda de Grazia Mattutino, uma das mais importantes criminologistas, meus estudos estão indo para frente, acrescentou.

“Há certo tempo conseguimos individuar partículas de ouro e de prata que devem ter pertencido ao relicário que continha o Santo Sudário durante o incêndio acontecido em Chambéry em 1532.

“O Santo Sudário para mim é mais de que um simples objeto de estudo. Além de contribuir para minha formação humana, condicionou positivamente toda minha atividade profissional posterior.

“Minha educação e meu senso da espiritualidade não tem nada a ver com minhas convicções sobre o Santo Sudário.

“Por motivos racionais e científicos, estou convencido de que o Lençol de que estamos falando é o próprio que envolveu a Jesus Cristo há dois mil anos.

“Eu diria isto ainda que fosse ateu. E entre os pesquisadores que acreditam na autenticidade do Santo Sudário, encontram-se numerosos hebreus, protestantes e agnósticos.”

Diante de alguém que diz ser uma falsificação, o Prof. Bollone explica que respeitaria sua convicção, mas “lhe diria que está enganado, enunciando-lhe detalhadamente todas as razões que postulam sua absoluta veracidade.

“Até porque, pelo cálculo de probabilidades, a chance de o Santo Sudário ser falso é uma em 225 bilhões”.





“Tudo coincide perfeitamente com os Evangelhos”


“Ecce Homo”, disse Pilatos à multidão que pedia a morte de Jesus
“Ecce Homo”, disse Pilatos à multidão que pedia a morte de Jesus
“O Homem do Santo Sudário sofreu uma flagelação terrível que não era normal acontecer antes da crucifixão”, explicou a especialista Emanuela Marinelli ao Vatican Insider.

A Dra. Marinelli, do Centro Romano di Sindonologia, acaba de publicar, juntamente com Marco Fasol, o livro Luce dal sepolcro. Indagine sull’autenticità della Sindone e dei Vangeli (Luz do Sepulcro. Inquérito sobre a autenticidade do Santo Sudário e dos Evangelhos, editora Fede & Cultura).
“Foi uma flagelação extremamente longa, infligida como punição suficiente em si mesma.

“Logo depois veio a dolorosa coroação com um capacete de espinheiros, fato único na História, e que foi inventado pelos soldados para escarnecer o Rei dos Judeus”, prosseguiu.

“Depois ainda vieram o doloroso carregamento do patibulum (a trave horizontal da Cruz), as trágicas quedas ao longo do percurso, a perfuração dos pregos da crucifixão enfiados nos pulsos e nos pés sem apoio algum, a perfuração da lancetada post-mortem.

Tudo coincide perfeitamente com a narração evangélica, inclusive o envolvimento durante algumas horas numa Mortalha preciosa em lugar de enterrar numa fossa comum, que era o destino de todos os crucificados.

A consequência é que o Homem do Sudário pode ser identificado: é Jesus de Nazareth”.

Dra. Emanuela Marinelli
Dra. Emanuela Marinelli
Mais da Dra. Emanuela Marinelli:

"Santo Sudário: a imagem completa de um homem cruelmente crucificado (1)" 
"Santo Sudário: a imagem completa de um homem cruelmente crucificado (2)" e
“É como olhar no umbral do mistério da Ressurreição”".

A especialista falou com tanta segurança que o jornalista voltou a insistir na dúvida e recebeu uma resposta categórica.

“A senhora não acha arriscado dizer que o Santo Sudário ‘confirma’ os Evangelhos?”

Último livro da Dra. Emanuela Marinelli
Último livro da Dra. Emanuela Marinelli
“Não é arriscado – respondeu a professora Marinelli –, é obrigatório, porque com excessiva frequência foi posta em dúvida a credibilidade das narrações evangélicas, tentando fazê-las passar como narrações simbólicas.

“Um exemplo entre muitos: ‘o sangue e a água’ que São João viu sair da chaga do lado. O Santo Sudário confirma que daquela ferida saíram, separados, sangue já parcialmente coagulado e soro”.

O jornalista do Vatican Insider, fazendo seu o desqualificado teste do Carbono 14 que tentou provar que o Sudário de Turim era uma fraude medieval, voltou à carga com o realejo.

Mas a professora não arredou o pé, e prosseguiu:

“Numerosas objeções ao resultado do teste do Carbono 14 foram postas por vários cientistas, que julgam insatisfatórios tanto os métodos usados para colher as amostras quanto à credibilidade daquele aplicado sobre tecidos que passaram pelas mesmas vicissitudes por que passou o Santo Sudário.

“Particularmente, no canto de onde foram retiradas as amostras, há algodão que prova tratar-se de um canto onde foi feito um remendo pelas freiras clarissas de Chambéry após o terrível incêndio que danificou gravemente o Lenço em 1532. Sobre este assunto permito-me sugerir a leitura de um trabalho específico meu sobre o assunto”. CLIQUE AQUI PARA VER O PDF

Por que, segundo a senhora, o Santo Sudário continua fascinando e atraindo milhões de pessoas? – perguntou, por fim, o jornalista.

“O Santo Sudário é um Evangelho escrito com o próprio sangue de Cristo”, diz a Dra. Marinelli.

“O Santo Sudário é um Evangelho escrito com o próprio sangue de Cristo. Por isso, contemplar suas chagas, meditar sobre seu amor por nós, não pode nos deixar indiferentes.

“É o maior amor, como nos lembram as próprias palavras da Exibição deste ano (2015). Todos nossos sofrimentos, todas as nossas dores se explicam e estão sublimadas nos sofrimentos e nas dores de Jesus, livre e voluntariamente aceitas para nossa salvação. É o mistério do nosso destino, que é um destino de amor. É isto o que fornece um sentido à nossa vida”.




Inexplicável imagem tridimensional
― Inviabilizada a conjetura de falsificação


Continua inexplicável para as ciências humanas a formação da imagem de Jesus Cristo no Santo Sudário de Turim.

Até agora ninguém conseguiu reproduzi-la de modo satisfatório, explicou ao Vatican Insider o Dr. Nello Balossino, professor de Informática da Universidade de Turim, vice diretor do Centro Internazionale di Sindonologia de Turim e especialista em elaboração de imagens.

Mais ainda, ele revelou que o Santo Sudário contém “informações tridimensionais”.

O Prof. Balossino esclareceu que a formação de uma imagem de tipo fotográfica é produzida por uma energia luminosa sobre uma superfície sensível como um filme ou um sensor digital.

Normalmente a impressão é superficial, por isso um negativo fotográfico não possui informações tridimensionais.

Mas é bem isso o que não acontece no Santo Sudário de Turim.

Nele, a imagem reage como um negativo fotográfico sob certos aspectos, mas, na verdade, não é um negativo no sentido da fotografia.

Explica o especialista:

“Trata-se de uma representação na qual foram constatadas evidentes matizações cromáticas tendentes ao vermelho que modelam um corpo, conferindo-lhe uma dimensão tridimensional. Podemos obter uma figura que conserva o relevo como se estivéssemos observando-a na realidade.

“O negativo fotográfico tradicional não reproduz informações tridimensionais. Porém, a imagem do Sudário possui essas informações, codificadas numa série de matizes.

“Em outras palavras, encontramo-nos diante de uma imagem fruto de um processo de criação 3D, que ainda até agora não foi explicado, mas que se consegue simular na prática para gerar imagens semelhantes ao Sudário.

“A diferença de tonalidades entre as cores claras e as cores escuras da imagem é de tal maneira pequena que o olho só consegue perceber as feições de um rosto humano na sua globalidade, mas não identifica facilmente os detalhes.

Prof. Nello Balossino, professor de Informática
da Universidade de Turim.
“A imagem nos apresenta um rosto com uma distribuição de luminosidade que é exatamente a oposta do que percebemos na realidade, com as partes salientes mais escuras do que as afundadas. O processo de inversão torna visível o rosto de um homem como numa observação real.”

O Vatican Insider perguntou então ao professor Balossino o que seria necessário fazer para reproduzir o Sudário.

Ele respondeu: “Eu examinei as várias tentativas daqueles que procuraram reproduzir o Sudário de Turim com técnicas diversas.

“Porém, em caso algum as imagens obtidas duravam no tempo, nem continham as informações tridimensionais do Sudário, nem as características próprias da imagem, como a superficialidade das variações cromáticas das fibras de linho e sua integridade.

“Essas particularidades tornam por certo mais árdua a explicação que pretende atribuir à imagem da mortalha do Sudário uma falsificação medieval.”


O Dr. Nello Balossino responde pela TV2000, Itália:




Santo Sudário em 3D. Dr Peter Soons: como fez e como mudou sua vida:



O Dr. Peter Soons se declara profundamente impressionado com as imagens holográficas em 3D, hologramas, que ele tirou do Santo Sudário com seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory de Eindhoven, Holanda.


Santo Sudário em 3D (sem som):













Engenheiro em nanotecnologia: o Santo Sudário
é um testemunho mudo da Ressurreição



Video: Início da ostensão extraordinária do Santo Sudário
do dia 19 de abril até 24 de junho de 2015.

Alessandro Paolo Bramanti é especialista em engenharia eletrônica na Universidade de Pavia, Itália, onde fez o doutorado em investigação. Posteriormente doutorou-se em física da matéria na Universidade de Salento.

Ele trabalha para uma multinacional no campo da nanotecnologia, publicou numerosos trabalhos e é co-inventor de patentes internacionais em sua especialidade.

Também estudou o Santo Sudário e no ano 2010 publicou com o Dr. Daniele De Matteis o livro Sacra Sindone. Un mistero tra scienza e fede (Santo Sudário: um mistério entre ciência e fé).

Em entrevista ao jornal “La Croce”, ele argumentou em favor da afirmação de que “o homem do Santo Sudário é Jesus de Nazaré”.

Pergunta: Para muitos o Santo Sudário é uma prova da ressurreição de Cristo. O senhor é homem de ciência. Por que o Santo Sudário é tido como um milagre por muitos cientistas?

Alessandro Paolo Bramanti:  o Santo Sudário é um testemunho mudo da Ressurreição
Alessandro Paolo Bramanti:
o Santo Sudário é um testemunho mudo da Ressurreição
Alessandro Paolo Bramanti: O milagre é uma exceção às leis da natureza. E, posto que todo o mundo material deve obedecer às leis naturais sem possibilidade de ignorá-las ou modificá-las, o milagre postula uma intervenção superior, quer dizer, da parte do autor das próprias leis naturais.

A ciência é como um explorador, livre para se mover num país – o das leis naturais – que é grande, mas não infinito, porque está rodeado por um muro que ela não pode superar com suas forças.

Mas se o explorador, por causa dessa incapacidade, afirmasse que não há nada além do muro, adotaria uma conduta irracional e, em último caso, um pouco ridícula.

Consideremos o Santo Sudário. É um objeto material e, enquanto tal, obedecendo sem dúvida alguma às leis naturais… incluindo as de envelhecimento e sensibilidade ao calor, por exemplo, como infelizmente constatamos na cor amarelada do linho e nas queimaduras dos incêndios a que esteve exposto ao longo dos séculos.

Sem embargo, também está marcado por uma intervenção exterior; algo que não provém da matéria, inclusive onde os fatores materiais deixaram uma marca profunda. Essa dupla imagem sanguínea é inexplicável à luz de qualquer fenômeno físico conhecido.

Imagem holográfica do Santo Sudário
Imagem holográfica do Santo Sudário
Um corpo sem vida aparece como que “fotografado” no Santo Sudário. E sem dúvida é assim, pois apresenta os sinais do rigor mortis (rigidez da morte), excluindo qualquer hipótese de coma ou morte aparente.

Mas um corpo sem vida não pode deixar pegadas, nem sequer algo vagamente similar a isso. E em toda a natureza não há nada de comparável. Por essa razão, muitos cientistas admitem honestamente o inexplicável do Santo Sudário.

Até agora todas as tentativas de imitação do Santo Sudário resultaram em fiasco, inclusive, portanto, uma análise superficial, sendo muito interessante observar a obstinação dos céticos.

Eles caçoam da credulidade daqueles que acreditam que o Santo Sudário é autêntico, mas logo perdem muito tempo e recursos tentando fabricar um igual, só para demonstrar que é falso! Dir-se-ia que no fundo eles estão carcomidos pela dúvida.

Pergunta: Vamos aos pormenores. O Santo Sudário analisado pela engenharia …

Bramanti: Se o Sudário não é autêntico, deve ter sido feito por um falsificador experiente, desejoso de se enriquecer com o comércio de relíquias falsas.

Aliás, esta é a teoria daqueles que negam a autenticidade do Santo Sudário: um fabricante imaginário de relíquias, que se mantém no anonimato por razões óbvias, forjou o objeto em sua oficina para vendê-lo logo, talvez junto com muitos outros, numa espécie de mercado negro do sagrado, fazendo acreditar que é genuíno.

Esse personagem provavelmente considerava o Sudário como sua obra-prima, a culminação de sua carreira como falsário sacrílego!

Mas o engenheiro é uma espécie de inventor especializado: sua atitude é de quem desenha e constrói aplicando as leis naturais em seu benefício...

Diante do Santo Sudário, tenta imaginar qual foi o engenhoso método de fabricação por meio do qual o falsificador conseguiu imprimir sobre o linho a imagem de um crucificado.

Especialmente o engenheiro doutorado em física, ligado ao mundo do microscópico e do nanoscópico, é motivado especialmente pela curiosidade...

Como é que a imagem do Sudário foi criada por uma mudança na estrutura das fibras têxteis?

Com quais instrumentos e através de que fenômeno físico se pode causar semelhante modificação?

No último século, abundantes estudos científicos sobre o Santo Sudário apresentaram muitas hipóteses teóricas, realizaram experimentos para denunciar sua falsidade e tentaram reproduzi-lo. Mas ninguém obteve resultados satisfatórios... A ciência reconhece-se vencida

Porém, fica sempre uma pergunta: se parece inconcebível fabricar um objeto tão refinado com o conhecimento atual, qual é a possibilidade de que tenha existido um suposto falsificador?

Pergunta: Alguns no entanto sustentam que não somos capazes de reproduzir muitas obras de arte do passado, e nem por isso se diz que sejam milagres ...

Imagem holográfica do Santo Sudário, detalhe
Imagem holográfica do Santo Sudário, detalhe
Bramanti: Há uma diferença profunda. Conhecemos bem a natureza física dessas obras de arte: elas são “simplesmente” capas de substâncias coloridas depositadas sobre o lenço, ou “simplesmente” blocos de pedra entalhada, modelada. A singularidade dessas obras é de ordem artística, não científica. Porém nós não sabemos qual é a natureza física do Santo Sudário.

Pergunta: O Santo Sudário do ponto de vista da Física ...

Bramanti: O físico considera a teoria científica que seja capaz de explicar todos os dados. Mas neste caso a ciência encontra-se na escuridão, anda às apalpadelas.

Então, só ficam duas atitudes possíveis.

Primeira. O físico adota a objeção clássica dos céticos: talvez de futuro possamos explicar a existência do Sudário de modo científico. Então constataremos que ele foi o resultado de uma combinação de elementos físicos muito pouco provável, mas inteiramente natural. Pode ser...

Este “pode ser” na mente de muitos céticos converte-se até num cômodo “sem dúvida”, com o qual eles se aferram à ilusão de ter liquidado o problema.

Segunda. O físico que considera os dados como um todo. Então percebe que o Sudário foi estudado mais do que qualquer outro objeto no mundo por um número impressionante de especialistas de diferentes disciplinas. E que todos os dados convergem para dizer que a gente está diante do autêntico lençol que envolveu a Cristo...

Neste ponto, se a mente do físico não é suficiente, ele deve assumir a mente do homem cuja capacidade supera com superioridade a mera ciência.

O homem do Santo Sudário é Jesus de Nazaré. Esse homem é o único de quem se anunciou durante mais de dois mil anos até hoje que ressuscitou.

E sua ressurreição, por tudo quanto se sabe, não foi discutida, nem logo após a sua morte. O anúncio foi feito antes [no antigo Testamento]. Isso é assim e de tal maneira, que naquela noite, no túmulo, soldados romanos fizeram guarda para evitar um simulacro de ressurreição.

O Santo Sudário de Turim leva a impronta desse homem, uma marca que fala não só de sua morte, mas também de uma misteriosa subtração à morte.

É a imagem de um cadáver que desapareceu antes de se corromper, deixando uma marca indelével. É uma imagem física única, tão única como o próprio homem.

Mas se, mesmo diante das provas, a mente humana recusa a priori a possibilidade de o Santo Sudário ser um testemunho mudo da Ressurreição, ela age por uma escolha deliberada que nada tem a ver com a ciência.


O Dr. Daniele De Matteis apresenta o livro que escreveu
com o especialista Alessandro Paolo Bramanti:






O enigma que desconcerta a ciência


Painel da amostra O Homem do Sudário.
Painel da amostra O Homem do Sudário.
O que se passou naquele túmulo perto de Jerusalém por volta do ano 30 da era cristã, quando Jesus ressuscitou? Como é que sua imagem ficou impressa no precioso Sudário, hoje em Turim?

A ciência pena em responder a essas e outras perguntas conexas, mas não arreda o pé – e faz bem –, procurando alguma pista que permita uma explicação. Pois até o momento ela se confessa incapaz sequer de entender o fenômeno.

Também por isso, a imprensa vai atrás dos especialistas em sindologia, nome da especialidade que estuda o Santo Sudário.

O presidente do Centro Internacional de Sindologia de Turim, professor Bruno Barberis, foi procurado incontáveis vezes a propósito do apaixonante tema. E respondeu mais recentemente à Rádio Vaticano:

Prof. Barberis – Certamente se tem progredido no estudo do Santo Sudário para saber como foi feito, mas no momento atual tudo é insuficiente para responder a esta interrogação, que continua sendo o enigma mais significativo e fascinante do Lençol.

Fizeram-se muitas hipóteses nos últimos 100 anos, mas todos os experimentos e tentativas de reproduzir num pano uma imagem com as mesmas características resultaram insatisfatórias.

Aos que supuseram que pudesse tratar-se efetivamente de uma marca deixada por um cadáver, foi-lhes necessário antes de tudo individuar o fenômeno físico ou químico que permitiria a um cadáver gerar uma impressão desse tipo. Até agora nada conseguiram.

Outros levantaram a hipótese de tratar-se de uma obra pictórica realizada por algum artista do passado.

Porém, nos pontos coloridos do Santo Sudário não foram encontrados nem pigmentos nem corantes de qualquer tipo.

Foi encontrado sangue e nós sabemos que é sangue humano do grupo AB.

Professor Bruno Barberis, presidente do Centro Internacional de Sindologia de Turim.
Prof. Bruno Barberis, presidente do Centro Internacional de Sindologia, Turim.
Hoje ainda, o Santo Sudário deve ser definido como uma imagem irreproduzível. Isto não quer dizer que o seja de modo absoluto.

A ciência e a Fé convergem no Santo Sudário porque ele fala aos dois. O Santo Sudário relembra efetivamente e de modo inequívoco, com uma precisão verdadeiramente surpreendente, todas as características da Paixão de Cristo que os Evangelhos descrevem de modo literal.

Mas eu diria que é uma “provocação à inteligência”, sublinhando que, não obstante os estudos feitos e os conhecimentos científicos e tecnológicos do terceiro milênio, a imagem continua sendo inexplicável.

De fato, a ciência e a Fé não estão em oposição. Pelo contrário, são dois aspectos complementares para este objeto, o Santo Sudário, e caso se misturarem podem criar confusão e levar a afirmações desprovidas de sentido.

Mas, se cada uma se mantiver separada e trabalhando em paralelo, nos permitirão verdadeiramente adquirir uma noção de amplo espectro do objeto estudado.

Este fato nos permite chamar o Santo Sudário de “Quinto Evangelho” ou de “O espelho do Evangelho”. Aqui reside verdadeiramente o fascínio mais profundo que emana do Lençol de Turim.

Santo Sudário, foto frontal tridimensional processada pelo engenheiro geofísico Thierry Castex.
Santo Sudário, foto frontal tridimensional processada pelo engenheiro geofísico Thierry Castex.
Radio Vaticano – A análise de 1988 do Carbono 14 fixa uma data entre 1260 e 1390 d.C. Quais são os pontos fracos dessa análise e por que ela deveria ser refeita?

Prof. Barberis – Os pontos criticáveis não se referem tanto ao método, que é o que temos de melhor no momento atual para datar objetos de origem biológica, portanto contendo carbono, como é o caso de um tecido.

O pano oferece 100% de sua superfície à poluição ambiental. Aquela datação é anacrônica sob muitos pontos de vista.

Seria obviamente necessário refazê-la, mas somente no momento em que nossos conhecimentos físico-químicos, sobretudo do Lençol, e também biológicos, sejam de molde a nos permitir reconhecer os pontos mais adequados para extrair uma amostra.

E, em segundo lugar, conhecer bem o tipo de contaminações que possam existir para empreender a calibração do resultado.

No momento atual esses conhecimentos ainda não existem. Eis por que não é ainda oportuno repetir essa analise.

Radio Vaticano – Quais são os seus conselhos para perscrutar e ler o Santo Sudário?

Prof. Barberis – Antes de tudo, para poder lê-lo bem é necessário conhecê-lo previamente.

Por tanto, eu aconselho a todos aqueles que se aproximam do Santo Sudário, de aprender a conhecê-lo – utilizando obviamente os textos e os sites que falam do Santo Sudário.

E depois, ficando de frente daquela imagem, eu diria que é necessário deixá-la falar, é necessário deixar-se olhar por ela.

Quem se encontra diante do Santo Sudário se dá conta de que está sendo olhado, e então, nesse momento, é necessário pôr de lado o desejo de entender a fundo as características, os pontos essenciais, não procurar reconhecer aquilo que as descrições feitas por outros nos tinham fornecido.

É necessário que haja um diálogo entre essa imagem e aquele que a observa. Eu garanto a todos os que tentarem esta experiência, que no final de tudo eles se sentirão verdadeiramente interpelados.

E aí está o grande fascínio, o grandíssimo fascínio do Santo Sudário, que em cada exposição atrai milhões de peregrinos.

O Santo Sudário: um mistério ainda não explicado pela Ciência




Documentário sobre a tridimensionalidade do Santo Sudário






Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza: é autêntico!


Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência: o Santo Sudário é autêntico!
Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência:
o Santo Sudário é autêntico!
Barrie Schwortz é uma das maiores autoridades mundiais sobre o Santo Sudário. Como técnico em fotografia, ele participou no primeiro grande exame em profundidade dessa preciosa relíquia em 1978, na equipe do famoso Shroud of Turin Research Project (STURP).

O STURP inaugurou uma longa série de análises e aprofundamentos do ponto de vista das mais variadas ciências, que revelou – aliás, continua revelando – detalhes surpreendentes e nunca antes imaginados sobre o Homem do Sudário.

A convergência dos resultados dessa imensa série de exames é tão espantosa que ficou muito difícil negar que o Homem do Sudário não seja outro que Nosso Senhor Jesus Cristo.

Barrie Schwortz é um hebreu não praticante que aceitou com relutância participar do STURP. Ele estava plenamente convencido de que o Santo Sudário era alguma fraude montada na Idade Média.

Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19 de abril e vai durar até 24 de junho de 2015.
Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19 de abril e vai durar até 24 de junho de 2015.
Mas após muitos anos de pesquisa e reflexão, passou a acreditar em sua autenticidade.

Preocupado com a informação imprópria veiculada pela mídia sobre o Sudário de Turim, ele criou um site onde difunde a verdadeira história da relíquia e os resultados dos testes de que ela vem sendo objeto.

Barrie Schwortz concedeu uma entrevista com valiosas informações ao Catholic World Report (CWR). Reproduzimos alguns excertos:

CWR: quais são alguns dos argumentos mais impressionantes em favor da autenticidade do Sudário?


Barrie Schwortz:

“Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico”.

“Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso”.

“A explicação mais plausível é de que o Sudário foi usado para envolver o corpo de Jesus”.

“O Sudário é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu”.


Barrie Schwortz: Há 37 anos, quando fui à Itália com a equipe do STURP, eu achava que era algo falso, algum tipo de pintura medieval. Mas após apenas 10 minutos de análise, percebi que não era uma pintura.

Enquanto fotógrafo profissional, fui procurar as pinceladas. Mas não havia tinta nem pinceladas!

Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico. O argumento que me fez mudar de ideia está relacionado com o sangue.

O sangue no Sudário é avermelhado. Porém, o sangue num pano de roupa, em poucas horas fica marrom ou preto.

Eu conversei pelo telefone com Alan Adler, um químico especialista em sangue, e manifestei-lhe minhas reservas. Ele ficou chocado e perguntou: “Mas você não leu o meu estudo?”

Ele havia detectado uma alta proporção de bilirrubina no Sudário, fato que explica por que o sangue ficou vermelho.

Se um homem é ferido e não bebe água, seu fígado começa a produzir bilirrubina. Isso faz com que o sangue fique vermelho para sempre.

Para mim foi como achar a última peça do quebra-cabeça. Eu não tinha mais argumentos contra.

Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'. Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'.
Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Essa foi a evidência final que me convenceu. Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso.

Um dos meus testemunhos favoritos em favor da autenticidade do Sudário é de minha mãe, que é judia. Ela veio da Polônia e só estudou na escola. Ela assistiu a uma de minhas palestras. Depois, voltando de carro para casa, após ficar em silêncio um longo tempo, eu lhe perguntei:

– Mãe, no que está pensando?

Ela respondeu:

– Barrie, é evidente que é autêntico. Eles não o teriam conservado durante 2.000 anos se não fosse.

Pela lei judia, um sudário manchado de sangue devia ser mantido no túmulo. Tirando-o dali, você de fato assumiria o risco de violar a lei.

Para mim, a explicação mais plausível sobre o Sudário, do ponto de vista da ciência e de meus fundamentos pessoais judeus, é de que o pano foi usado para envolver o corpo de Jesus.

CWR: Quais são algumas das falsidades mais comuns que se falam do Sudário?

Schwortz: Tomaria horas compor essa lista. Parece existir uma cacofonia constante de insensatez funcionando contra o Sudário.

CWR: O que é que fala o Sudário sobre os sofrimentos físicos de Cristo?

Schwortz: Ele é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu. Seu rosto foi duramente golpeado, está inchado sobretudo em volta dos olhos.

Eu sou fã de boxe profissional. A imagem do Sudário me lembra de um boxeador que perdeu a luta.

O homem foi severamente açoitado. Isso se observa não só nas feridas nas costas, mas podem-se ver as tiras de couro que o atingiram, envolvendo o corpo, e que bateram pela frente também.

De um ponto de vista forense, a imagem do Sudário fala mais do que as representações comuns que vemos na arte.

Ele tem um ferimento de lança no lado. Suas pernas não estão quebradas, como era geralmente o caso quando os homens eram crucificados.

Sua cabeça e o couro cabeludo estão cobertos de feridas.

Mais uma vez: na arte muitas vezes vemos a coroa de espinhos como se fosse um pequeno círculo que se assemelha a folhas de louro em torno da cabeça de Cristo. Mas isso não é realista.

Os soldados na verdade puseram um espinheiro sobre sua cabeça e o esmagaram sobre ela.

Vemos a parte externa de uma mão, indicando que os pregos não foram cravados pelo centro da palma da mão, mas uma polegada mais perto do pulso.

Isso faz sentido para um soldado romano crucificando 20 ou mais pessoas ao mesmo tempo. É o lugar perfeito para se colocar um prego que vai segurar, e então você pode passar para a sua próxima vítima.

Em relação aos pés, é impossível para nós julgar se foi usado um único prego para ambos os pés, ou se foi usado um em cada pé.

Nós temos os restos reais de duas vítimas da crucifixão, e nesses casos foram usados dois pregos, um em cada pé.


Barrie Schwortz narra sua experiência com o Santo Sudário
e como mudou de opinião em favor da autenticidade da sagrada mortalha:






O cientista descrente que se rendeu à evidência:
não há nada como o Santo Sudário!


Barrie Schwortz: era incrédulo, estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza que é autêntico!
CWR: Ele foi esticado na cruz de maneira a deslocar os braços? Uma parte de sua barba foi arrancada?

Barrie Schwortz: A evidência forense nos diz que seus braços poderiam ter sido esticados a ponto de sofrerem uma luxação. Nós observamos que sua barba está divida ao meio, o que indica que ela poderia ter sido arrancada.

No fim, a evidência forense indica que a narração do Evangelho é uma descrição exata do que aconteceu durante a Paixão de Cristo.

CWR: Que descrição de Cristo o senhor pode nos oferecer com base em seu estudo do Sudário?

Schwortz: Ele era um homem bem constituído, que hoje poderíamos descrever como um homem belo. Tinha um busto forte, um peito profundo e ombros de bom tamanho.

Isso faz sentido, já que era um carpinteiro. Naquele tempo ele tinha de ir para fora a fim de cortar uma árvore, serrá-la e dividi-la, coisas que exigem muita força física.

A respeito de sua altura, é difícil dizer. Não há nenhum limite definido na imagem. O pano também pode ter sido afetado pela umidade ou esticado. Dito isto, o nosso melhor palpite é 1,78 ou 1,80 m de altura.

Assim, ele seria um homem bem alto para a época, mas não tão alto que os escritores do Evangelho tivessem mencionado o fato. Na verdade, temos os restos de judeus da época que mediram mais de 1,83 metros.


Barrie Schwortz:

“A narração do Evangelho é uma descrição exata do que aconteceu durante a Paixão de Cristo.

“Não há nada como o Santo Sudário.

“O Sudário reacende a fé desfalecida em muitos.

“A fé não se baseia num pedaço de pano, mas é um dom de Deus que reanima os corações daqueles que olham para Ele”.


CWR: Ele usaria no cabelo algo como um rabo de cavalo?

Schwortz: Parece certo que sim. Os judeus ortodoxos da época usavam o cabelo comprido.

CWR: O que o senhor diz sobre o próprio pano?

Schwortz: É um pano de alta qualidade que um homem de alta estatura teria possuído. Provavelmente foi feito na Síria e levado a Jerusalém no lombo de um camelo. Posto que foi importado, deveria ser caro.

Isto é coerente com o relato evangélico, o qual indica que José de Arimatéia era um homem rico. Provavelmente ele era o dono e estava planejando usá-lo para si.

Antes de meu pai judeu morrer, ele planejou todo o seu funeral. É razoável acreditar que José de Arimatéia tenha feito o mesmo. Quando Cristo morreu, ele lhe deu a sua própria mortalha, planejando comprar uma outra para si em algum momento posterior

CWR: Como o senhor participou do projeto STURP em 1978?

Schwortz: Nós chegamos uma semana antes com 80 caixas de equipamentos, que foram seguradas durante cinco dias pela alfândega italiana. Inicialmente pedimos 96 horas para estudá-lo, mas fomos autorizados a vê-lo por volta de 120 horas.

A equipe do STRUP trabalhando: "No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito"
A equipe do STURP trabalhando: "No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito"
Estávamos lá para coletar dados, não para tirar conclusões. Estávamos lá para responder a uma pergunta simples: como é que se formou a imagem?

Nos três anos seguintes produzimos trabalhos que foram submetidos a revistas conferidas por cientistas de igual qualificação.

No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito. Não foi uma pintura, não foi uma queimadura, e não era uma fotografia.

Nossa equipe era composta por peritos de uma variedade de crenças, desde católicos até totalmente céticos.

Havia mórmons, cristãos evangélicos e judeus. Nossa crença religiosa não foi critério para integrar a equipe.

Na verdade, como judeu eu não me senti confortável na equipe e tentei sair duas vezes. Um dos meus amigos na equipe do STURP era Don Lynn, que trabalhou para o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA e era um bom católico. Quando eu lhe disse que queria sair porque era judeu, ele me perguntou: “Você se esqueceu que Jesus era judeu?”

Eu lhe disse que não sabia muito sobre Jesus, mas sabia que ele era um judeu. Então me perguntou: “Você acha que ele não iria querer alguém do povo eleito em nossa equipe?”

Ele me falou para ir a Turim e fazer o melhor trabalho que pudesse, e não me preocupasse porque sou judeu.

CWR: Existem no mundo alguns outros objetos que possam ser comparados ao Sudário?

Schwortz: Não há nada como ele.

CWR: Qual é o efeito que o senhor percebeu do Sudário sobre as pessoas?

Schwortz: Eu observei um vasto leque de reações. Alguns não reagem, mas em muitos outros o Sudário reacende a fé desfalecida.

Porém, afinal de contas, a fé não se baseia num pedaço de pano, mas é um dom de Deus que reanima os corações daqueles que olham para Ele.

FIM

Barrie Schwortz conta sua história para a EWTN:






Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário


Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho
Diversos leitores do blog pediram as fotos deste impressionante Crucificado em tamanho maior, exprimindo o desejo de fazer um poster ou outra forma de reprodução.

Em atenção aos pedidos re-publicamos este post com as fotos ampliadas, e mais duas acrescentadas no fim.

Basta clicar na foto desejada e ela aparecerá na tela no tamanho máximo possível. Depois é só salvar na pasta preferida.

Aplicamos a maior resolução que um blog permite técnicamente, e que nem para todos será a ideal.

Para quem desejar as mesmas fotos com ainda maior definição e tamanho, recomendamos a página do Prof. Juan Manuel Miñarro: http://cofrades.pasionensevilla.tv/photo/albums/cristo-sindonico-de-minarro

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

Como resultado esculpiu um Crucificado que, segundo o artista, seria uma reprodução científica do estado físico de Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua morte.

Jesus Crucificado segundo o Santo Sudário:
estreita concordância com as imagens tradicionais
O autor não visava provar a existência de Jesus de Nazaré, mas destacar os impressionantes acertos anatômicos constatados no estudo científico do Santo Sudário.

O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra.

O escultor não trabalhou só. Ele presidiu o trabalho de um grupo de cientistas que levaram adiante uma investigação multidisciplinar do Sudário de Turim.

O crucificado é o único “sindônico” no mundo, pois reflete até nos mais mínimos detalhes os múltiplos traumatismos do corpo estampado no Santo Sudário.

A imagem representa um corpo de 1,80 metros de altura, de acordo com os estudos no Sudário feitos pelas Universidades de Bolonha e Pavia. Os braços e a Cruz formam um ângulo de 65 graus.

A Coroa de Espinhos tinha forma de casco, cobrindo toda a cabeça, e foi feita com jujuba “ziziphus jujuba”, uma espécie de espinheiro cujas agulhas não se dobram.

Coroa de espinhos segundo o Santo Sudário
A pele apresenta exatamente o aspecto de uma pessoa morta há uma hora. O ventre aparece inchado por causa da crucifixão.

O braço direito aparece desconjuntado pelo fato do crucificado se apoiar nele à procura de ar durante a asfixia sofrida na Cruz.

O polegar das mãos está virado para dentro, reação do nervo quando um objeto atravessa a munheca.

A escultura reflete também a presença de dois tipos de sangue: o vertido antes da morte e o derramado post mortem. Também aparece o plasma da ferida do costado, de que fala o Evangelho.

A elaboração destes pormenores foi supervisionada por hematologistas. A pele dos joelhos está aberta pelas quedas e pelas torturas.

Há grãos de terra incrustados na carne que foram trazidos de Jerusalém.

As feridas são típicas das produzidas pelos látegos romanos, que incluíam bolas de metal com pontas recurvadas para rasgar a carne.

Foram necessários 10 anos de estudo
Não há zonas vitais do corpo atingidas pelos látegos porque os verdugos poupavam essas partes para que o réu não morresse na tortura.

A maçã do rosto do lado direito está inchada e avermelhada pela ruptura do osso malar.

A língua e os dedos do pé apresentam um tom azulado, característicos da parada cardíaca.

Por fim, embaixo da frase em hebraico “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, a tradução em grego e em latim está escrita da direita para a esquerda, erro habitual naquela época e naquela região.

A escultura esteve exposta na igreja de São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha, e saiu em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

Com os mesmos critérios e técnicas, Miñarro está criando outras imagens que representam a Nosso Senhor em diferentes momentos de sua dolorosa Paixão.

Isaías 53

Cristo de Miñarro venerado em igreja,
São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha
“Ele subirá como o arbusto diante dele, e como raiz que sai de uma terra sequiosa; ele não tem beleza, nem formosura; vimo-lo, e não tinha aparência do que era, e por isso não tivemos caso dele.

“Ele era desprezado, o último dos homens, um homem de dores; experimentado nos sofrimentos; o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele.

“Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores; nós o reputamos como um leproso, como um homem ferido por Deus e humilhado.

“Mas foi ferido por causa das nossas iniqüidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras.” (53, 2-5).














A autopsia do Santo Sudário concorda com os Evangelhos


Santo Sudário: montagem tridimensional por Thierry Castex
Santo Sudário: montagem tridimensional por Thierry Castex
Na Universidade de Milão, conhecida também como la Statale, o Prof. Giampietro Farronato leciona Ortodontia. À frente de uma equipe de especialistas – que incluiu Bruno Barberis, Louis Fabrizio Rodella, John Pierucci Labanca; Mauro, Alessandra e Massimo Majorana Boccaletti – o professor fez uma autopsia do Santo Sudário.

O resultado do trabalho foi publicado num livro rico e intrigante: “Autopsia do Homem do Sudário”, editado por Elledici (Leumann [Turim] 2015), apresentado na igreja de San Gottardo em Corte, no evento “Escola Catedral” promovido pela confraria-empresa responsável há séculos pela manutenção da catedral de Milão.

O Prof. Farronato, em entrevista concedida ao jornalista Marco Respinti, declarou que “a medicina forense ainda não havia dito tudo sobre o caso. Então nós decidimos agir”.

A medicina forense analisa os sinais que podem ser encontrados no corpo ou no cadáver, para que depois a polícia e o juiz ajam com base no laudo médico legal.

O Professor prossegue: “A ideia de realizarmos um estudo anatômico profundo do Sudário remonta a uns três anos, a partir de fotografias tomadas por Secondo Pia em 1898 e os resultados dos estudiosos que vieram antes de nós”.

Indagado sobre a ideia que ele e sua equipe fizeram do crime, o Prof. Farronato respondeu:

“Obviamente o cenário do assassinato não existe mais. Nós investigamos o crime apenas através das marcas deixadas no cadáver. O que hoje é muito.

O Dr Giampietro Farronato respondeu pela equipe de médicos legistas que fez a autopsia.
O Dr Giampietro Farronato respondeu
pela equipe de médicos legistas que fez a autopsia.
“A anatomia do corpo foi reconstruída por nós com dados morfológicos registrados no linho. Fizemos uma reconstituição total e completa da face”.

E assim, o professor foi descrevendo o seu fascinante trabalho:

“Praticamente tratamos a imagem do Sudário como a ‘máscara’ forense que habitualmente se monta para descrever os ferimentos no corpo, vivo ou morto.

“Eu e Alessandra Majorana exploramos as pegadas tornando-as mais legíveis para examiná-las melhor medicamente. Com o software de gestão de imagens mais inovador disponível, nós mudamos a orientação direita-esquerda, o claro e o escuro”.

Depois, ele aplicou os métodos utilizados para tornar legível a tomografia computadorizada Cone Beam, a ressonância magnética e outros exames tridimensionais para a obtenção de um diagnóstico odontológico legal completo, campo em que a sofisticação e a precisão atingem os detalhes mais diminutos.

Aquilo que poderia parecer science fiction, na verdade, para Farronato trata-se de um método científico, não de um filme, capaz de realçar detalhes que conduziram a sua equipe a medições muito precisas.

Perguntado pelo jornalista se ao estudar uma imagem num desgastado pano, velho de séculos, se se podia analisar o rosto como se fosse um cadáver de carne, o professor respondeu:

“Foi como se estivéssemos diante de um paciente que vai ser submetido a uma correção terapêutica de tipo ortodôntico ou cirúrgico, como pontes, implantes dentários, operações maxilofaciais, coisas assim.

“Para o rosto estudado por meio da aplicação, pela primeira vez, de métodos científicos, como cefalometria craniana, que destaca as alterações estruturais presentes no Homem do Sudário, os dados obtidos foram: assimetria nos seios frontais, no osso zigomático; desvio do septo nasal; e assimetria da mandíbula com um deslocamento atribuível a traumas ocorridos num período próximo ao decesso”.

Autopsia dell'Uomo della Sindone o livro com os resultados da autopsia.
Autopsia dell'Uomo della Sindone: o livro com os resultados da autopsia.
À pergunta sobre o que diz a ciência do Homem do Sudário que é objeto de uma disputa antiga, às vezes até veemente, o Prof. Farronato responde:

“A ciência diz que se trata de uma impressão deixada pelo cadáver de um homem verdadeiramente submetido antes de morrer a torturas, flagelações e espancamentos, coroado de espinhos e, finalmente crucificado.

“Isso determinou a morte daquele homem com uma correspondência total às narrações dos Evangelhos, até na sucessão do tempo em que foram infligidas as torturas, inclusive a natureza da lança post-mortem cravada em seu lado (cf. Jo. 19:33-34)”.

O professor informou ainda que estudos científicos realizados em março de 2015, coordenados pelo Prof. Giulio Fanti e processados pela Universidade de Pádua, acompanhado de três métodos de datação químicos e mecânicos, levaram a uma nova datação do linho: entre 283 a. C. e 217 d. C. período compatível com a vida de Jesus na Palestina.

Mas o modo de formação da imagem permanece um mistério indissolúvel.

Inquirido se se tratava de Jesus, ele respondeu com espírito:

“O homem de fé não pode dirigir à ciência perguntas para as quais a ciência não pode dar respostas”.

Por sua vez, Alessandra Majorana, professora da Universidade de Brescia, em declarações para o site especializado Ortodontia33, explicou que foi a primeira análise do Santo Sudário do ponto de vista morfológico e traumatológico utilizando software de última geração2.

A professora Alessandra Majorana participou na autopsia
A professora Alessandra Majorana participou na autopsia
“De nossa pesquisa – disse a professora – resultaram parâmetros e dados novos, únicos e inesperados sobre o tipo de trauma. Os exames odontológicos visaram os tecidos moles e a estrutura esquelética do rosto.

“Do ponto de vista odontológico, o homem jovem impresso no Sudário apresentava uma dentição completa. Do ponto de vista ósseo as medições cefalométricas revelaram uma mandíbula fortemente desviada para a esquerda muito provavelmente como resultado dos espancamentos antes da crucificação”.

Para a Profa. Majorana, o trabalho não levou em consideração a narração religiosa, mas numa passagem do Evangelho de S. João, relatando as horas que precederam a crucificação, o evangelista descreve os golpes no rosto de Jesus dados com uma vara:

“Na realidade, no Evangelho fala-se de uma bofetada, mas o original em aramaico fala-se de uma varada, corpo contundente compatível com o pesado trauma constatado por nossa análise”.

Ela constatou ainda outras consequências dos golpes, como a fratura da cartilagem nasal, trauma também confirmado pela análise da imagem elaborada graficamente para isolar as marcas de líquidos orgânicos como o sangue e o suor impressos no tecido.

“Da imagem processada resulta que não há sinais de sangramento nasal, pelo que se pode supor que a fratura da cartilagem aconteceu pelo menos um par de horas antes da morte”, concluiu a especialista.




Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico


Luigi Garlaschelli numa burlesca apresentação
Membros de um inidôneo Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais garantiram ter provado que o Santo Sudário de Turim é um falso medieval.

Eles foram financiados pela União de Ateus Agnósticos Racionalistas, da Itália.

Luigi Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, descreveu ao jornal “La Repubblica” como conseguiu fazer um sudário “idêntico” ao de Turim com materiais baratos e métodos disponíveis no século XIV.

David Rolfe, produtor de longos documentários sobre a relíquia, apontou que a simples descrição do método usado depõe contra Garlaschelli e mostra que ele nem conhece o Sudário.

Diversos cientistas altamente qualificados desmontaram com um peteleco a burlesca obra.

Por exemplo, o presidente do Centro Mexicano de Sindonologia, Adolfo Orozco, especializado no Santo Sudário, qualificou a ação de “truque para atacar o Sudário” e mostrou furos técnicos que desqualificam o experimento, informou a Agencia Católica Internacional.

O Dr. Orozco explicou que no Sudário “o sangue ficou impresso no pano em primeiro lugar, e só depois ficou gravada a imagem e não o contrario como fez o suposto 'reprodutor'”.


Outra demonstração de Garlaschelli


Além do mais, acrescentou o Dr. Orozco, como foi largamente comprovado pela comunidade científica, “a imagem do Sudário não se formou por contacto. Há partes do tecido que tem imagem e nunca estiveram em contato com o corpo”. Entretanto, a primitiva tentativa trabalhou esfregando um pano sobre um corpo.

Acresce que as análises médicas, segundo o Dr. Orozco, “demonstraram que os coágulos não foram semeados, mas são clinica e patologicamente corretos com detalhes desconhecidos no século XIII”.

O especialista sublinhou o lado ridículo dos imitadores pretendendo reproduzir as queimaduras do incêndio de 1532 e as marcas deixadas pela água que nada têm a ver com a imagem original.

Ainda constata-se que as “imagens” agora fabricadas “não têm as propriedades tridimensionais” típicas do Sudário”. Esta ausência desqualifica a tentativa de reprodução.

Por sua vez, o especialista peruano Rafael de la Piedra, sublinhou que as manobras frustras dos italianos reforçam ainda mais a idéia de que a relíquia “continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável”, noticiou ACIPrensa.

Para o Dr. de la Piedra, a recente imitação “visualmente é muito parecida com o original. Digamos que é melhor que a cópia que fez McCrone ou que a horrorosa tentativa de Joe Nickell; ou a de Picknett-Prince e sua suposta fotografia medieval de Leonardo Da Vinci; ou que a fantasiosa foto-experimental do sul-africano Nicholas Allen”.

Para o especialista, “uma amostra parecida com a de Garlaschelli não resiste às conclusões multidisciplinares tiradas ao longo de mais de 100 anos por cientistas de todos os credos e especialidades”.

À luz desta tentativa falha, de la Piedra conclui que “podemos afirmar com alto grau de certeza, que o Santo Sudário de Turim continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável. Esta é a verdade interna do Santo Sudário”.

O especialista norteamericano John Jackson do Turin Shroud Center de Colorado observou: “as propriedades tridimensionais da imagem (…) a presença de sangue humano com índices altíssimos de bilirrubina, o pólen de mais de 77 plantas que marcam o percurso histórico do Sudário até quase o século I de nossa era e, entre outros, o mecanismo de transferência da imagem de um crucificado com todas as feridas descritas nos Evangelhos a um pano”.

John e Rebecca Jackson com um modelo tridimensional do Sudário
O Dr. Jackson criticou a falta de técnica de Garlaschelli e explicou que o sangue do Sudário não é sangue inteiro, mas já separado do soro, proveniente de verdadeiras feridas.

Além do mais, o sangue que há neles é próprio “de um fluxo post mortem”.

Jackson observou que do ponto de vista da tridimensionalidade a imagem agora feita “aparece bastante grotesca. As mãos estão incrustadas no corpo e as pernas estão em posição pouco natural”.

Jackson também observou que segundo a prática científica séria os resultados de Garlaschelli deveriam ter sido compulsados por outros cientistas antes da publicação.

É o que se chama “peer-review” ou “revisão do trabalho por pares”.

Porém, Garlaschelli parece ter temido a crítica e fugiu dela. O autor recebeu 2.500 euros da União de Ateus Agnósticos Racionalistas para semelhante serviço. A cifra fala contra a hipótese de um trabalho científico de vulto e mais parece uma gorjeta em pago de uma zombaria anticatólica.

Entretanto, alguns jornais eivados de decadente anticlericalismo espalharam a grosseira manobra.

No episódio não houve conflito entre a ciência e a religião. Antes bem, uma resposta digna da ciência a uma tentativa burlesca anticlerical.




No resgate do Santo Sudário, um milagre em meio às chamas


A capela em chamas
Na noite de 11 para 12 de abril de 1997, pavoroso incêndio ameaçou destruir para sempre uma das mais preciosas relíquias do mundo católico: o Santo Sudário de Turim, mortalha que envolveu por três dias o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, após sua Crucifixão até sua Ressurreição.

Só depois de longo e extenuante combate do corpo de bombeiros, o sacrossanto Linho pôde ser salvo das chamas. Além do Palácio Real, o incêndio destruiu quase completamente a capela de Guarino Guarini — contígua à Catedral de Turim — onde se encontrava a relíquia.

Alguns órgãos da imprensa italiana levantaram suspeitas de o incêndio ter sido criminoso.

Naquele momento dramático, em que tudo parecia perdido, assistimos a uma das mais belas cenas de heroísmo: o bombeiro Mario Trematore lançou-se destemidamente entre as chamas, e com uma grossa barra de ferro golpeou repetidas vezes o vidro à prova de bala que protegia a relíquia, recuperando-a em seguida. Instantes depois, a cúpula inteira da capela desabou.

Com o recuo de uma década, e tendo presente a comoção do mundo católico em vista daquela tragédia que quase se consumou, Catolicismo pediu a seu correspondente em Milão, Sr. Roberto Bertogna, que entrevistasse o Sr. Mario Trematore, a fim de que este narrasse a nossos leitores o emocionante resgate, bem como as lembranças mais significativas que tal acontecimento deixou vincadas em sua alma.

___________

* * *

Mario Trematore com a precisosa relíquia salva do fogo
Catolicismo — O Sr. poderia descrever para nossos leitores o motivo que o levou a enfrentar o incêndio, sabendo bem que corria risco de morte atroz em meio às chamas?

Mario Trematore — Na vida, o cristão tem como obrigação principal dar testemunho de sua fé e reconhecer em Jesus Cristo a sua salvação, a presença que transforma o precário acontecer da existência humana na História. Presença reavivada cada dia pela lembrança de que, morrendo na Cruz, Jesus Cristo envolveu todos aqueles que crêem n'Ele. Cristo morre crucificado cada dia nos tantos acontecimentos que compõem a história do mundo, para ressurgir sempre mais presente no mistério da fé aos olhos dos homens.

Sua mão providente nos acompanha sempre. E foi essa mão que me moveu a enfrentar as chamas que ameaçavam a mais preciosa relíquia do mundo cristão. Com efeito, naquela afanosa noite passada na catedral, lutando contra as chamas para salvar o Santo Sudário, a força que me compelia a cumprir aquela missão emanava de uma voz interior, que seguramente provinha do Alto.

Catolicismo —O que o Sr. pensava no momento em que golpeava o resistente vidro do relicário que protegia o Santo Sudário?
Lotando sob o fogo para salvar a relíquia
Mario Trematore — Naquele apuro, quando tudo parecia perdido e a força do fogo tornava impotente todo recurso humano, continuava a esperar até o fim, e o pensamento transformava-se em ação. De uma parte, surge inesperadamente o medo de morrer, e por um breve tempo vêm à memória as pessoas mais caras e as mais belas recordações: a doçura de minha mulher Rita, o sorriso de meu filho Iacopo, a graça de minha filha Chiara.

De outra, pensava também naquele Lençol e o dever de salvá-lo. Jesus Cristo o havia deixado para a humanidade como um extraordinário sinal do mistério do Verbo encarnado e do Deus que assume toda a condição humana. Prova convincente de um significado: do amor que responde ao amor, e não da dor e daquilo que custa. Um testemunho visível da Sua Ressurreição e do infinito amor de Deus ao homem.

Catolicismo — Enquanto deparava com as chamas, o Sr. chegou a pensar que a salvação do Sudário poderia depender da fé e da coragem de alguém, e que aquela obrigação recaía sobre o Sr.?

Mario Trematore — Na noite de 11 de abril de 1997, não podia certamente pensar que tocava a mim, com os meus colegas, salvar o Santo Sudário. Naquele momento eu sentia a angústia e a preocupação de milhões de fiéis. A capela do Guarino ruía em pedaços, sob o incessante calor das chamas.

Uma das pilastras principais que sustentava a cúpula já havia se esmigalhada ao calor do fogo. Não havia muito tempo para pensar. De um momento para outro podia cair a cúpula. Precisava fazer alguma coisa. O quê?

Cada tentativa para apagar aquele maldito fogo fracassava, e assim não me restou senão rezar uma oração que havia aprendido num passado longínquo, um passado de menino com os olhos grandes e os cabelos encaracolados: “Pai Nosso, que estais no Céu...”

O modo pelo qual Deus escolhe seus instrumentos é sempre surpreendente e insondável. Deus quer ter necessidade de nossos braços e de nossas mãos para cumprir sua obra. Fico pasmo como Ele tenha querido ter necessidade dos meus braços e das minhas mãos para salvar o Santo Sudário.

Recordando aqueles momentos dramáticos, estou convencido de que o homem, reconhecendo o amor de Deus, lança-se sobre Ele com uma sensibilidade que nasce da consciência de um dever: que a grande evidência daquela Face não se perca pela fragilidade de quem crê, mas permaneça sinal de esperança para todos, pois disto tem necessidade cada homem.

Catolicismo — O Sr. teve o reconhecimento de tantas pessoas importantes e menos importantes, inclusive de João Paulo II. Sente-se um herói?

Mario Trematore — O homem não se basta a si mesmo e tem necessidade de Cristo. Falar de heroísmo pode satisfazer meu ego, mas favorece o orgulho, uma falta de confiança no Criador. Não podemos esquecer o exemplo de Jesus Cristo no Domingo de Ramos. O Filho de Deus, Ele mesmo Deus, entrou em Jerusalém montado num burrico, e não num carro dourado puxado por bonitos cavalos de raça.

O preciosíssimo relicário é tirado do inferno de fogo
Quem nos criou decidiu cada coisa, ainda que para nós nem tudo seja compreensível. Ainda que –– com a força das minhas mãos e uma barra de ferro, além da ajuda de meus colegas –– tenha salvo o Santo Sudário, Jesus Cristo teria reemergido daqueles escombros conosco ou sem nós.

Catolicismo — Hoje, qual o papel de Nosso Senhor Jesus Cristo em sua vida?

Mario Trematore — Eu O sinto ao meu lado, como um companheiro de viagem, mesmo nas coisas mais simples que faço. Quando caminho pela rua, faço compras, passeio pelo centro de Turim — nesses últimos anos, ainda mais bonito —, quando vou pegar os filhos na escola e quando trabalho.

A Ele faço minhas confidências, peço conselhos, junto a Ele eu me indigno com os males do mundo, e Ele me carrega quando os pés já cansados não conseguem caminhar.

Aprendi e tenho certeza de que nunca estou só. Diante do que possa acontecer em minha vida, haverá sempre Alguém com o qual poderei contar. É nessa presença constante de Nosso Senhor Jesus Cristo que encontramos a própria condição que torna o homem completamente livre.

O encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo, através do resgate do Sudário, foi uma experiência extraordinária e me permitiu entrar em uma relação íntima com Ele. Trata-se de uma relação humanamente difícil, imperiosa, e por vezes dolorosa, pois é capaz de colocar em discussão muitas certezas.

Compreender o mal e rejeitar a indiferença para com ele a cada dia de nossas vidas, enfrentando nosso egoísmo, nossos impulsos e paixões desregradas. Amar Nosso Senhor Jesus Cristo não nos impede de sofrer. Em Lourdes, a Virgem Maria disse a Santa Bernadette: “Nesta vida prometo-lhe ensinar a amar, mas não necessariamente a ser feliz”.

É esclarecedora a passagem do Evangelho na qual Cristo foi tentado pelo demônio a transformar pedra em pão. Com efeito, Ele tinha três modos de proceder:

1º) Transformar o demônio em pedra, e com isso teria resolvido todos os problemas, seus e nossos;

2º) transformar a pedra em pão, mas desse modo Ele não teria agido como Filho de Deus, pois o verdadeiro senhor teria sido o demônio, cuja ordem Cristo teria obedecido;

3º) Cristo respondeu escolhendo o caminho mais difícil e mais doloroso, isto é, o martírio e a crucifixão, para não criar qualquer fissura que traísse o Seu amor pelo Pai.

A fragilidade do homem não recusa o pecado, aliás o pecado aliena a liberdade humana e separa o homem do encontro com Deus.

Cada cristão é submetido a essas fraquezas muitas vezes em sua vida. Não é o caso de desanimar, mas de lutar para não nos separarmos de todo o bem que Cristo nos ensinou: aprender a amar, não através dos olhos da própria cultura, mas com o coração aberto a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao próximo.

Catolicismo — O que o Sr. recomenda aos leitores de Catolicismo para aumentar a devoção ao Santo Sudário?

Mario Trematore — Não é verdade que o racionalismo, o uso da razão como medida da realidade, seja o modo mais correto para nos aproximar da fé. Pelo contrário, quando a razão é usada de modo autêntico, escancara a alma à percepção de algo de grande que há em nós, de um mistério do qual tudo depende.

É esta “abertura do coração” que gostaria de sugerir a todos. Finalmente, peço a Nossa Senhora que todos encontrem uma ocasião, talvez um feriado prolongado, para virem a Turim venerar o Santo Sudário, mesmo que ele não seja visível (não há um ostensório solene para ele ficar exposto), mas encontra-se numa capela da nave lateral da catedral, dignamente guardado para a veneração de todos. Temos a mesma necessidade: tocar com as mãos, como São Tomé, para que o cêntuplo seja realizado, aqui e agora, e transforme as nossas vidas.

Gostaria de lembrar o que disse o Papa João Paulo II a respeito do Santo Sudário, por ocasião de sua visita a Turim: “Uma relíquia insólita e misteriosa, singularíssima testemunha — se aceitamos os argumentos de tantos cientistas — da Páscoa, da paixão, da morte e da ressurreição. Testemunha muda, mas ao mesmo tempo surpreendentemente eloqüente!”.

Catolicismo — Hoje sabemos que o Sr. não é mais um bombeiro...

Mario Trematore — Ser bombeiro era a minha paixão. Mas os anos passam e o corpo envelhecido não suporta mais o estresse e o cansaço de trabalho tão pesado e perigoso. Assim, em outubro de 2003 deixei o Corpo de Bombeiros.

Como sou diplomado em arquitetura, retomei a profissão de arquiteto, ocupando-me de projetos arquitetônicos, com especialização em segurança nos setores de risco correlatos à construção e ao curso das obras, no cargo de diretor técnico externo da Engineering Boesso, além de diretor didático do setor formativo regional da Apitforma de Turim, órgão credenciado junto à região do Piemonte, que opera nas tipologias formativas pós-universitárias.

Mas no fundo de meu coração resta um sonho, e espero que o Senhor me ajude a realizá-lo: projetar uma igreja. Cada igreja é uma casa de Deus, e não pode ser senão bela, como afirmava em 1400 Leon Battista Alberti, renomado arquiteto italiano, no seu “De re aedificatoria”.

"Senti dentro de mim qualquer coisa superior que me guiava"

Ao ser perguntado em que momento decidira intervir, arriscando a vida para, num gesto de audácia e heroísmo, resgatar o Sudário das chamas, Mario Trematore declarou à imprensa:
"Quando decidi intervir? Quando vi que tudo estava para desabar. Nesse momento disse aos meus rapazes: vamos, temos de salvar o Sudário.
"Em certo momento senti algo dentro de mim, qualquer coisa superior que me guiava. E como se tivesse encontrado força naquele símbolo, o símbolo do Sudário, peguei uma marreta e comecei a golpear o vidro antibalas. Golpeava, golpeava e golpeava, mas aquele vidro não caía. Talvez lhe tenha golpeado cem vezes antes de destruí-lo.
"Finalmente cedeu. Devo ter feito isso num quarto de hora, nem um ladrão teria sido tão veloz. E sabe por que? Porque tinha uma convicção fortíssima e graças a ela me crescia a força.
“Tive um pouco de medo. Mas naquele momento creio que Deus me deu força para salvar o Santo Lençol. De outra forma não teria conseguido romper aquele vidro que resiste até a projéteis”.
"Se tivesse sido um outro objeto, um quadro de valor inestimável, quem sabe, de Giotto ou de Miguel Angelo, não teria movido um dedo. Nós nos arriscamos muito, muitíssimo, talvez tenhamos sido até inconscientes, mas devíamos salvar o Sudário".

(Fonte: "Catolicismo", abril de 2007)

Video do incêndio e do resgate

Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI










Fotos tridimensionais aumentam certeza de que o Santo Sudário envolveu a Nosso Senhor


Santo Sudário, fotografia tridimensional
O Professor Avinoam Danin, catedrático emérito do Departamento de Evolução sistemática e ecologia da Universidade Hebraica de Jerusalém continuou suas investigações no Santo Sudário.

As imagens obtidas que apontavam uma corda no Sudário comprovaram que ela foi feita com fibras vegetais segundo um antigo método empregado durante milhares de anos em Jerusalém.

Julga-se que essa corda tinha sido a própria com a qual a Cruz foi amarrada sobre Nosso Senhor durante a Paixão.

Danin afirma que não está no mais mínimo interessado no significado religioso de suas descobertas. Ele fala como um cientista hebraico, unicamente apaixonado pela botânica.

Esta atitude do cientista, reafirmada por escrito ao então Núncio Apostólico em Jerusalém, reforça a isenção de animo da análise por ele efetivada.

“Se eu não fosse judeu, mas cristão, poucos teriam acreditado em mim”, escreveu ao representante vaticano.

Após anos de pesquisa, Danin está convencido que o santo lençol utilizado na sepultura de Nosso Senhor já existia pelo menos no século VIII. Desta maneira, apresenta mais um testemunho científico contra a falsa idéia de uma origem medieval.

Santo Sudário e Cristo Pantocrator (mosteiro de Santa Catarina, Sinai, século V)
O professor também sublinha “a grande semelhança do rosto do Homem do Sudário com o ícone do Pantocrator conservado no mosteiro de Santa Catarina no Sinai”, concordância que, segundo ele, revelaria que o Sudário já era bem conhecido por volta do ano 550.

Danin também participou na “era holográfica” da sindonologia (ciência do santo Sudário) iniciada em 2007.

Os hologramas são fotografias em três dimensões.

Nessa nova era das investigações destaca-se o papel do Dr. Petrus Soons, criador de hologramas tridimensionais do Sudário junto com seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory (Laboratório Holográfico Holandês), em Eindhoven.

Trabalhando nessas fotografias tridimensionais, Danin constatou a existência de “um tapete quase homogêneo” de mais de trezentas corolas de flores dispostas de modo ordenado em volta da sagrada cabeça do Homem do Sudário.

Santo Sudário, hologramas
Uma outra descoberta obtida com a colaboração do Dr. Soons, foi da presença de literalmente um elmo de espinhas, e não apenas de uma coroa circular, que foi empregada para torturar a Nosso Senhor.

Soons explicou que “quando criou hologramas em tamanho natural e os expos no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum, em Roma, alguns pegaram uma escada para observar a parte superior da cabeça. Esta parte do corpo do Homem do Sudário jamais tinha sido vista por ninguém”. 

Então, Soons observou muitas pequenas feridas que tinham sangrado e que não eram visíveis pela frente.

Santo Sudário em 3D. Dr Peter Soons: como fez e como mudou sua vida:






O Santo Sudário em três dimensões


Santo Sudario, imagens tridimensionais
Rerpodução do STURP
Em 1977 foi descoberta a tridimensionalidade do Santo Sudário pelo grupo de cientistas do Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim (STURP).

Reprodução holográfica
Dois oficiais da Força Aérea norte-americana, John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional.

Este fato, inexcogitável para a ciência e as artes do século I, permite conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo de Nosso Senhor, o que não acontece numa fotografia comum.

Partes do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo que não estiveram em contato com o tecido também se achavam misteriosamente impressas na mortalha.

Mas só está técnica permitiu revelá-las

Normalmente os cientistas só conseguem reconstituir uma imagem tridimensional a partir de fotos, quando tiradas de enormes distâncias, como as de planetas longínquos, ou de ângulos diversos.

De tal modo que a distância possa influenciar, de maneira mensurável, a intensidade de luz recebida ou refletida pelos objetos.

Santo Sudario, imagem tridimensional de Giovanni Tamburelli
Reprodução do STURP
Para a reconstituição da tridimensionalidade, os especialistas utilizaram um aparelho chamado VP-8.

Jackson e Jumper tomaram uma simples fotografia do Santo Sudário e a introduziram no aparelho.

Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constituiu uma imagem tridimensional da Sagrada Face de Nosso Senhor!

Holografia
Entretanto, a técnica tridimensional mais avançada aplicada no Santo Sudário é a reprodução holográfica.

Ela projeta sobre duas placas de vidro paralelas uma reconstituição do corpo de Nosso Senhor em tamanho natural como estava na sepultura.

A imagem pode ser vista de pé, pela frente e pelas costas. Tem-se a impressão de estar em presença do próprio Corpo Sagrado de Nosso Senhor.

Um exemplo disso foi exibido na extraordinária exposição sobre o Santo Sudário de Turim que sob o título “Homem do Sudário”, realizou-se em Curitiba e em outras cidades brasileiras.











Para a ciência de ponta é impossível reproduzir o Santo Sudário


Os estudos mais exigentes sobre o Santo Sudário de Turim não têm respiro. Técnicas das mais avançadas aplicam-se continuadamente sobre ele ou sobre suas amostras.

E quanto mais sofisticadas, tanto mais surpreendentes são os resultados.

É o caso dos estudos concluídos pelo ENEA italiano, Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico sustentável, noticiados pelo blog “The Vatican Insider” do jornal “La Stampa” de Turim

O ENEA publicou um relatório com os resultados de cinco anos de experimentos. Estes aconteceram no centro do instituto em Frascati.

O objetivo foi analisar os “tingimentos semelhantes aos do Sudário em tecidos de linho por meio de radiação no extremo ultrarroxo”.

Equipe da ENEA: Daniele Murra, Paolo Di Lazzaro e  Giuseppe Baldacchini
Em termos mais simples, procurou-se entender como é que ficou impressa a imagem de Cristo no pano de linho do Sudário de Turim.

Quer dizer, “identificar os processos físicos e químicos que podem gerar uma coloração semelhante à da imagem do Sudário”. O resumo de relatório técnico em PDF pode ser baixado AQUI.

Os responsáveis do trabalho foram os cientistas Paolo Di Lazzaro, Daniele Murra, Antonino Santoni, Enrico Nichelatti e Giuseppe Baldacchini. Eles tomaram como ponto de partida o único exame interdisciplinar completo realizado pela equipe de 31 cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project) em 1978, um dos mais importantes e respeitados jamais feitos.

ENEA: equipamentos da unidade de Frascati
O relatório do ENEA desmente com muita superioridade e clareza a hipótese desprestigiada de que o Sudário seja produto de um falsário medieval.

E chega a taxativa conclusão: “A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, visível com dificuldade no lençol de linho do Sudário, apresenta numerosas caraterísticas físicas e químicas de tal maneira peculiares que tornam impossível no dia de hoje obter em laboratório uma coloração idêntica em todos os seus matizes, como foi mostrado em numerosos artigos citados na bibliografia. Esta incapacidade de reproduzir (e portanto de falsificar) a imagem do Sudário impede formular uma hipótese digna de crédito a respeito do mecanismo de formação da imagem”.

Resumindo com nossas palavras:

1) É impossível, mesmo em laboratório, produzir uma imagem como a do Santo Sudário.

2) Não somente é impossível copiá-lo, mas não dá para saber como é que foi feito.


Dr. Paolo di Lazzaro explica inexplicabilidade do Sudário
Os 31 cientistas do STURP não tinham achado em 1978 quantidades significativas de pigmentos (corantes, tintas), e nem mesmo marcas de algum desenho.

Por isso concluíram que não foi pintada, nem impressa, nem obtida por aquecimento. Além do mais, a coloração da parte mais externa e superficial das fibras que constituem os fios do tecido é irreproduzível.

As medidas mais recentes apontam que a parte colorida mede um quinto de milésimo de milímetro.

O STURP também verificou que o sangue é humano, mas que debaixo das marcas de sangue não há imagem;

– que a difusão da cor contém informações tridimensionais do corpo;

– que as fibras coloridas são mais frágeis que aquelas não coloridas;

– que o tingimento superficial das fibras da imagem deriva de um processo desconhecido que provocou a oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho.

Ninguém jamais conseguiu reproduzir simultaneamente todas as características microscópicas e macroscópicas da relíquia.

“Neste sentido, diz o relatório do ENEA, a origem da imagem ainda é desconhecida. A ‘pregunta das perguntas’ continua de pé: como é que foi gerada a imagem corpórea do Sudário?”.

Um dos aspectos que intrigou os cientistas italianos é que há “uma relação exata entre a difusão dos matizes da imagem e a distância que vai do corpo ao pano”.

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para agrandar.
Acresce que a imagem foi gerada até em partes em que o corpo não esteve em contato com o pano. Por exemplo, na parte de cima e de baixo das mãos ou em volta da ponta do nariz.

“Em consequência, podemos deduzir que a imagem não se formou pelo contato do linho com o corpo”.

Outra consequência dessas sábias minucias é que as manchas de sangue passaram ao pano antes mesmo que se formasse a imagem.

Portanto, a imagem se formou em algum momento posterior à deposição do cadáver no túmulo.

Mais ainda, todas as manchas de sangue têm contornos bem definidos, pelo que se pode supor que o cadáver não foi carregado com o lençol.

“Faltam sinais de putrefação que correspondam aos orifícios das feridas, sinais esses que se manifestam por volta de 40 horas após a morte. Por conseguinte, a imagem não depende dos gases da putrefação e o cadáver não ficou dentro do Sudário durante mais de dois dias”.

Uma das hipóteses mais aceitas para tentar explicar a imagem era a de uma forma de energia eletromagnética que pudesse produzir as características do Sudário: a superficialidade da coloração, a difusão das cores, a imagem das partes do corpo que não estiveram em contato com o pano e a ausência de pigmentos.

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para agrandar.
Por isso, foram feitos testes que tentaram reproduzir o rosto do Homem do Sudário por meio de radiação. Utilizaram um laser CO2 e obtiveram uma imagem num tecido de linho passável em nível macroscópico.

Porém, o teste fracassou quando analisado no microscópio. A coloração era profunda demais e muitos fios estavam carbonizados. Todas essas características são incompatíveis com a imagem de Turim.

Os cientistas do ENEA aplicaram ainda uma radiação brevíssima e intensa de VUV direcional e puderam reproduzir muitas das características do Sudário.

Porém eles constataram que “a potencia total da radiação VUV requerida para corar instantaneamente a superfície de um lençol de linho correspondente a um corpo humano de estatura média [deveria ser] de 34 bilhões de Watt, fato que torna até hoje impraticável a reprodução de toda imagem do Sudário, uma vez que até agora não foi construído um equipamento de tal maneira potente.

E concluem: “Estamos compondo as peças de um puzzle científico fascinante e complexo”.

O enigma da origem do Santo Sudário continua ainda para a ciência como “uma provocação à inteligência”.

E, para as almas de Fé, um poderoso estímulo à adoração entusiasmada e racional, bem como uma confiança sem limites em Deus Nosso Senhor.




As ciências diante do humanamente inexplicável


John e Rebecca Jackson com modelo tridimensional do Homem do Sudário
A Santa Igreja não teme a ciência.

Pelo contrário, abre possibilidades para que ela, usando seus métodos de pesquisa e análise, diga o que lhe compete para comprovar a veracidade de um fato ou a autenticidade de um objeto.

Assim como São Tomé só acreditou na Ressurreição de Nosso Senhor quando meteu o dedo no lugar dos cravos e a mão na chaga aberta pela lança, o mesmo aconteceu com a ciência a propósito do Santo Sudário.

Partindo da hipótese de que poderia ser uma falsidade, os cientistas ocuparam-se em estudá-lo.

E a cada progresso nas pesquisas, novas maravilhas foram sendo descobertas.

Nos Estados Unidos, formou-se um grupo de investigação denominado Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim (STURP).

Santo Sudário, exames laboratoriaisEm 1978 uma equipe de cientistas desse grupo efetuou uma série de exames num total de 120 horas.

Dentre os vários testes aplicados, cumpre destacar fotos e microscopia eletrônica, raio-X, espectroscopia, fluorescência ultravioleta, termografia e análises químicas.

Os resultados dos exames laboratoriais demonstraram que o desenho que aparecia no pano não poderia ter sido feito por mãos humanas e que não se tratava de uma pintura.

As manchas de sangue marcaram o tecido de modo diverso do que seriam as produzidas por um cadáver comum.

Quando a impressão se produziu, tudo leva a crer que o tecido não estava comprimido pela pressão do corpo.

Tratava-se realmente de sangue humano, de tipo sangüíneo AB.

Um criminologista e botânico suíço, Max Frei, identificou células de pólen de quarenta e nove plantas diferentes presentes no tecido, sendo algumas delas européias e trinta e três originárias da Palestina e da Turquia.

Este fato confirma o percurso do Santo Sudário de Jerusalém a Turim nos seus vinte séculos de existência.

Santo Sudário, análisesDois físicos da Força Aérea norte-americana notaram a presença de objetos circulares colocados sobre os olhos e levantaram a hipótese de que fossem moedas.

Francis Filas, professor da Universidade Loyola, de Chicago, comprovou por análise de computador que se tratavam realmente de moedas de Pôncio Pilatos, cunhadas entre os anos 29 e 32 de nossa era.

Estudos arqueológicos em cemitérios judaicos confirmam que os judeus no primeiro século costumavam colocar moedas sobre os olhos dos mortos para manter as pálpebras cerradas.

Diogo Waki




Médico espanhol: não acredita no Santo Sudário
quem não quer mudar de vida


Primeiro plano: Cristo jazente segundo reconstituição do professor Juan Manuel Miñarro. Fundo: o Santo Sudário.
Primeiro plano: Cristo jazente segundo reconstituição do professor Juan Manuel Miñarro.
Fundo: o Santo Sudário.
Veja também: Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
Em maio de 2015, a agência Zenit entrevistou ao Dr. Juan Francisco Sánchez Espinosa, presidente da Comissão de Sanidade das Cortes [Legislativo regional] de Castela-La Mancha. Este médico espanhol pertence à Sociedade Espanhola de Sindonologia, que estuda o Santo Sudário.

Há vários anos, ele faz palestras sobre esse tecido inigualável da Cristandade. Eis os principais pontos:

ZENIT: O que é o Santo Sudário?

Dr. Juan Francisco Sánchez Espinosa: É um lençol funerário. Alguns afirmam que a sua origem remonta ao século I antes ou depois de Cristo, pelo tipo de estrutura que ele tem.

O vocábulo grego “síndon”, que significa tecido, originou a palavra atual com que chamamos o Santo Sudário, a “Síndone” de Turim. E a sindonologia é o estudo desse tecido tão singular para toda a cristandade.

Dr. Sánchez Espinosa, presidente da Comissão de Sanidade
do Legislativo regional de Castela-La Mancha, Espanha,
membro da Sociedade Espanhola de Sindonologia.
ZENIT: O que podemos ver na Síndone?

Dr. Sánchez Espinosa: Vemos uma imagem dorsal e frontal de um homem que foi morto mediante a crucificação.

Vemos múltiplas feridas disseminadas por todo o tórax, pelo abdome, pelos membros superiores e inferiores, do que parecem açoites; lesões na cabeça, mais de 600 feridas. E também feridas de transfixação nos pulsos e nos pés.

ZENIT: Como o senhor descreveria a imagem que podemos ver na Síndone?

Dr. Sánchez Espinosa: Você precisa estar a mais de um metro e meio de distância para conseguir visualizá-la. Não se sabe onde começa e onde acaba.

É uma imagem que se formou na superfície do linho de 4 ou 5 micras de profundidade por uma desidratação da celulose do linho.

Não existe nenhum resto de pigmento, como foi demonstrado em um dos exames feitos em 1978.

É algo extraordinário, porque, com toda a tecnologia do século XXI, não somos capazes de saber realmente como a imagem se formou.

Alguns falam dela como a imagem impossível, porque não tem explicação científica.

ZENIT: Também aparecem restos de sangue no Santo Sudário, não é?

Dr. Sánchez Espinosa: É curioso que o sangue seja prévio à formação da imagem. E é curiosíssimo porque algumas partes do tecido foram raspadas e ficou comprovado que não há imagem.

Então podemos concluir que a imagem se formaria depois do sangue incrustado no tecido. O que sabemos é que se trata de sangue do grupo AB.

Mais ou menos 16% da população semítica ou hebraica tem esse tipo de sangue. E, curiosamente, o sangue detectado no Santo Sudário de Oviedo também é do grupo AB.

Um detalhe importante é que, no sangue, aparece uma grande quantidade de bilirrubina; e isso acontece quando a morte é causada por muito estresse.

ZENIT: Por que o Santo Sudário é um “negativo fotográfico”?

Dr. Sánchez Espinosa: O primeiro que notou foi o fotógrafo italiano Secondo Pia, em 1898.

Alguns estudos dizem que essa imagem pôde surgir por causa de uma radiação ortogonal; ou seja, que sai verticalmente do corpo e produz a imagem. É como se o corpo tivesse emitido uma radiação; mas, realmente, não se sabe exatamente como aconteceu.

ZENIT: Em 1988, foi feito o exame de carbono 14 e alguns opinam que o resultado não é determinante para precisar a idade do tecido. Por quê?

Dr. Sánchez Espinosa: Essa prova tem uma confiabilidade de 67% e a única coisa que ela faz é medir o número de átomos de carbono 14 que existem nesse organismo. O carbono é gerado pelos raios cósmicos que formam o nitrogênio.

Deram quatro mostras do Sudário, mas todas cortadas do mesmo pedaço. E era o pedaço que foi chamado de “remendo fantasma”, porque nele existem misturas.

Isso é um erro de metodologia, porque o lógico teria sido pegar vários pedaços de diferentes partes do Santo Sudário.

Quando se diz que a Síndone é da Idade Média, é porque nas mostras que foram dadas às universidades que a estudaram havia tecido medieval mesclado com o tecido original. É o que acabou sendo chamado de “entretecido francês”, que é algodão tingido.

ZENIT: Que aspectos da imagem o senhor ressaltaria do ponto de vista médico?

Dr. Sánchez Espinosa: É uma imagem que me diz o tipo de morte que aquele homem sofreu; que ele teve um sofrimento brutal, que sofreu perfuração nos pulsos e nos pés.

Isso tem que ter causado uma dor horrorosa, porque, provavelmente, atingiu o nervo mediano; por isso o dedo polegar ficou puxado para dentro.

As costas de Jesus Cristo após a Flagelação, segundo o Santo Sudário.
Trabalho do professor Juan Manuel Miñarro.
Veja: Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
Também há mais de 600 lesões que devem ter causado no homem do Santo Sudário um sangramento descomunal, com uma perda de sangue muito grande.

Há lesões de chicotadas compatíveis com o “flagrum taxilatum”, que era uma espécie de chicote formado por tiras de couro terminadas nos chamados “taxil”, formados por pedaços de ossos ou de chumbo que se cravavam na carne.

De fato, há pedaços de músculo que foram recolhidos do Sudário, na altura das costas da imagem. Deve ter sido um espancamento selvagem. Esse tipo de tortura podia destroçar a musculatura intercostal, lesionar órgãos internos, etc.

ZENIT: Alguns estudiosos falam do pólen como prova de que o Sudário veio de Jerusalém, não é?

Dr. Sánchez Espinosa: Sim, porque, nos estudos, foi descoberto que muitas mostras de pólen que ficaram no tecido vêm da área de Jerusalém.

Concretamente, quatro ou cinco espécies que são próprias da região do Mar Morto e de Jerusalém.

Alguns pesquisadores judeus da Universidade Hebraica de Jerusalém, como Uri Baruh, concluíram que o Santo Sudário esteve em Jerusalém: na primavera e aproximadamente 2000 anos atrás.

ZENIT: O Santo Sudário é um milagre?

Dr. Sánchez Espinosa: Para mim, sim, é um milagre. Eu acredito que Deus deixa rastros neste mundo e um deles é o Santo Sudário, porque não há explicação científica.

O Santo Sudário interpela você porque, se é verdade que ele fala de Jesus Cristo morto e ressuscitado, o que a Igreja Católica diz também é verdade e, portanto, você precisa mudar de vida.

E se para você não interessa mudar de vida, então não interessa ouvir isto.



A Santa túnica de Argenteuil analisada por um cientista


Argenteuil, ostensao solene, 1984 Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.

Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão. A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Utilizando equipamentos os mais avançados, a ciência moderna foi analisar a relíquia.

O professor André Marion, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS (Paris) é especialista no processamento numérico de imagens, leciona na Universidade de Paris-Orsay e é autor de numerosas publicações científicas e técnicas.

Ele já fez descobertas surpreendentes a respeito do Santo Sudário de Turim, com base em métodos ótico-digitais. Ele publicou suas conclusões sobre a túnica de Argenteuil no livro “Jesus e a ciência – A verdade sobre as relíquias de Cristo” (foto embaixo).

Para o trabalho, o Prof. Marion localizou nos arquivos da Diocese de Versailles chapas tiradas em 1934. Estavam bem conservadas.

Sobre elas aplicou as técnicas de digitalização de imagens, baseadas em scanners e computadores poderosos. É de se salientar a precisão do método, que chega a ser de 10 a 20 milésimos de milímetro.

Jesus et la scienceAssim ele pôde mapear as manchas de sangue, que não são facilmente perceptíveis num primeiro olhar.

Por fim, comparou o mapa obtido com as manchas de sangue – aliás, minuciosamente estudadas – do Santo Sudário de Turim.

Porém, desde logo surgia uma dificuldade. O Santo Sudário envolveu o Corpo de Nosso Senhor esticado e imóvel no Santo Sepulcro, enquanto a Santa Túnica de Argenteuil fora portada por Ele vergado sob a Cruz, caminhando com passo cambaleante, desequilibrando-se e caindo na ruela pedregosa, imensamente enfraquecido por desapiedadas torturas.

Se ainda imaginarmos Nosso Senhor segurando com suas mãos a extremidade da Cruz na altura do ombro, é fácil supormos que a Túnica deve ter formado pregas.

Essas pregas raspavam nas chagas abertas nas divinas costas, enquanto a parte da frente da Túnica ficava solta por efeito da curvatura geral do corpo. Todos esses fatores faziam com que o sangue se espalhasse no pano de um modo irregular.

O Prof. Marion solicitou então a ajuda de um voluntário com as proporções anatômicas do Santo Sudário. Ele simulou os movimentos da Via Crucis, utilizando uma túnica do mesmo tamanho da de Argenteuil. Os movimentos foram repetidos várias vezes e em várias formas, tendo sido sistematicamente fotografados.

A seguir, com base nessas fotos e por métodos computacionais, o Prof. Marion criou um primeiro modelo virtual do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo carregando a Cruz. No monitor do computador esse modelo aparece como o desenho de um manequim.

Sobre ele aplicou então as imagens da Túnica de Argenteuil. Dessa maneira reproduziu as pregas, que naturalmente se formam pelo ajuste ao corpo, e a difusão das manchas de sangue provocada pelos movimentos dolorosíssimos sob a Cruz.

Manchas de sangue nas costas, Santo Sudario de Turim.Manchas de sangue nas costas, tunica de ArgenteuilDa mesma maneira, aplicou a imagem da Santa Túnica a um segundo modelo virtual feito com base no Santo Sudário de Turim.

E eis a admirável surpresa!

Na primeira experiência, a distribuição das manchas sanguíneas na Túnica correspondeu perfeitamente aos ferimentos e às posturas próprias ao carregamento da Cruz.

Na segunda, as manchas ficaram posicionadas de modo a se superporem exatamente com as chagas do Santo Sudário.

Em ambas as experiências, na tela do computador aparecem as feridas – as mais sangrentas de todas – provocadas pelo madeiro, bem diferenciadas das horríveis dilacerações dos açoites da flagelação, indicando com precisão a posição da Cruz.

Até pormenores históricos que intrigavam os cientistas ficaram esclarecidos. Um deles é que os romanos – executores materiais da Crucifixão, sob a pressão do ódio judeu – não costumavam obrigar o condenado a carregar a Cruz inteira. Eles já deixavam o tronco principal encravado no local do suplício – no caso, o Calvário –, mas forçavam o sentenciado a levar a trave da Cruz, chamada patibulum.

Manchas de sangue, posicao do cingulo e cruzEm sentido contrário, os quatro Evangelhos não falam do patibulum, mas só da Cruz: “Et baiulans sibi crucem exivit in eum” (Jo 19, 17).

São Mateus, São Marcos e São Lucas mencionam o cruzeiro no episódio em que o Cireneu foi obrigado a ajudar Nosso Senhor Jesus Cristo a carregá-lo.

Ora, na análise computadorizada das fotografias da Túnica aparecem com toda clareza possível as chagas e tumefações provocadas por uma cruz, e não por um mero patibulum.

As manchas de sangue indicam que na Via Sacra os dois madeiros cruzaram-se na altura da omoplata esquerdo de Nosso Senhor.

Na iconografia tradicional, na Via Sacra Nosso Senhor aparece habitualmente com um cíngulo, ou cordão cingindo os rins.

Tal cordão não deixara nenhum vestígio conhecido. Mas, no ensaio digital, a presença do cordão, de que nos fala a tradição aparece perfeitamente identificada!

A conclusão do Prof. Marion é a seguinte:

Ostensao 1984
“O procedimento praticado foi, de longe, muito mais preciso que os que tiveram lugar no passado. Segundo nossos antepassados, era necessário acreditar que um só e mesmo supliciado tinha manchado com seu sangue a túnica [de Argenteuil] e o Sudário [de Turim].

“Estas repetidas afirmações requeriam um estudo aprofundado: desejamos então verificar, por nós mesmos, se tal comparação pode se justificar. Os resultados aparecem entretanto perfeitamente conclusivos.

“A correspondência das feridas é um argumento a favor da autenticidade das duas relíquias, que devem se referir bem ao mesmo supliciado.

“É muito difícil imaginar que falsários tenham tentado correlacionar de modo tão perfeito os dois objetos...”


A Santa Túnica de Argenteuil, pelo Pe. Josef Läufer (em francês):












O Véu da Verônica: Onde está, características surpreendentes


Santa Verônica e o Véu milagroso. Imagem de Lorca, Espanha.
A consulta de uma leitora deste blog despertou em mim uma antiga pergunta: onde está o Véu da Verônica?

Salvou-se ele nas tempestades da História? Se existe em alguma parte, por que não se fala dele?

Uma relíquia preciosíssima como essa, só superada pelo Santo Sudário de Turim, não poderia ficar esquecida; dever-se-ia falar muito mais dela!

Porém, procurando nas minhas recordações, lembrei-me de ter ouvido falar que havia “vários” Véus da Verônica, certamente em virtude de alguma confusão histórica não devidamente esclarecida.

Aliás, em situação semelhante se encontram outras valiosíssimas relíquias da Cristandade. Só apurados estudos históricos, científicos e religiosos poderiam esclarecer essas situações.

Foi o caso, por exemplo, durante muitos e muitos anos do Santo Sudário.

Pelo lado da Fé, tudo indicava que era o próprio. Mas, ele passou por tantas peripécias históricas que uma certa sombra de incerteza podia pairar a seu respeito.

Isso foi até que cientistas das mais variadas procedências se debruçaram sobre o precioso tecido e produziram tal quantidade de confirmações de sua autenticidade que não é mais possível duvidar dele.

Teria acontecido algo semelhante com o Véu da Verônica?

Eis que, procurando resposta a essa pergunta na Internet, deparei-me com muitas surpresas. E, no fim, com um tesouro de dados muito além das minhas expectativas.

Este post é apenas uma resultante dessa procura, a qual deverá ser ainda objeto de muitos aprofundamentos.

O leitor se prepare também para surpresas que contêm maravilhas.


Quem foi a Verônica?

6ª estação da Via Sacra: a Verônica enxuga o rosto de Jesus.
Sacro Monte di Varallo, Itália
A primeira surpresa diz respeito a Santa Verônica.

Verônica não é um nome judaico, mas grego (Berenice, que significa “portadora da vitória”) ou romano (derivado ou de Berenice, ou da expressão “Vera ícone”, verdadeira imagem).

Respeitáveis tradições a incluem no número das Santas Mulheres e contam que ela levou o véu famoso para a Europa. Porém, na França e na Itália essas narrativas orais divergem muito.

Nos quatro Evangelhos não há referência à história de Santa Verônica e a seu véu. Para alguns exegetas, ela foi a mulher curada de uma hemorragia por Nosso Senhor.

O milagre da cura é narrado nos Evangelhos de São Mateus (9;20-22) e de São Lucas (8;43-48), sem mencionar nome algum.

O nome Verônica apareceu por vez primeira nos Atos de Pilatos, obra apócrifa do século IV d.C.

A história de Santa Verônica e de seu milagroso Véu entrou nos registros eclesiásticos muito depois, durante a Idade Média.

Mas a Igreja sempre a aceitou pacificamente, como tantos outros fatos dos tempos iniciais do cristianismo, a ponto de o episódio do enxugamento da divina face constituir a sexta estação da Via Sacra.

De acordo com a Enciclopédia Católica, o Véu de Verônica era considerado nos tempos medievais como a imagem verdadeira de Jesus, mais venerada ainda que o Sudário de Turim.

O Véu estava sempre exposto na Basílica medieval de São Pedro, era objeto de enorme veneração e servira de modelo a numerosas cópias pintadas sob a supervisão dos Papas.

Porém, na Renascença, com o entibiamento geral da devoção, o Véu da Verônica caiu num desmerecido esquecimento.
Santa Teresinha tinha o nome religioso de
Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face
(em devoção ao Véu da Verônica)

No século XIX, nasce a devoção à Santa Face

Santa Verônica foi mencionada nas visões da irmã carmelita Maria de São Pedro, que viveu em Tours, França, e iniciou a devoção da Santa Face de Jesus.

Em 1844, a irmã Maria relatou ter visto Santa Verônica limpando com seu véu os escarros e a poeira da face de Jesus no caminho do Calvário.

Ela afirmou que os atos sacrílegos e blasfemos de hoje adicionam escarros e poeira no rosto de Jesus, que lhe teria pedido a devoção de sua Face Sagrada como reparação comparável ao ato de Verônica.

O fato é que a devoção à Santa Face de Jesus foi aprovada pelo Papa Leão XIII em 1885, e Santa Verônica comemorada na terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas, no mesmo dia em que se comemora a Santa Face.

Lex orandi, lex credendi, diz o antigo aforismo eclesiástico, o qual ensina que nas orações propostas ou recomendadas pela Igreja se deve acreditar como numa lei.

Porem, pouco ou nada se sabe ao certo da mulher que enxugou o divino rosto do Salvador.

Diversos "Véus da Verônica"
A relíquia da Santa Face no santuário de Manoppello

Há em santuários e museus da Europa diversos véus que reclamam a honra de terem recebido a impressão do rosto de Nosso Senhor durante a Via do Calvário.

Não entraremos falaremos deles, cingindo-nos àquele que, além de autorizadas aprovações eclesiásticas, foi objeto de severos exames científicos que sugerem poderosamente a sua autenticidade.

Trata-se do chamado “Volto Santo de Manoppello”, ou “Rosto Santo”, que é venerado na cidade de Manoppello, a 200 km de Roma, Itália. Clique aqui para ver em Google Maps.

Pe Heinrich Pfeiffer SJ
Esse véu é visitado anualmente por cerca de um milhão de peregrinos. O então papa Bento XVI foi venerá-lo em 2006.

Objeto de exigentes estudos de cientistas de várias nacionalidades e especialidades, os resultados de suas análises foram reunidos e publicados pelo Pe. Heinrich Pfeiffer S.J. Além de professor de História da Arte na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, onde também foi diretor do Curso Superior para os Bens Culturais da Igreja, o Pe. Pfeiffer também é membro da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja.

A religiosa trapista irmã Blandina Pascalis Schlömer, da abadia de Maria Frieden, na Alemanha, teve igualmente grande participação na obra de recompilação dos estudos e análises sobre o “Santo Volto” de Manoppello.

Detalhe da relíquia
Ambos são reconhecidos por altas autoridades eclesiásticas italianas e do governo peninsular como os maiores entendidos no assunto. Conferir a este respeito o artigo de Francesco Barbesino “Il Volto Santo di Manoppello”.

A relíquia da “Santa Face” ou “Santo Volto” é guardada desde 1638 pelos padres capuchinhos num Santuário especialmente dedicado a ela.

Já podemos imaginar algum incrédulo ou protestante espernear contra as aparentes lacunas históricas deste milagroso véu.

Mas o que segue é suficiente para tocar qualquer pessoa de bom senso, de boa fé, ou de um mínimo de respeito.

A contínua mutação da Santa Face de Manoppello

A Santa Face fica exposta numa moldura de metais preciosos com vidros protetores de um rico altar de mármore.

A primeira coisa que chama a atenção é o Rosto, quase transparente e como que impresso nos dois lados de um delicado pano. Nesse Rosto se podem observar surpreendentes mudanças de expressão.



Clique nos botões para mudar a foto
(Fotos diversas colhidas na Internet com caráter meramente ilustrativo).

Acontece que, prestando atenção – narra o Pe. Heinrich Pfeiffer S.J. –, tem-se a impressão de “que uma pessoa viva se encontra por trás desse tecido e que nos olha através desse pano sutilíssimo, uma pessoa com cabelos de um esplendor maravilhoso, [...] que descem em dois cachos soltos sobre os ombros. O que mais fala nesta Face são os olhos com um branco muito intenso. O olhar é gentil. Há como que um sorriso na expressão” (cfr. Heinrich Pfeiffer S.J. Il Volto Santo di Manoppello, CARSA, Pescara 2000, p. 28).

Veja vídeo
Clique para ver o Véu
em Manoppello, Itália

Mais ainda, “há qualquer coisa de inexplicável e totalmente inusitado. Por exemplo, o pano parece muito antigo, com a superfície enferrujada, mas de um momento para outro aparece como um tecido finíssimo e delicadíssimo, totalmente transparente, até esplendoroso. Dessa maneira, a face humana que se percebe sobre o pano aparece ora com uma cor intensíssima e uma forma delineada, com muita precisão no desenho dos cabelos e nos outros detalhes, ora a gente se encontra diante de uma imagem que aparece compactamente de uma tonalidade ocre com traços esverdeados, ora a gente fica surpreendida vendo um tecido branco que parece quase um voile, de tal maneira é leve”. (id.)

E ainda, “se se puser o Véu contra a luz, ela atravessa diretamente o tecido, como se fios da trama tivessem sido transformados e absorvidos pela luz” (p. 29).




O Véu da Verônica: o que dizem os cientistas


Manoppello, santuário do Véu da Verônica
Manoppello, santuário do Véu da Verônica
Como chegou a Manoppello

O Padre Pfeiffer S.J. defende que o Véu da Verônica chegou a Constantinopla no ano 574, proveniente de Cesárea, e após relatar diversos episódios históricos, conclui que ele foi enviado secretamente a Roma.

De fato, documentos atestam que o Véu estava em Roma pelo menos desde o século XII. O Papa Inocêncio III (1198-1216) incentivou muito seu culto, instituiu-lhe uma procissão anual e concedeu indulgências a seus devotos.

O Véu permaneceu exposto durante muitos séculos na Basílica de São Pedro. Conservam-se desenhos e gravuras de seu riquíssimo altar. O poeta Dante Alighieri (1265-1321) fala dele na Divina Commedia, no canto XXXI do Paraíso (Versos 103-111).

Porém, por ocasião da demolição da referida basílica medieval para dar lugar à atual renascentista, durante o pontificado do Papa Paolo V (1605-1621), tudo indica que o Véu foi roubado e vendido ilegalmente, tendo sido adquirido por um morador de Manoppello.

Clique aqui para localizar em Google Maps.

Altar relicário do Véu da Verônica, antiga Basílica de São Pedro no Vaticano
Por sua vez, em seu livro Sack of Rome, André Chastel avança uma hipótese diferente: que o Véu teria sido roubado por mercenários luteranos a serviço do imperador Carlos V durante o lutuoso saque de Roma e vendido em alguma taverna da cidade.

O Prof. Saverio Gaeta é da mesma opinião. A posição de ambos foi mencionada pelo Prof. Roberto Falcinelli durante o Simpósio sobre o “Santo Volto” acontecido de 4 a 6 de maio de 2010. (Ver mais dados embaixo)

As cópias

Durante muitos anos o Vaticano fez cópias do Véu da Verônica, as quais foram enviadas a igrejas ou a príncipes católicos. É por isso que em igrejas e museus de diversas cidades europeias se encontram algumas reproduções tidas como autênticas do “Véu da Verônica”.

Em 1616, o Papa Paulo V (1552-1621) proibiu a confecção de novas cópias. E o Papa Urbano VIII (1623-1644) renovou a proibição acrescida de excomunhão, além de ordenar a destruição de todas as cópias então existentes.

Por sua vez, em 1618, o arquivista do Vaticano Giaccomo Grimaldi constatou que o cristal do relicário do Véu da Verônica tinha sido violado e quebrado.

Pe Pfeiffer S.J. em confêrencia sobre o Véu da Verônica, Lucca, Itália
Pe Pfeiffer S.J. em confêrencia sobre o Véu da Verônica, Lucca, Itália
O Pe. Pfeiffer S.J. vê nas decisões papais o sinal de que nessa época o Véu não estava mais no Vaticano.

E acrescenta que no relicário de Manoppello foi encontrado um caco de cristal muito mais antigo, segundo noticiou a agência ZENIT.

O fato certo é que, de acordo com o “Relato histórico” redigido entre 1640 e 1646 pelo padre capuchinho Donato di Bomba, o Véu foi doado à igreja pelo Dr. Donato Antonio de Fabritis, segundo consta em ato notarial de 1646.

O mesmo cientista jesuíta saiu ao encalço das cópias espalhadas pela Europa antes da proibição, tendo descoberto nelas muitos detalhes – cor dos cabelos, manchas de sangue, conformação do rosto, barba e até nas dobras do pano – que apontam provirem de um modelo único.

A Santa Sé também facilitou a inspeção do “Véu da Verônica” exposto à veneração dos fiéis na Basílica de São Pedro no dia da festa. Ficou constatado se tratar de uma das diversas cópias pintadas por ordem dos Papas. Lamentavelmente, o efeito do tempo se fez sentir: a pintura é quase inidentificável e a tela está muito danificada.

O Pe. Pfeiffer S.J. conclui que o único modelo do qual foram tiradas as diversas cópias é o Véu de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer explicou: “Quando há diversos detalhes reunidos em uma só imagem, esta deve ter servido de modelo para todas as demais. Todas as outras pinturas imitam um único modelo: o Véu da Verônica que se encontrava em Roma. Por isso, temos que concluir que o Véu de Manoppello não é senão o Véu da Verônica original”, informou Zenit.

Sob raios ultravioletas e análises digitais

O prof. Niels Svensson da Dinamarca
concede entrevista a TV diante de painéis
com fotos comparativas do Santo Sudário e do Véu da Verônica
O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, executou um exame do Sacro Volto de Manopello em 1997 valendo-se de raios ultravioletas.

Ele concluiu que os fios do Véu não possuem nenhum tipo de cor, fato que concorda com as observações no microscópio.

Esses resultados apontam que a relíquia é “aqueropita”, ou seja, que não foi feita por obra humana.

Exigentes estudos fotográficos com técnicas de maximização digital constataram que a imagem é idêntica em ambos os lados.

Por seu lado, o professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, estudou o Véu em 2001 e julgou que “no microscópio ótico aparecem substâncias corantes em vários traços anatômicos”. Porém, a presença desses elementos é tão fraca que não permite negar que a imagem seja aqueropita.

Saverio Gaeta, autor de um livro sobre o “Santo Volto”, acha que os “resíduos de pigmentos” encontrados em pequenas áreas das pupilas poderiam tratar-se de algum “retoque realizado na Idade Média para reforçar a intensidade do olhar”.

Concordâncias entre o Véu de Manoppello e o Santo Sudário

Superposição fotográfica sobre o Santo Sudário de Turim  apresentou resultados muito sugestivos
Superposição fotográfica sobre o Santo Sudário de Turim
apresentou resultados muito sugestivos
O sacerdote Enrico Sammarco e a religiosa trapista Sóror Blandina Paschalis Schlömer – uma especialista no Véu da Verônica citada no post anterior – compararam as dimensões antropomórficas do Véu de Manoppello com as do Santo Sudário de Turim.

E constataram que são as mesmas.

Veja vídeo
Clique para ver a
superposição digital do
Santo Sudário e do
Véu da Verônica
Ainda mais, segundo esses estudiosos, as duas imagens podem ser sobrepostas.

A grande diferencia é que no Véu de Manoppello a boca e os olhos estão abertos, enquanto no Santo Sudário não.

Dir-se-ia à primeira vista que os dois Rostos se excluem mutuamente: enquanto o Santo Sudário apresenta uma imagem com traços esfumaçados, o “Santo Volto” apresenta uma nitidez quase fotográfica. Difusas no primeiro, as cores são fortes no segundo.

De um lado temos o rosto majestoso e solene de Nosso Senhor morto, e do outro um rosto humano cuja beleza aflora após uma paciente contemplação.

Porém, superpondo-se o negativo do Santo Sudário à parte anterior do Véu de Manoppello definem-se dez pontos de congruência que permitem fazer a superposição, como explicou a especialista trapista na Conferência Internacional realizada no Centro de Pesquisas do ENEA.

40 cientistas estudam o Véu em Conferência Internacional

Professores.Treppa, Aszyk e Jaworski, da Polônia
analizam fotografias digitais das mudanças fisionomicas
O ENEA (Agência Nacional Italiana para a Energia e as Novas Tecnologias) reuniu 40 cientistas e professores de diversas especialidades e países – EUA, França, Áustria, Canadá, Dinamarca, Alemanha, México, Israel, Polônia, Espanha e Itália – para estudar os aspectos químicos, físicos, mecânicos e médicos das mais famosas imagens “aqueropitas” (quer dizer, não feitas por mãos humanas), a saber, o Santo Sudário de Turim, o manto ou “tilma” de Guadalupe e o Véu de Manoppello.

Esta Conferência Internacional se realizou no Centro de Pesquisas do ENEA em Frascati, de 4 a 6 de maio de 2010. Confira os sites respectivos: Acheiropoietos e Holly Face of Manoppello.  

O extraordinário interesse demonstrado pelos cientistas nos últimos anos implica um reconhecimento implícito do valor científico dos estudos ora realizados sobre o “Véu da Verônica” por um seleto número de pesquisadores.

Zbigniew Treppa e Karolyna Aszyk, analistas de imagem da Universidade de Danzig, Polônia, apresentaram seus estudos sobre as surpreendentes mudanças de expressão da imagem.

Eles sublinharam que as maiores movimentações se detectam na boca, particularmente em relação aos dentes. E apresentaram suas descobertas no livro Fotografia z Manoppello, publicado na Polônia.




Clique nos botões para mudar a foto
(Fotos diversas colhidas na Internet com caráter meramente ilustrativo).

Jan S. Jaworski, professor de Química na Universidade de Varsóvia, documentou a tese de que o “Santo Volto” foi feita de bisso marítimo.

O Pinna nobilis, molusco semelhante ao mexilhão e quase endêmico no Mediterrâneo, forma fios delicados como seda, mas fortíssimos para aderir às pedras. Esses fios podem ser secados e trabalhados.

Foto acima: Pinna noblis e o byssus. Foto embaixo: colheita do byssus
O pano resultante é de altíssima qualidade. Além de refinadíssimo e caríssimo, apresenta uma extraordinária transparência e um brilho nacarado ou furta-cor muito prezado na Antiguidade.

Mas possui uma peculiaridade muito importante para o caso do Véu: é impossível de ser pintado.

Chiara Vigo, uma das raras especialistas nesta antiga arte têxtil que ainda perdura na região mediterrânea, foi a primeira a identificar em 01/09/2004 o bisso marítimo como a matéria-prima do pano, porque ela nasceu na ilha de Sant'Antioco, na Sardenha, onde se trabalha com esse fio.

Por fim, numa sessão de posters, a Irmã Blandina Paschalis Schloemer e o professor Andreas Resch apresentaram um conjunto fotográfico mostrando que o Véu de Manoppello e o rosto do Santo Sudário de Turim podem ser sobrepostos.

Jornalista alemão faz seu inquérito próprio

Paul Badde
O jornalista Paul Badde, correspondente em Roma do quotidiano alemão Die Welt, estudou durante vários meses o “segredo de Manoppello” e publicou suas conclusões no livro O outro Sudário (em francês L’autre suaire, Editions de l'Emmanuel - Editions du Jubilé; e em inglês The Face of God: A Rediscovery of The True Face of Jesus on The Holy Face of Manoppello, Ignatius Press, San Francisco, 2010, 350 pp.)

Ele explicou à agência ZENIT que “o Véu foi feito com um pano extremamente delicado, fabricado com bisso marítimo e no qual aparece o rosto de Cristo.

“Ora, é tecnicamente impossível pintar neste tipo de pano semelhante à seda, mas feito com filamentos de Pinna nobilis. Não se encontra nenhum pigmento ou pintura no Véu. A aparição do rosto sobre o Véu continua até agora sendo um mistério que faz parte do inexplicável”.

Irmã Blandina expõe mudanças na expressão
durante Congresso Internacional
Badde destaca neste Véu “a majestade do rosto de Cristo. Trata-se – diz – da imagem por excelência de Cristo, o antigo Vera Ikon, o tesouro mais precioso da Cristandade que durante séculos pareceu desaparecido e que agora foi redescoberto”.

E acrescentou: “É fácil patentear que se trata do Véu dito da Verônica, o qual foi venerado durante muito tempo na Basílica de São Pedro.

“Numerosas provas da época fornecem um testemunho convincente.

“O véu representa o mesmo rosto do Santo Sudário: o de Jesus de Nazaré. Mas o Santo Sudário representa-o morto, enquanto que o Véu o representa vivo, com as mesmas chagas no rosto!”



O Véu da Verônica, verdadeiro rosto de Cristo (em espanhol):





O Véu da Verônica, programa “Sulla Via di Damasco”, pela TV italiana RAI 2, 4 aprile 2015 (em italiano):






Revelações das chagas de Jesus
impressas no Santo Sudário de Turim


A revista "Injury"
A revista "Injury"
Quatro professores italianos publicaram artigo na revista “Injury” sobre o Homem do Sudário, revelando que durante sua Paixao Ele sofreu a luxação do úmero (osso do braço) direito, a paralisia do mesmo braço e um violento traumatismo no pescoço, no tórax e no ombro.

Consagrada à cura de traumas e feridas, a revista “Injury” é o órgão oficial da British Trauma Society e de associações correspondentes da Australásia, Arábia Saudita, Grécia, Itália, Alemanha, Espanha, Turquia, França, Croácia e Brasil.

Resumos do importante artigo foram publicados na revista americana “National Catholic Register”  e no site italiano “Vatican Insider”; e ainda.

Os quatro especialistas responsáveis pelo trabalho são os italianos Matteo Bevilacqua do Hospital da Universidade de Pádua; Giulio Fanti, do Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua; Michele D'Arienzo da Clínica Ortopédica da Universidade de Palermo, e Raffaele De Caro, do Instituto de Anatomia da Universidade de Pádua.

Os quatro professores elaboraram o aprofundado estudo trabalhando sobre a imagem do Homem crucificado no Sudário de Turim.

A chaga do Ombro

Segundo concluíram os acadêmicos, a Pessoa cuja figura está impressa no Santo Sudário parece ter caído sob o peso da Cruz ou do “patibulum” (parte horizontal da Cruz). O Homem do Sudário caiu “para frente” e sofreu um “violento golpe quando atingiu o chão”.

“A paralisia dos músculos do pescoço e das costas” foi “causada por um pesado objeto que o golpeou por trás, entre o pescoço e o ombro, produzindo a luxação do úmero” e deixando o braço paralisado e solto, diz o laudo.

Neste caso, os nervos do plexo braquial superior são violentamente esticados, resultando numa paralisia de Erb-Duchenne [paralisia de um braço causada por ferimento nos nervos da parte superior do mesmo braço] devido à perda de inervação motora dos músculos deltóide, supra-espinhal, bíceps, supinador, braquiorradial e rombóide.

A partir daquele momento – prossegue o estudo –deve ter ficado impossível ao Homem que levava a Cruz, prosseguir carregando-a.

Isto faz lembrar a passagem do Evangelho que descreve os soldados obrigando Simão de Cirene (o Cireneu) a carregar a Cruz de Jesus (São Mateus 27, 32; São Marcos 15, 21 e São Lucas 23, 26). Para os soldados não foi um ato de compaixão, mas uma necessidade imperiosa.

O trauma – que concorda com a Primeira Queda de Jesus na Via Sacra – explica, segundo os doutores, por que “o ombro direito aparece [no Santo Sudário] perto de 15 graus mais baixo que o esquerdo”.

Também explica por que o olho direito aparece afundado na órbita ocular, dano ligado à paralisia de todo o braço.



Descobertas nas feridas das mãos

Numa segunda linha de descobertas, a respeito das mãos eles observaram que “a postura da garra da mão esquerda é indicativa de uma lesão do plexo braquial, como também o cruzamento das mãos no púbis, e não acima do púbis, uma vez que está relacionado com a tração de membros após ter sido pregado no patíbulo”.

A análise de uma outra ferida descrita no artigo de “Injury” mostra por que os peritos não haviam podido explicar até agora a ausência de impressões digitais.

O Homem do Sudário, feridas das mãos e do pé provocadas pelos pregos
O Homem do Sudário, feridas das mãos e do pé provocadas pelos pregos
Os quatro acadêmicos explicam que “a falta de impressões digitais de ambas as mãos no Santo Sudário está relacionada não só com uma lesão do nervo mediano que provoca uma ligeira flexão do polegar, mas também e principalmente ao fato de que o prego cravado no pulso forçou o tendão flexor do polegar, causando sua completa retração”.

Os cientistas constataram também que os algozes tentaram duas vezes pregar Jesus na Cruz.

Por que duas vezes? Uma razão plausível poderia ser que os carrascos não foram capazes de pregar as mãos nos buracos que haviam previamente perfurado no cruzeiro para evitar que os pregos entortassem quando martelados sobre um madeiro duro como a nogueira.

Uma vez cravado o primeiro pulso foi na Cruz, eles não conseguiram pregar o segundo na altura do buraco preparado.

Por isso tiveram que arrancar os pregos de ambos os pulsos. Em seguida, os algozes teriam introduzido os cravos mais abaixo, entre as duas fileiras de ossos do carpo, do lado ulnal da mão.

Esta conclusão resulta de uma atenta análise das manchas de sangue sobre o pulso da mão esquerda – a única visível – e de provas experimentais feitas com cadáveres de pessoas que em seus testamentos permitiram tais experiências.

Muito provavelmente também o pulso direto foi cravado duas vezes, o que não se pode ver no Santo Sudário por estar coberto pela mão esquerda – acrescentaram os cientistas.

Descobertas no pé direito

O Homem do Sudário: chagas provocadas pelo transporte da Cruz
O Homem do Sudário: chagas provocadas pelo transporte da Cruz
Uma terceira linha de descobertas foi feita no pé direito do Homem do Sudário, também pregado duas vezes na cruz.

Uma análise da impressão da sola do pé direito no-lo mostra: uma vez foi cravada entre o segundo e o terceiro metatarso, e outra vez ao nível do calcanhar – ferida que outros acadêmicos não tinham visto claramente.

De acordo com os quatro especialistas, o Homem do Sudário com toda certeza padeceu uma dor muito grave e generalizada acompanhada por intensa sensação de calor, no momento da queda e do encravamento dos pés, devido a danos nos nervos tibiais.

Este método de pregar comprometeu a respiração: com os braços levantados em um ângulo de aproximadamente 15 graus, a caixa torácica tinha dificuldade no momento de respirar e de falar, reduzindo o fluxo de ar.

Além disso, a cada respiração profunda, ou a cada vez que falava, o Homem do Sudário tinha de se erguer, aumentando a pressão sobre os pés, fato que fazia recrudescer as intensas dores.

Descobertas nas feridas do peito

Ainda numa outra pista de descobertas, os autores do artigo analisaram as manchas de soro, que estão separadas das manchas de sangue no peito. Para eles, provavelmente foram causadas por perfuração com uma lança depois de ter morrido, e provinham de hemorragia nos pulmões.

A acumulação do soro e do sangue no pulmão teria começado antes da crucifixão, após a queda violenta da Cruz sobre os ombros.

Os acadêmicos não concordam com as teorias apresentadas até o presente, segundo as quais o vazamento de sangue no lado foi causado por um ferimento de lança no pericárdio.

Porque, dizem eles, se o coração for perfurado, os 50 a 300 ml de sangue que o saco do pericárdio pode conter, teriam ficado depositados sobre o diafragma, sem sair para fora.

A ‘causa mortis’ de Jesus

Santo Sudário: o olho direito ficou afundado na queda
Santo Sudário: o olho direito ficou afundado na queda
Por fim, os autores do artigo apresentam sua teoria sobre a causa mortis do Homem do Sudário.

A respiração limitada e a pressão sobre o pulmão direito não foram suficientes para provocar a morte por asfixia. A asfixia envolve a incapacidade de respirar e resulta em perda de consciência e coma.

Os quatro especialistas dizem que a queda e/ou a flagelação devem ter causado uma contusão não apenas pulmonar, mas também cardíaca. Isto, juntamente com o grave estado clínico geral do Homem, pode ter levado a um ataque cardíaco e uma ruptura do coração.

Os professores Bevilacqua, Fanti, D'Arienzo e De Caro julgam que estes resultados representam mais uma prova da plena superposição e concordância do Santo Sudário com os mais mínimos detalhes da narração evangélica.

A chaga do Ombro e a tradição católica

Jesus cai sob o peso da Cruz (Nicola Fumo, San Ginés, Madri)
Em certo sentido, o trabalho desses especialistas confirmou uma realidade sobre o Santo Sudário já sabida por muitos fiéis, escreveu a revista “National Catholic Register” dos EUA.

Com efeito, atribui-se a São Bernardo de Claraval ter perguntado a Jesus num êxtase qual foi seu maior sofrimento e a ferida que mais O fez sofrer no Calvário. E o Redentor respondeu:

“Eu tinha uma Ferida no Ombro com o qual havia carregado a Cruz, e esta Ferida era mais dolorosa do que as outras. Os homens não fazem menção a ela, porque é desconhecida. Honre-a, pois, e Eu te concederei tudo o que me pedires por sua virtude”.

Daí provém a antiga e venerável devoção à Chaga do Ombro de Jesus.

Conta-se também que um peregrino teria certa vez perguntado ao Santo Padre Pio quais de seus estigmas – que ele recebeu em analogia com as chagas de Jesus – lhe causavam maior dor e sofrimento.

E ele respondeu: “A chaga do ombro, que ninguém sabe que eu tenho e que nunca foi curada ou tratada”, escreveu “The National Catholic Register”.




Descobertas da botânica no Santo Sudário


Catedral de Turim durante exposição do Santo Sudario, 2010
Vem de se concluir a veneração extraordinária do Santo Sudário de Turim.

Mais de dois milhões de pessoas inscreveram-se para poder ver mais de perto a comovedora e augusta relíquia do Redentor.

Um número dificilmente calculável foi venerá-la desde a nave central da catedral de Turim, inteiramente aberta aos fiéis.

A ocasião deu azo para cientistas e estudiosos divulgarem novos trabalhos sobre o sudário que envolveu o corpo de Cristo crucificado.

Entre eles, escreveu “L’Osservatore Romano”, figura o Professor Avinoam Danin, catedrático emérito do Departamento de Evolução sistemática e Ecologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Seu livro intitula-se “Botânica do Sudário. História das imagens florais no Santo Sudário de Turim (“Botany of the Shroud: The Story of Floral Images on the Shroud of Turin”, Jerusalém, Danin Publishing, 2010, 104 páginas).

Nele, o Prof. Danin sustenta que centenas de imagens de plantas ficaram impressas no tecido. Estas imagens contribuem para determinar onde e quando as flores originais foram postas em contato com o Sudário.

Santo Sudário, Turim, exposição em 2010
Danin explica que acontece algo semelhante quando uma pessoa põe uma flor a secar num livro. A flor, ou a pétala, fica seca e, ao mesmo tempo, uma imagem da mesma fica marcando as folhas do livro.

O professor julga que podem se decifrar as imagens de novas espinhas, pelo geral na cabeça e nas costas, e até uma cana posta ao longo do corpo de Nosso Senhor.

Além do mais, acrescenta o estudioso judeu, podem se identificar por volta de 2.600 frutas espalhadas sobre todo o corpo.

Também são visíveis imagens parciais de uma corda.

O professor começou a investigar o Santo Sudário em 1995, quando observou algumas fotografias ampliadas. Ele reconheceu já no primeiro olhar as imagens de plantas características da região de Jerusalém.

Professor Avinoam Danin
O especialista é famoso pelos seus trabalhos botânicos largamente difundidos, especialmente sobre plantas do Meio Oriente.

Em 44 anos de carreira ele descobriu variedades de plantas não reparadas em Israel, no Sinai e na Jordânia. A sua obra permitiu a criação de um banco de dados com o qual se pôde montar o mapa fitogeográfico de Israel.

Danin, em primeiro lugar, concluiu que ditas imagens de plantas – seja aquelas identificadas no Santo Sudário com diversas técnicas fotográficas, seja aquelas detectadas diretamente sobre o pano da relíquia ‒, são irretorquivelmente verdadeiras e não foram criadas artificiosamente.

Chrysanthemum coronarium,
uma das flores identificadas no Sudário
Entre centenas de imagens de flores, Danin escolheu para análise as mais úteis como indicadores geográficos e aquelas que têm períodos de floração específicos.

Desta maneira, concluiu que “a área compreendida entre Jerusalém e Hebron é onde foram colhidas as três plantas frescas escolhidas como indicadores e que foram postas sobre o Sudário junto ao corpo do homem crucificado”.

Além do mais, sobre a época de floração constatou: “março e abril são os meses do ano em que florescem dez das espécies identificadas no Sudário”. 

Correspondem pois à época da Crucifixão e do enterro de Nosso Senhor.

Danin julga que as espinhas provêm dos espinheiros da espécie Ziziphus spina-christi e Rhamnus lycioides, fato que, para ele, envolve “importantes indicadores históricos”.

Pois todas elas são tidas como as plantas “mais ferozes” em Israel. Sobre tudo as espinhas do segundo tipo já foram “utilizadas pelos agricultores árabes como lâminas para o arado”, esclareceu.




Unguentos e polens falam de um enterro próprio a um rei


Dra. Marzia Boi no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário, Valencia, Espanha.
A investigadora italiana Marzia Boi apresentou um novo estudo sobre os restos de pólen e ungüentos no Santo Sudário, informou a Arquidiocese de Valência, Espanha, em comunicado difundido pela agência ACIDigital.

O trabalho da pesquisadora foi exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário, realizado em Valência. E foi mais uma valiosa contribuição para outros estudos apresentados nesse simpósio, mostrando a compatibilidade do corpo envolvido com o Santo Sudário e o de Jesus Cristo.

A Dra. Marzia Boi trabalha no laboratório de Botânica do Departamento de Biologia da Universidade das Ilhas Baleares. Em sua exposição, ela mostrou dados pouco conhecidos e até surpreendentes.

Segundo a bióloga, os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não são só os depositados fortuitamente no tecido ao longo da História, mas incluem os correspondentes a “ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos”.

Tipoos de polén, O homem do Sudário, Curitiba
Tipoos de polén, O homem do Sudário, Curitiba
A Dra. Boi explicou que a descrição da sepultura de Jesus feita pelo Evangelho corresponde a um enterro realizado com honras próprias aos reis. Essas honras reais implicaram a “preparação do cadáver com bálsamos e óleos” do modo em que foi feito.

Correspondia naturalmente a Nossa Senhora realizar, com o auxílio das santas mulheres, essa preparação do Santíssimo Corpo de seu Filho.

Essas honras estão de acordo com a condição social de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual era bem conhecida de seus parentes, discípulos, amigos e inclusive inimigos.

Com efeito, Nosso Senhor pertencia à estirpe real de Judá, sendo descendente de David tanto por parte de seu pai adotivo, São José, quanto pelo de sua Mãe, Nossa Senhora.

São Mateus inicia seu Evangelho nos apresentando a genealogia de Jesus. O evangelista menciona as sucessivas gerações de reis e príncipes reais até São José e Jesus Cristo. É a famosa árvore genealógica de Jessé, pai do rei David.

São Paulo no-lo recorda na Epístola aos Romanos ecoando a profecia de Isaías: “Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações” (Is 11,10). (Romanos 15,12)

Malgrado não fosse reconhecido como tal, Jesus Cristo era rei por direito de Israel, e não Herodes e sua descendência, que eram impostores sustentados pelos romanos.

O Sinédrio acusou Nosso Senhor diante Pilatos, declarando que Ele se dizia rei dos judeus. De onde os numerosos cruzamentos verbais do governador romano com Nosso Senhor.

“És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus”
“És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus”
Quando Jesus compareceu diante do governador, ele O interrogou: “És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus” (São Mateus 27,11), esclarecendo que era sobretudo Rei de um reino mais alto: o dos Céus e de toda a Terra.

A espantosa apostasia do populacho judeu e de seus instigadores se efetivou ao bradarem: “Crucifica-o! Não temos outro rei senão César”. Eles não só recusaram o Redentor prometido pelos Patriarcas e pelos Profetas, realidade suprema, mas também o rei legítimo, sucessor de Davi.

“Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!” (São João 19, 15)

Pilatos mandou afixar no alto da Cruz numa tábua com a inscrição, em grego, hebraico e latim: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus). É o I.N.R.I. que vemos nos crucifixos. Afinal, era esse o crime alegado pelo Sinédrio que mais impressionou a covardia de Pilatos, sempre temeroso de perder pontos na sua carreira.

“19. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.

Jesus Cristo também era rei dos Judeus
Jesus Cristo também era rei dos Judeus.
Cristo Rei, Hans Memling (c. 1440-1494).
“20. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.

“21. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.

“22. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.” (São João 19, 19-22)

Também a estirpe régia de Jesus Cristo é ressaltada pelo fato de Jesus ter nascido em Belém, a cidade de Davi, fundador da estirpe real de Israel da qual Nosso Senhor era o legítimo sucessor primogênito.

Ao chegarem os Reis Magos a Jerusalém, perguntaram pelo “rei dos Judeus”:

“2. Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”. (São Mateus 2,2)

“4. [Herodes] Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.

“5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:

Dra. Marzia Boi no Congresso Internacional
sobre o Santo Sudário, Valencia, Espanha.
“6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2).” (São Mateus 2, 4-6)

Esses óleos e ungüentos próprios de um rei, presentes no Santo Sudário, ajudaram a conservá-lo por conterem potentes elementos repelentes de insetos e fungos.

A Dra. Marzia Boi analisou no microscópio as fotos dos polens extraídos em anteriores investigações sobre o Santo Sudário. E identificou tipos de plantas que, “conforme está documentado desde remotos tempos”, eram usualmente utilizadas nos enterros reais.

No Santo Sudário há polens principalmente de Helichrysum, láudano, terebinto, gálbano aromático ou lentisco.

A identificação dessas plantas supõe, segundo a Dra. Boi, “um dado adicional que confirma que o homem do Sudário poderia ser Jesus”.

É espantosa a quantidade de concordâncias dos elementos cientificamente estudados que apontam o Santo Sudário de Turim como sendo o próprio pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo. Contestar esta concordância que vai ficando cada vez mais difícil.











Flores no Santo Sudário só poderiam ter sido colhidas em Jerusalém na época da Crucifixão


Rosto de Cristo morto na Cruz, segundo o prof. Juan Manuel Miñarro
Nos anos 2005-2007, Bernardo Galmarini, especialista na conversão de imagens de 2D para 3D, trabalhava para transformar as imagens do Santo Sudário de duas dimensões numa outra de três dimensões.

Tratava-se de criar o tipo de foto conhecido como holografia, ou tridimensional, ou 3D, em que o objeto pode ser visto de todos os ângulos.

Veja vídeo
Veja o Santo Sudário
em três dimensões.
Algo que mudou 

a vida de muitos.

Apesar de ser anatomicamente correta, a imagem do Homem do Sudário apresentava áreas que não tinham correspondente na escala de tonalidades cinzas, necessária para reconhecer a profundidade de objeto.

Na tela do computador essas áreas apareciam como “buracos”, por não conterem a informação sobre a distância entre o corpo e a tela.

Essa informação está presente no resto da imagem.

Pelos estudos de Adler, os especialistas sabiam que sob as manchas de sangue não há imagem do corpo na tela, e que as fibras originais do santo tecido são brancas e não estão desbotadas.

Alan D. Adler, professor de Western Connecticut State University, foi um dos pioneiros dos modernos estudos no Santo Sudário, e demonstrou que as manchas de sangue são feitas de sangue verdadeiro, e não de pigmentos.

Alan Whanger e Mary
Alan Whanger e Mary
O que houve então entre o corpo e a tela capaz de produzir o que no computador aparecia como “buracos”?

Nessa hora veio em auxílio dos investigadores o livro de dois dos mais reputados cientistas precursores no estudo do Santo Sudário – Alan Whanger e sua esposa Mary –, intitulado The Shroud of Turin – An Adventure of Discovery (O Santo Sudário, uma aventura de descoberta – Providence House Publishers, 1998).

Num capítulo dedicado a imagens de flores, Alan apresenta duas fotografias com flores, no rosto, em volta dos braços e das mãos.

O Dr. Avinoam Danin, professor de Botânica da Universidade Hebraica de Jerusalém, comparou as fotos do casal Whanger com as dos intrigantes “buracos”.

Depois Danin foi a Raleigh, na Carolina do Norte, onde se encontrou com Tom D’Muhala, encarregado da coleção de fotografias feitas em 1978 durante as investigações do mundialmente famoso Shroud of Turin Research Project – STURP.

Por sua vez, Tom D’Muhala combinou com o fotógrafo principal daquela equipe, Vernon Miller, que eles digitalizariam as fotos de modo a permitir uma análise botânica mais exigente.

Os resultados confirmaram as suspeitas e acrescentaram imagens adicionais das flores.

Os vestígios das flores eram os causadores daquilo que o computador interpretava como “buracos”, que se interpunham entre o corpo e o lenço mortuário.

Em seu livro Botany of the Shroud”, The Story of Floral Images on the Shroud of Turin, (Jerusalém, 2009), o Prof. Danin apresenta as conclusões botânicas que tirou em 2007-2008.

Profundamente impressionado com as imagens holográficas (3D), o professor israelense entrou em contato com o Dr. Peter Soons, criador dos hologramas, e seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory de Eindhoven, Holanda.

Desenho de flores sobre os 'buracos' de informação do Santo Sudário
Desenho de flores sobre os 'buracos' de informação do Santo Sudário
Flores (Anthemis Bornmuelleri) colocadas  sobre os 'buracos' de informação no Santo Sudário
Flores (Anthemis Bornmuelleri) colocadas
sobre os 'buracos' de informação no Santo Sudário
A Anthemis Bornmuelleri como cresce em Israel, foto de 2009
A Anthemis Bornmuelleri como cresce em Israel
Os estudos feitos paralelamente e sem contato entre os autores apontaram que as flores existiram realmente, não tendo sido subproduto dos equipamentos técnicos utilizados.

Analisando as digitalizações feitas na Holanda, o botânico israelense concluiu que no lado direito do Homem do Sudário, entre o cabelo e o rosto propriamente dito, foi disposto um “tapete quase contínuo de flores, como também na fronte do Homem do Sudário”.

Pelas suas formas, as flores se pareciam muito com os botões abertos da Matricaria recutita ou Anthemis bornmuelleri.

Para conferir, o Dr. Danin depositou flores muito frescas nos “buracos” perceptíveis nas imagens. E a coincidência foi admirável.

Na hora de colocar as flores frescas de Anthemis bornmuelleri no lado esquerdo do corpo, ele teve que cortar seus pedúnculos. Isso indica que as flores não foram dispostas a esmo, mas num arranjo ordenado.

Foram utilizadas para isso mais de 300 flores.

O Prof. Danin também estudou de modo especial três plantas que deixaram vestígios no Sudário:
1) a Zigofillum dumosum, planta desértica que se encontra principalmente em Israel, no Sinai e na Jordânia;

2) o Sistus creticus;

3) e o Gundel turneforti.

E concluiu que “a área onde crescem essas três plantas indica que elas só podem ter sido colhidas e colocadas no Sudário, junto ao corpo do Homem crucificado, num único lugar do mundo, que é a área entre Jerusalém e o Hebron”.

Ele ainda acrescentou que as várias dúzias de plantas identificadas no Sudário só florescem entre março e abril, coincidindo com a época da Crucifixão (7 de abril).

O estudo também explica tratar-se de flores especificamente usadas na preparação do corpo dos mortos.


Outros dados sobre a Coroa de Espinhos          

O Dr. Peter Soons falou na presença do botânico israelense de um “casco de espinhos”, e não de “coroa de espinhos”.

O Dr. Peter explicou que na hora de fazer os hologramas de tamanho natural (200 x 100 cm), os cientistas visualizaram a parte superior da cabeça. Essa parte não é visível em condições normais e nunca havia sido estudada.

Nesse momento perceberam a existência de muitas feridas pequenas que tinham sangrado na Crucifixão.

Coroa de espinhos teve forma de casco
Por isso concluíram que a “Coroa de Espinhos” se tenha assemelhado mais a um “Casco de espinhos” – ideia que já havia sido postulada por Fleury em 1870.

A descoberta nada muda com respeito à fé, pois uma coroa pode muito bem ser fechada encima, mas aperfeiçoa a ideia que se tem correntemente dela.

Espinhos duríssimos, extraídos de duas árvores, foram identificados na cabeça do Homem do Sudário.

Também de sinais de uma cana, colocada ao lado de seu corpo junto com umas cordas, todos símbolos relacionados com a Paixão.

Video: o Santo Sudário em 3D. O Dr. Peter Soons explica como fez e como mudou sua vida





Mais modernos testes concluem que o Santo Sudário
é do tempo de Jesus Cristo


Giulio Fanti, professor de Medições Mecânicas da Universidade de Pádua um dos peritos que conduziu os avançados testes.
Giulio Fanti, professor de Medições Mecânicas da Universidade de Pádua
um dos peritos que conduziu os avançados testes.
Ao falar do Santo Sudário, certa imprensa influenciada pela cristofobia aproveita para insistir num realejo desqualificado nos meios científicos.

Segundo esse realejo o Santo Sudário não seria mais do que uma falsificação medieval, comprovada por exames de datação feitos em 1988 com Carbono 14.

Esses testes com Carbono 14 foram rejeitados largamente pelos cientistas devido a graves defeitos de procedimento, reconhecidos, aliás, por um dos responsáveis.

Novos testes mais acurados com diversos procedimentos foram aplicados no Santo Sudário para apurar do modo mais preciso possível a sua datação.

Os resultados de uns e de outros foram objeto de um cruzamento visando à maior precisão histórica.

Os principais resultados obtidos por diversas autoridades da ciência foram apresentados em congresso promovido pela Universidade de Pádua em colaboração com as Universidades de Bologna, Modena, Parma e Udine, bem como pelo Politécnico de Bari, segundo informou o site Vatican insider.

Os resultados foram compulsados no âmbito do projeto de pesquisa intitulado “Análise multidisciplinar aplicada ao Santo Sudário de Turim: estudo da imagem corpórea, de possíveis poluições ambientais e das micropartículas típicas do Tecido de linho”.

O professor Francesco Lattarulo, do Politécnico de Bari, apresentou os resultados da análise praticada na dupla imagem corpórea (pela frente e pelas costas) impressa no Tecido.

Os resultados “demonstraram ser hoje impossível, do ponto de vista técnico-científico, reproduzir a Imagem. Porém, a hipótese mais respeitável considera que uma emissão de energia elétrica produziu o chamado ‘efeito corona’.

“Dessa forma, na Universidade Pádua foi possível gerar imagens similares às do Sudário a partir de um manequim 50% menor do original e submetido a descargas de 300 mil volts”, segundo os autores da experiência.

Insalváveis defeitos de método reduziram o teste do Carbono 14
a uma espécie de farsa. Na foto os responsáveis.
Trata-se obviamente de uma realização com técnicas do terceiro milênio, inexistentes em Jerusalém no primeiro século.

Os estudos sobre a datação do Santo Sudário foram guiados pelo professor Marco Riani, da Universidade de Parma, e “demonstraram com métodos robustos que o cálculo da datação com base no carbono 14 praticado em 1988 não é aceitável estatisticamente”.

Pietro Baraldi e Anna Tinti, professores das Universidades de Modena e Bologna, descreveram que “foram praticados análises opto-químicas que atribuíram ao Santo Sudário uma origem entre os anos 300 a.C. (análise Ft-Ir com uma incerteza de quatro séculos) e o ano 200 a.C. (analises Ft-Ir com incerteza de ± cinco séculos).

“Também na Universidade de Pádua foi construída uma máquina especial capaz de medir as propriedades mecânicas das fibras do linho consideradas isoladamente (mais finas que um fio de cabelo humano) mediante testes cíclicos de tração”.

A análise comparada “de cinco propriedades mecânicas aponta a data do ano 400 d.C. com uma incerteza de ± quatro séculos)”.

Moeda cunhada pelo imperador Justiniano II (685-711) traz a figura de Cristo com as feições do Santo Sudário.
“O ourives tinha uma probabilidade de apenas sete entre um bilhão de bilhões
de fazer essa moeda sem ter visto o Santo Sudário”
.
Do outro lado a imagem do imperador.
Os resultados das análises mecânicas “cruzados com os das análises opto-químicas apontaram como data da Relíquia o ano 33 a.C. (incerteza de ± quatro séculos).

“O fato de a datação com base no Carbono 14 não ser aceitável cientificamente também fica demonstrado pela análise numismática das moedas bizantinas de ouro. Dela se deduz que o ourives que cunhou o rosto de Cristo na moeda de Justiniano II em 692 d.C. tinha uma probabilidade de apenas sete entre um bilhão de bilhões de fazer essa moeda sem ter visto o Santo Sudário”.

Após dez anos de trabalho, a pesquisa acabou chegando à conclusão de que o Santo Sudário pode ser verdadeiramente a mortalha sepulcral de Cristo.

O mistério do Sudário recolhe uma síntese das mais precisas datações
O mistério do Sudário recolhe
uma síntese das mais precisas datações
A síntese das pesquisas foi publicada no livro Il mistero della Sindone (O mistério do Sudário, Rizzoli, pp.231), escrito recentemente a quatro mãos por Giulio Fanti, professor de Medições Mecânicas da Universidade de Pádua, e pelo vaticanista Saverio Gaeta, chefe de redação da revista Famiglia Cristiana, noticiou o jornal Padova Oggi.

No livro, os autores denunciam que a tentativa de datação em 1988, com base no Carbono 14, “foi invalidada por clamorosos erros metodológicos”.

A conclusão dos autores é de que a Mortalha envolveu um homem de maneira idêntica à narrada nos Evangelhos, na mesma época e no mesmo local registrado pelo Novo Testamento.

“Não é medieval. A novidade é que o Santo Sudário é do primeiro século depois de Cristo. (...)

“Publiquei este resultado em revistas científicas de nível internacional e, posto que os resultados do Carbono 14 não eram mais críveis, a Universidade de Pádua concedeu-me uma verba de 54 mil euros para tentar datações alternativas em colaboração com outras universidades italianas e a Universidade de Londres”, explicou o professor Fanti ao jornal Padova Oggi.




Cientistas querem teste sério de carbono 14


Santo Sudário, Ciência confirma a Igreja Segundo o diário Los Angeles Times de 17 de agosto, John e Rebecca Jackson, um casal de cientistas de Colorado Springs, EUA, obteve o apoio da Universidade de Oxford para solicitar ao Vaticano novas analises do Santo Sudário de Turim utilizando o Carbono 14.

Em 1988, certos cientistas apresentaram resultados de análises com Carbono 14 que contestavam a antiguidade, e portanto a autenticidade do Santo Sudário.

O professor Jackson foi um dos eminentes especialistas que não acreditaram.

Ele insistiu que esses resultados não faziam sentido.

Sua desconfiança mostrou estar certa. A fraude daquela análise foi oficialmente denunciada.

Agora com 62 anos, John Jackson, quer fazer seriamente análises com Carbono 14. Para isso tem o apoio da Universidade de Oxford, que participou no desconsiderado estudo anterior.

John Jackson, co-fundador do STUR, com outros cientistas. Ciência confirma a IgrejaJackson ensina na Universidade de Colorado, e pleiteia que o Santo Su-dário foi contaminado por elevados níveis de carbono no incêndio sofrido há séculos, fato que pede maior prudência nos critérios utilizados.

Christopher Ramsey, chefe da Unidade do Acelerador de Radiocarbono de Oxford acrescenta: “Há um mundo de outras evidências que sugerem a mui-tos que o Sudário é mais velho do que as datas apontadas pelo radiocarbono”.

Numa conferencia promovida pelo Shroud Science Group da Universidade Estadual de Ohio, o Los Alamos National Laboratory apresentou provas de que os resultados do teste de 1988 foram falseados. A razão foi que as amostras foram tiradas não do Sudário original, mas do tecido acrescentado para remedar os estragos do incêndio que o danificou na Idade Média.

Santo Sudário em 1978, Ciência confirma a IgrejaEm 1978, Jackson e um grupo de cientistas fizeram uma série de testes inclusive com raios X e análises químicas. Eles concluíram que o Santo Sudário não está pintado, tingido ou manchado e que as marcas de sangue eram genuínas.

O estudo do Santo Sudário levou Rebecca, que foi judia ortodoxa, a se converter à Igreja Católica.

Seu marido John se fez suspender de uma cruz de 2,4 metros para estudar como o Sangue de Nosso Senhor pode ter escorrido nessa posição.

O caso do Carbono 14

Ray Rogers, um dos cientistas que recusou os resultados do Carbono 14. Ciência confirma a Igreja
Alguns cientistas efetuaram exames mal feitos com Carbono 14 manipulando as amostras do preciosíssimo tecido.

Eles anunciaram a guisa de conclusão que o Santo Sudário era da época medieval e não do tempo de Nosso Senhor.

O artifício não resistiu à crítica. Por fim, o diretor do Museu Britânico, Michael Tite, reconheceu que "houve intenção deliberada de enganar o público".




Sobre o contestado teste do carbono 14 no Santo Sudário


Santo Sudário, negativos de fotos, corpo inteiro No dia 21 de abril de 1988, o Arcebispo de Turim, Cardeal Anastácio Ballestrero, com o auxílio do microbiólogo italiano Giovanni Riggi, cortou uma pequena amostra de 10x70 mm do tecido do Sudário, bem distante da figura central e de qualquer área queimada ou remendada.

Partiu-a em três pequenas amostras e as distribuiu para representantes de três centros de estudos ‒ Zurich, Oxford e Arizona ‒ a fim de que fossem submetidas à análise da idade, por meio do teste do carbono 14. O carbono existe em todas substâncias orgânicas e começa a decrescer em quantidade após a morte delas, sendo assim possível estabelecer a idade aproximada do objeto analisado.

Santo Sudário, replica em Santa Croce In Gerusalemme, RomaNo mês de outubro daquele ano a equipe de Oxford, em conferência no British Museum, declarou que a análise do carbono 14 indicava que o tecido era de origem medieval, tendo sido produzido entre os anos 1260 e 1390!

A ciência parecia entrar em contradição com tudo o que ela própria demonstrara anteriormente.

Entretanto, o que mais abalou os fiéis foi um desconcertante comunicado oficial do mesmo cardeal, publicado no 14 de outubro daquele ano, no "Osservatore Romano":

“Por intermédio do Dr. Tite, do British Museum, coordenador do projeto ... comunicaram finalmente em 28 de setembro de 1988 ao guardião pontifício do Santo Sudário os resultados de suas pesquisas.

“Este documento estabelece, com uma taxa de confiabilidade de 95%, que o tecido do Sudário tem sua origem entre 1260 e 1390.”

O que era tão evidente nas análises anteriores parecia cair por terra.

Por que aceitar assim, sem maiores discussões, o resultado apresentado por esses laboratórios?

Por que não realizar outros exames de partes diferentes do tecido?

O Sudário não teria sofrido alterações na quantidade de carbono 14, por ter sido atingido por dois incêndios, o de 1532 e outro anterior, cujos vestígios podem ser detectados na sagrada mortalha?

Foi o que se perguntaram muitos cientistas. A polêmica apenas estava começando.

Em 1993 o cientista russo Dmitri Kouznetsov, entusiasticamente apoiado por John Jackson, um dos líderes das pesquisas de 1978, afirmou que os dados do teste do carbono 14 estavam errados, em conseqüência do incêndio a que esteve exposto o Sudário em 1532.

Pois este muito provavelmente teria alterado a quantidade de carbono 14 na venerável mortalha.

Dr. Leoncio Garza-Valdes, um pediatra especialista em microbiologia e arqueologia, demonstrou que existem determinados tipos de bactérias que produzem uma espécie de verniz sobre tecidos, em condições especiais.


Ao examinar a região em que foi extraída a amostragem para o exame do carbono 14, verificou que este fenômeno ali se produziu, o que poderia ter alterado os resultados do teste.













Novos livros confirmam a impropriedade dos testes de Carbono 14 que pretenderam desclassificar o Santo Sudário


Vieram à luz mais dois livros recolhem novos dados científicos sobre o Santo Sudário. Os livros focalizam especialmente a polêmica sobre os exames com base no Carbono 14 feitos em 1988.

Estes exames realizados em amostras mal escolhidas gerou resultados logo contestados. Hoje eles não são mais aceitos como sérios.

As análises desmoralizadoras aconteceram durante 1988 em laboratórios de Tucson, Oxford e Zurique. Os três apontaram que o Santo Sudário seria uma peça da Idade Média. Portanto, não provindo dos tempos de Jesus Cristo, seria um falso histórico.

Ditas análises foram sobradamente refutadas por numerosos científicos. E até um dos responsáveis reconheceu os erros cometidos e pediu desculpas de público.

Agora, o jornalista e “vaticanista” do jornal de Turim “La Stampa” Marco Tosatti publicou "Inchiesta sulla Sindone" (Editore Piemme). Nele, escreve que novos dados provam que aqueles exames contêm um erro de cálculo matemático inaceitável.

Tossati apresenta novas provas científicas da Universidade la Sapienza, Roma. Esta Universidade nunca antes tinha investigado o Sudário. Os cientistas ratificaram o erro dos testes feitos em 1988.

Segundo o vaticanista, os resultados dos três laboratórios não têm a margem mínima de compatibilidade estabelecida e a análise foi realizada sobre um pedaço de oito centímetros do Sudário que não pertence à própria relíquia.

Com efeito, verificou-se nas amostras a presença de algodão enquanto que o Sudário é de linho. Além do mais, foi achada uma espécie de goma.

Esses elementos confirmam que as amostras pertencem aos remendos feitos na relíquia após esta ser atingida por um incêndio em 1532. Os principais remendos acrescentados em 1534 são visíveis a olho nu. Eles aparecem nas fotos com forma triangular. Foram as pontas do Lenço dobrado que formam consumidas pelo fogo.

Tossati declarou à agência Zenit: “eu mesmo queria uma base de certeza e com base nestes dados posso dizer que o Santo Sudário não é uma reprodução falsa”.

Cientistas de diferentes credos – judeus, metodistas e inclusive agnósticos – confirmam a falha fundamental da investigação de 1988.

A seguir, Tosatti demonstra que a ciência ainda não pôde explicar como se formou a imagem. Nenhum aparato pôde criar um objeto similar: “não é pintura, não há nenhum pigmento e não foi marcado por um objeto quente”, diz o jornalista.

John e Rebecca Jackson com modelo tridimensional do homem do Sudário

“É um mistério, um dos grandes mistérios da Igreja, a maneira como se formou este tipo de imagem. Contém informação tridimensional, algo sumamente particular”, indica.

O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim, Itália. Nos anos 1998 e 2000, foi exibido ao público.

No próximo ano (2010), será exposto novamente, de 10 de abril até 23 de maio.

Para Tosatti, “se se analisa [o rosto do Sudário], é um rosto de uma beleza de características tais como eu nunca vi em nenhuma pintura”.

Mas, o jornalista e pesquisador considera que este lenço é uma peça muito pouco valorizada pelos católicos. “Para mim não há dúvidas, conclui ele. Ainda hoje com toda nossa tecnologia não estamos em condições de fazer algo análogo. A ciência nos pode ajudar a dizer que coisa é. Seguramente não é falso”.

Por sua parte, Sébastien Cataldo e Thibault Heimburger publicaram o livro “Le linceul de Turin” (Paris, 2009) contendo uma síntese das últimas descobertas no Santo Sudário.

Cataldo recebeu em agosto de 2008 uma fibra das amostras tiradas do mesmo local das utilizadas nos exames hoje desclassificados.

Ele constatou no microscópio a diferença entre o material com que foi feito o Sudário (linho) e o tecido que foi analisado (mistura de linho e algodão).

Nas experiências do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA), conta ele, criou-se vácuo em torno de um dos fios. Então, separou-se a goma mencionada no livro de Tosatti. Ela tem todas as características de uma resina, artificialmente colorida para combinar com o tom do Sudário original.

Concordando com as conclusões dos cientistas de Los Alamos escreve: “Em resumo, é cada vez mais claro que as descobertas de Rogers mostrando que a zona Raes/radiocarbono não é representativa do Sudário ficam confirmadas: esta zona foi manipulada e os fios que ela contém não são da mesma natureza que os fios do Sudário” (p. 179).











Os templários veneravam o Santo Sudário e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano


Arquivo Secreto Vaticano Uma ciência que se ouve mencionar pouco é a Diplomática, ou “corpo de conceitos e métodos com o objetivo de provar a fidedignidade e a autenticidade dos documentos. Ao longo do tempo ela evoluiu para um sistema sofisticado de ideias sobre a natureza dos documentos, sua origem e composição, suas relações com as ações e pessoas a eles conectados e com o seu contexto organizacional, social e legal”.

Barbara Frale
Barbara Frale,
investigadora do
Arquivo Secreto Vaticano
Essa ciência apresentou resultados que darão para falar.

Em artigo estampado no quotidiano vaticano “L'Osservatore Romano” Barbara Frale, investigadora do Arquivo Secreto Vaticano, defende que os cavaleiros da Ordem do Templo, ou templários, foram os custódios do Santo Sudário no século XIII. E, mais ainda, que a veneravam com uma devoção toda particular.

Frale se apoia em documentos que a Santa Sé conserva nos seus arquivos, e que agora a especialista está publicando.

A versão segundo a qual os templários adoravam uma cabeça barbada não teria passado de uma difamação. Esta foi promovida pelo iníquo rei da França Felipe IV, o Belo, com o intuito de fechar a Ordem e confiscar seus bens.

O fechamento aconteceu em 1307 com a anuência do Papa Clemente V.

Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Após um polêmico e expeditivo processo, Jacques de Molay, Grão Mestre templário foi queimado vivo em Paris com mais 137 monges-guerreiros.

Eles protestaram inocência até o fim. Os bens da Ordem foram confiscados por reis e eclesiásticos.

A autora do artigo especializou-se na polêmica existência dos templários. O caso ainda hoje faz correr abundante tinta.

O artigo da Dra. Frale “Os templários e o Sudário – Os documentos demonstram que o tecido lençol foi custodiado e venerado pelos cavaleiros da Ordem no século XIII” é uma antecipação do seu livro que sairá a público no próximo verão europeu.

Frale já publicou “L'ultima battaglia dei Templari. Dal codice ombra d'obbedienza militare alla costruzione del processo per eresia” (Roma, Libreria Editrice Viella, 2001); “Il Papato e il processo ai Templari. L'inedita assoluzione di Chinon alla luce della diplomatica pontificia (Roma, Libreria Editrice Viella, 2003); “I Templari” (Bolonha, Il Mulino, 2007); “Notizie storiche sul processo ai Templari” (in “Processus contra Templarios”, Cidade do Vaticano, Archivio Segreto Vaticano, 2007).

Mesquita construída sobre o antigo quartel geral do Templários.
Esplanada do Templo, Jerusalém.
A Ordem nasceu em Jerusalém pouco depois da primeira Cruzada. Ela visava defender os cristãos na Terra santa.

Seu nome era “Pobres Irmãos-Soldados de Cristo e do Templo de Salomão” porque instalaram sua primeira sede nas ruínas do palácio do rei-profeta.

A Regra dos cavaleiros-monges foi aprovada pelo Concílio de Troyes em 1129. São Bernado de Claraval teceu um subido elogio do estilo de vida dos frades-soldados.

Rapidamente tornou-se a ordem mais poderosa e ilustre da Cristandade medieval.

Era uma coluna que defendia militarmente as fronteiras da Cristandade e sustentava o combate contra o Islã invasor.

No ano de 1287 o jovem nobre Arnaut Sabbatier ingressou no Templo. Na cerimônia, Arnaut foi conduzido a um local só acessível para os monges-soldados do Templo.

Quartel geral dos frades templários em Paris.
Quartel geral dos frades templários em Paris.
Ali foi-lhe mostrado um lençol de linho que tinha impressa a figura de Nosso Senhor. Ele a beijou ritualmente três vezes na altura dos pés.

O documento está no processo contra os templários. Mas segundo Barbara Frale, tratava-se do Santo Sudário de Turim.

O histórico, hoje muito estudado, da mais famosa relíquia da Cristandade abona a teoria.

Em 1978 o historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstituiu o percurso do sagrado lençol, passando pelo saque da capela dos imperadores de Bizâncio durante a quarta cruzada em 1204.

Entre as calúnias promovidas pelo rei da França estava a de adorar um misterioso “ídolo”: uma cabeça com barba. Mas Wilson concluiu que deveria se tratar, em verdade, do Santo Sudário.

Para Wilson, os anos em que não se tem notícia do paradeiro do Santo Sudário correspondem ao período em que a relíquia foi custodiada no maior segredo pelos cavaleiros templários.

Os templários, acrescenta Barbara Frale, promoveram liturgias especiais da sagrada relíquia. Eles tocavam elementos de seu hábito no Santo Sudário para pedir proteção contra os inimigos no campo de batalha.

A forma de devoção praticada pelo jovem templário Arnaut Sabbatier é idêntica à que praticou São Carlos Borromeu em 1578 quando a venerou em Turim seguindo os costumes dos dignitários do Templo.

Santo Sudário, negativos de fotos, corpo inteiroA agencia ACIPrensa destaca que os templários custodiaram o Santo Sudário para que não caísse nas mãos dos hereges do Oriente (heresias diversas) e do Ocidente (cátaros) que negavam que Jesus Cristo fosse verdadeiro homem.

Os templários guardavam a santa relíquia numa urna especial que só permitia ver o rosto.

A relíquia “era o melhor antídoto contra todas as heresias” pois nela podem-se “ver, tocar e beijar” o próprio pano encharcado de sangue que envolveu Nosso Senhor Jesus Cristo na sua sepultura.

É a prova mais evidente de sua Humanidade Santíssima e da veracidade de sua Paixão e Morte.
O diário “The Times” de Londres , assim como o diário “The Telegraph” relembraram que a relíquia, “desapareceu” para só reaparecer após o fechamento dos templários em Lirey, França, no ano de 1353.

Ela formava parte do espólio do templário Geoffroy de Charney, queimado junto o Grão Mestres Jacques de Molay.

Desde então muitas imposturas tem circulado a respeito de falsas continuidades da Ordem do Templo, com ritos e iniciações esdrúxulas sem autenticidade.

O auge dessas inépcias novelescas deu-se com o malicioso livro “O Código da Vinci” desprovido de toda seriedade.

Pergaminho de Chinon
Pergaminho de Chinon
Em 2003 a Dra Frale descobriu o Pergaminho de Chinon . O documento prova o Papa Clemente V exonerou de culpas os templários. Porém, eles foram dispersos e seus bens apropriados indevidamente.

A relíquia foi adquirida pela dinastia de Sabóia no século XVI.

 No século XX foi objeto de exigentes análises científicas que produziram um impressionante volume de dados que abonam sua autenticidade.

Barbara Frale imposta seu livro de um ponto de vista histórico-arqueológico.

Ela não entra em questões teológicas. Mas, seu trabalho suscita questões da mais alta importância... para o século XXI!

A única continuidade genuína dos templários foi a Ordem de Cristo, fundada em 14 de Março de 1319, a pedido do rei Dom Diniz de Portugal, por bula do papa João XXII.

A nova ordem acolheu os últimos templários. As naus que descobriram o Brasil levavam a insígnia da Ordem de Cristo, estabelecendo uma ponte entre o País e os eventos que agora foram revelados.




O Santo Sudário à luz da ciência histórica e das críticas adversas


Pierluigi Baima Bollone, professor emérito de Medicina Legal da Universidade de Turim
Pierluigi Baima Bollone, professor emérito de Medicina Legal da Universidade de Turim
Pierluigi Baima Bollone, professor emérito de Medicina Legal da Universidade de Turim e presidente honorário do Centro Internacional de Sindonologia, escreveu o livro 2015. La nuova indagine sulla Sindone (2015. Novo inquérito sobre o Santo Sudário, Priuli & Verlucca, 2015).

Ele foi procurar se aquilo que conhecemos do Homem do Sudário tem alguma correspondência nas ciências humanas, históricas, arqueológicas, médicas, físicas, e até a numismática, segundo reportagem divulgada pela Unione Cristiani Cattolici Razionali – UCCR.

O autor registrou que as representações do rosto de Cristo já no século III evocam o rosto do Homem do Sudário.

Sob o reinado de Justiniano II (685-695), o rosto de Cristo foi reproduzido em moedas de ouro e prata. As características desse rosto coincidem de modo incrível com as do Sudário.

Em 705 o imperador Justiniano II fez cunhar outra moeda com o rosto de Jesus com rasgos mais semíticos, mas a partir de Miguel III os sucessivos imperadores retomaram a imagem do Sudário.

2015. Novo inquérito sobre o Santo Sudário.
2015. Novo inquérito sobre o Santo Sudário.
Sofisticadas técnicas de superposição com luz polarizada permitiram identificar mais de cem pontos de congruência nas moedas (Wangher M.V.e Wangher A.D., The impact of the Face Image on Art, Coins and Religions in the Early Centuries, Insert for CSST News, julho 2007).

Segundo Baima Bollone, especialista em numismática, “é evidente a dependência exclusiva do rosto do Santo Sudário […]. Hoje é fora de dúvida que o modelo adotado para difundir o rosto de Cristo foi o do Santo Sudário” (p. 32,34).

Baima Bollone também responde a objeções mostrando que o pano usado tinha grande valor, como indicam os Evangelhos, e que era usado raramente.

A arqueologia confirma a existência no mundo antigo de teares capazes de produzir panos da dimensão do Sudário.

Também prova que antes da era cristã já se conhecia e usava o tecido “em espinha de peixe”.

Sobre a existência no tecido de manchas de sangue e numerosos tipos de pólen há uma certeza granítica.

Os polens de plantas que só crescem em Edessa e Constantinopla confirmam a tradição segundo a qual o Santo Sudário passou por essas cidades.

Ian Wilson – historiador inglês e um dos muitos agnósticos que se converteram diante da imagem do Santo Sudário – sustenta que o Mandylion ou pano com o rosto de Cristo venerado pelas comunidades cristãs orientais e conhecido em Edessa desde o século VII, não era outro senão o Santo Sudário dobrado dentro de um relicário de modo a exibir só o rosto.

Temos diversos testemunhos da presença do Santo Sudário em Constantinopla. Nicolau Mesarite, guarda do palácio imperial de Bucoleone, registrou no ano 1201 as relíquias conservadas no local, entre as quais “os lenços sepulcrais de Cristo” que “envolveram o inefável cadáver, nu e embalsamado, após a Paixão”.

Moeda cunhada pelo imperador Justiniano II (687-692) Nela aparece Cristo com os rasgos do Santo Sudário.
Moeda cunhada pelo imperador Justiniano II (687-692).
Nela aparece Cristo com os rasgos do Santo Sudário.
A trasladação do Santo Sudário para Europa após a conquista de Constantinopla pelos cruzados em 1203-1204 é confirmada por testemunhas de diversas credibilidades.

O historiador inglês Ian Wilson e Barbara Frale defendem que o Santo Sudário chegou à Europa graças à Ordem dos Templários, que o guardaram até 1307, ano da dispersão da Ordem. Sobre o Santo Sudário e os Templários veja: Os templários veneravam o Santo Sudário e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano

A primeira certeza histórica inconteste sobre o Santo Sudário na Europa é um documento de Lirey do ano de 1356, o qual afirma que ele é propriedade de Geoffroy de Charny.

Refutando as diversas casuísticas históricas sobre o Santo Sudário que acabaram sendo esclarecidas, o autor Baima Bollone chega ao famoso caso do exame do Sudário com Carbono 14.

Jamais ninguém acreditou seriamente no resultado desse teste, que na sua época suscitou fortíssima polêmica.

Os defeitos de procedimento foram tantos e tão graves, que já antes de se publicitar o resultado, no qual ninguém mais acredita, afirmava-se a existência de um complô para desprestigiar o Santo Sudário.

Algumas outras farsas – como a produzida por Luigi Garlaschelli, que dizia ter encontrado o truque para produzir outro Santo Sudário – não resistiram à crítica científica séria. Sobre esta fraude, veja: Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico

A fraude de Garlaschelli e sua refutação não deixaram de ser interessantes. A este propósito, o físico Paolo Di Lazzaro, diretor de pesquisas no Centro Ricerche Enea de Frascati, explicou:

Réplica do Mandylion anterior ao ano 1249, conservada na catedral de Laon, França. O famoso ícone apresenta o rosto de Jesus com traços análogos ao do Santo Sudário
Réplica do Mandylion anterior ao ano 1249, conservada na catedral de Laon, França.
O famoso ícone apresenta o rosto de Jesus com traços análogos ao do Santo Sudário
“A mal sucedida cópia de Garlaschelli é mais uma demonstração de quanto é improvável que um falsário da Idade Média tenha podido fazer um Sudário sem microscópio, sem conhecimentos médico-legais, sem um laboratório químico equipado como o do Prof. Garlaschelli”.

A imagem do Santo Sudário mostrou-se impossível de ser falsificada, e até mesmo de ser reproduzida com as mais avançadas tecnologias.

As mais recentes tentativas com raios laser puderam apenas produzir um fac-símile de pequenas dimensões, pois não existem instrumentos tecnológicos para fazer uma imagem do tamanho do Santo Sudário.

Outro dado – que não reúne consenso – é a imagem registrada de duas moedas presentes no rosto do Sudário, as quais teriam sido cunhadas pelo próprio Pôncio Pilatos e que possuem as mesmas características – inclusive o mesmo erro (“Caicaros” em vez de “Kaicaros”) – de outra moeda procedente da mesma fundição, feita no ano 29-30.

Nenhum falsificador medieval teria podido tomar conhecimento da existência dessas moedas, identificadas apenas por estudos numismáticos do século XX.

O vasto leque de dados comparados presentes no livro do Prof. Baima Bollone, pondo na balança as teses favoráveis e as contrárias à autenticidade do Santo Sudário, leva a reconhecer que a única hipótese que se sustenta diante das provas da história e das ciências é que o Santo Sudário verdadeiramente envolveu o cadáver de Jesus. Isto o livro o demonstra muito bem.




Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo “envolveram a mesma pessoa”, concluiu inquérito


O professor Juan Manuel Miñarro ganhou celebridade criando imagens de Cristo de acordo com o Santo Sudário.
O professor Juan Manuel Miñarro ganhou celebridade
criando imagens de Cristo de acordo com o Santo Sudário.
Veja mais em: Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
O Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo “quase com inteira certeza envolveram o cadáver da mesma pessoa”, concluiu uma investigação que comparou as duas relíquias com base na Antropologia Forense e na Geometria.

O trabalho foi realizado pelo doutor em Belas Artes e professor de Escultura da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro, no contexto de um projeto do Centro Español de Sindonología (CES) sediado em Valencia, Espanha.

O estudo acresce aquilo que é afirmado há séculos pela tradição: que os dois tecidos pertenceram ao mesmo personagem histórico: Jesus de Nazaré.

Também confirma que o Santo Sudário teria sido o lençol funerário que envolveu o Corpo de Jesus quando Ele foi depositado no sepulcro, enquanto o Sudário de Oviedo seria o tecido que cobriu seu rosto na Cruz logo após morrer.

Os dois tecidos seriam aqueles que São Pedro e São Paulo acharam no sepulcro logo após a Ressurreição, segundo narra o Evangelho.

O professor Miñarro esclarece que a investigação “não prova por si só que essa pessoa seja exatamente Jesus Cristo, mas sim aponta muito claramente que esse é o caminho para demonstrar completamente que o Santo Sudário e o Sudário de Oviedo envolveram a cabeça do mesmo cadáver”, segundo ele explicou à agência Paraula.

A investigação identificou um número de coincidências entre ambas as relíquias que “supera com abundância o mínimo de pontos significativos ou de provas exigidas pela maioria dos sistemas judiciais do mundo para a identificação de pessoas, que é entre oito e doze, enquanto a nossa análise descobriu mais de vinte”.

As linhas craniométricas permitem identificar rostos. No caso do Homem do Sudário um rosto muito deformado pelas lesões
As linhas craniométricas permitem identificar rostos.
No caso do Homem do Sudário um rosto muito deformado pelas lesões
A investigação registrou “importantíssimas coincidências” nas principais características morfológicas (tipo, tamanho e distâncias entre as pegadas), o número e a distribuição das manchas de sangue, as pegadas peculiares das diversas lesões registradas nos dois lençóis e as superfícies deformadas.

Há “pontos que evidenciam a compatibilidade entre ambos os lençóis” na parte da fronte, onde há restos de sangue, no dorso do nariz, no pômulo direito e no queixo, que “apresentam diversas contusões”.

Miñarro sublinha que os dois tecidos apresentam diferenças morfológicas, mas aquilo “que parece inquestionável é que os pontos onde jorrou sangue se correspondem totalmente”.

As diferenças morfológicas nos tecidos podem se explicar por que “o contato com elas foi diverso” do ponto de vista da duração, modo de aplicação e intensidade do contato da cabeça com cada um deles e pela “elasticidade própria dos tecidos de linho”.

A conclusão é que as coincidências “são tais que ficou muito difícil achar que se trate de pessoas diversas”, sublinhou Jorge Manuel Rodríguez, presidente do CES.

“Chegamos a um ponto em que parece absurdo perguntar se todas essas feridas, contusões, inchaços… poderiam coincidir ‘em virtude de algum azar’. A lógica nos exige pensar que estamos falando da mesma pessoa”, concluiu.

As técnicas utilizadas são as da geometria – para o reconhecimento e a aplicação dos pontos craniométricos e das líneas anatômicas – e as da Antropologia Forense, que é a especialidade da Medicina encarregada de identificar os restos humanos.

Outros trabalhos científicos constataram a afinidade de pessoa em ambas relíquias.
Veja mais em: Concordâncias científicas entre o Sudário de Turim e o de Oviedo
O professor Miñarro utilizou fotografias em tamanho real das duas relíquias e superpôs as imagens com a ajuda de raios laser, acetatos e um programa informático, seguindo um procedimento utilizado na investigação criminalista.

Sua investigação foi desenvolvida durante dois anos, apoiada em diversos estudos prévios do EDICES que o patrocinou, mas também em estudos de outros investigadores, como Giulio Ricci, considerado pioneiro na comparação entre o Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo.

O médico forense Alfonso Sánchez Hermosilla e o engenheiro Guillermo Heras, vice-presidente de Investigação do CES, acharam que, aproveitando as técnicas habituais da Criminalística, o professor Miñarro:

“pôde localizar os pontos craniométricos mais significativos nos dois lençóis, tarefa relativamente simples no caso do Santo Sudário de Turim, mas extremamente complexa no caso do Sudário de Oviedo. Isso lhe permitiu reconstituir as proporções antropométricas e craniométricas” dos dois”.




Para matemático, chance de o Santo Sudário não ser verdadeiro é de uma em 200 bilhões


O matemático Bruno Barberis é professor de Mecânica Racional na Universidade de Turim
O matemático Bruno Barberis é professor de Mecânica Racional na Universidade de Turim
O matemático Bruno Barberis, professor de Mecânica Racional na Universidade de Turim, desenvolveu um cálculo estatístico sobre a probabilidade de o Santo Sudário ser efetivamente o lençol mortuário que envolveu o corpo de Jesus.

O cálculo tomou como ponto de partida a imponente massa de dados coletados por outras ciências e submetidos à crítica da comunidade científica.

O resultado do professor Barberis é que a chance de o Santo Sudário não ser verdadeiro é de uma em 200 bilhões.

O autor publicou seus resultados explicando o método empregado no trabalho “L’uomo della Sindone e il calcolo delle probabilità” (O homem do Santo Sudário e o cálculo de probabilidade, Bruno Barberis, in AaVv, “Sindone. Vangelo-storia-scienza”, Elledici 2010, pp.231-246).

Numa entrevista à agência Zenit o professor Barberis explicou como chegou a tal número.



“Trata-se de um cálculo feito para verificar a correlação entre a descrição que emerge da imagem que vemos no Santo Sudário e a narração da Paixão e morte de Jesus que lemos nos Evangelhos.

“Podemos avaliar de modo quantitativo a probabilidade de que o Homem do Sudário seja verdadeiramente o mesmo Homem do Evangelho?

“Pelos exames confirmados sabemos que se trata de um homem torturado e crucificado. Um dos muitos da História, considerando que a crucificação foi usada desde o século VII antes de Cristo até pelo menos a época do imperador Constantino.

“Trata-se de um período de pouco mais de mil anos, no qual se pode calcular talvez alguns milhões de crucificados e com certeza algumas centenas de milhares.

Cristo feito com base nos dados do Santo Sudário.
Feito pelo prof. Juan Manuel Miñarro.
Veja mais: Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
“Flávio Josefo nos conta que depois da destruição do templo de Jerusalém as crucificações de judeus duraram meses, com uma média de quinhentas por dia.

“Portanto, os números são elevados. Mas podemos deduzir algumas características do Santo Sudário ligadas a tudo o que aconteceu a esse homem em particular.

“Por exemplo:
–  os golpes no rosto,
– a fratura da cartilagem nasal,
– o hematoma no pômulo direito,
– as feridas nas arcadas ciliares,
– o casco de objetos pontiagudos sobre a cabeça que provocou uma trintena de feridas com suas respectivas hemorragias,
– o fato de ter carregado nas costas uma peça rústica e pesada que lhe provocou duas grandes chagas, que terá sido muito provavelmente a trave horizontal da cruz.

“Podemos acrescentar:

– o fato de ter sido flagelado, crucificado com pregos numa época em que se preferia cordas em lugar de pregos; o fato de ter sido ferido no tórax depois da morte;
– o fato de ter sido envolvido num pano fúnebre como se fazia só com as personalidades importantes, porque os ritos fúnebres custavam caríssimo e os crucificados em geral eram escravos ou prisioneiros de guerra, certamente não romanos, porque era proibido crucificar os cidadãos romanos.

“Também destacamos como o corpo ficou no lençol durante poucas horas, porque não se veem as manchas da decomposição que aparecem por volta de 50-60 horas depois da morte. Isso significa que esse corpo ficou no Sudário durante um número inferior de horas e depois foi tirado e nunca mais reposto.

“Todas essas características estão presentes no Santo Sudário e na narração evangélica de Jesus e coincidem na perfeição.”

O entrevistador perguntou ao matemático Bruno Barberis qual seria a probabilidade de que essas características se verificassem em algum outro homem crucificado ao longo da História.

O professor de Turim respondeu:

“A flagelação é um dado pouco significativo, porque era aplicada a pelo menos 80% dos crucificados. A crucificação com pregos é mais significativa, pois foi usada em pelo menos com 50% dos supliciados.

A coroação de espinhos foi um fato único acontecido ao Homem do Sudário.
Reconstituição da coroa de espinhos na amostra O homem do Sudário, Curitiba.
“Se examinarmos a coroa de espinhos sobre a cabeça, verificamos que é um caso único na História que conhecemos e certamente não era costume nas crucificações. Não poso garantir que tenha sido o único caso, mas sim que apresenta certamente uma probabilidade muito baixa.

“Inclusive a ferida no tórax está fora das normas: se se queria provocar a morte do crucificado, fraturavam-lhe as pernas. Além do mais, a ferida do lado foi infligida depois de ter morrido.

“Até a existência do Santo Sudário é um dado significativo: ninguém reclamava os corpos dos crucificados, que certamente não eram envoltos num pano que se costumava comprar dos comerciantes importadores.

“Os crucificados eram deixados sobre as cruzes ou sepultados em fossas comuns. Além do mais, o enterro foi feito com presteza e deve ter acontecido algo significativo por onde o corpo ficou poucas horas envolto no véu mortuário.

“Se atribuo a cada fato uma probabilidade matemática, a probabilidade geral de que estas condições se verifiquem num outro caso se obtém um número pequeníssimo: 1 entre 200 bilhões.

“Quer dizer, a probabilidade de que esses fatos possam se verificar ao mesmo tempo num outro crucificado é quase zero.

“Se tivessem sido crucificadas mais de duzentos bilhões de pessoas, eu poderia dizer que poderia haver uma probabilidade de um.

“Mas no caso isto equivale a dizer não pode ter acontecido algo do gênero, nem sequer a um só dos supliciados.

“Mas quando eu tenho dois casos que apresentam características similares – Jesus e o Homem do Sudário – e a probabilidade matemática de que eles coincidem é altíssima, eu tenho quase uma certeza”.




Santo Sudário: a imagem completa de um homem cruelmente crucificado (1)


Dra. Emanuela Marinelli
Com a segurança de quem conhece em detalhes toda a história do Santo Sudário, bem como as provas de sua autenticidade obtidas em rigorosas análises científicas, a Dra. Emanuela Marinelli responde às questões levantadas pelo Sr. Julio Loredo, correspondente de Catolicismo na Itália.

E a conclusão inescapável é que a imagem impressa na sagrada relíquia ‒ que se encontra em Turim, para veneração dos fiéis do mundo inteiro ‒ corresponde à imagem completa de um homem crucificado, estritamente de acordo com as narrativas dos Evangelhos sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Emanuela Marinelli é graduada em ciências naturais e geológicas, com habilitação para lecionar Matemática, Ciências Naturais, Química e Geografia. Trabalhou como contratada pelo Instituto de Estudo de Mineralogia da Universidade de Roma em 1974 e 1975.

Leciona desde 1976 em escolas públicas, e a partir de 1981 ensina Geografia física, política, econômica e turística no Instituto Profissional para Serviços Comerciais e Turísticos Júlio Verne, de Roma. Também lecionou iconografia, iconologia e simbologia cristã na Universidade Assunção, de Orvieto.


Veja vídeo
Santo Sudário: história
e "descoberta" fotográfica
Entre 1977 e 1985, tornou-se membro do Centro Romano de Sindonologia. Nesse centro, freqüentou o curso bienal de estudos do Sudário sobre a Paixão de Cristo, tornando-se depois professora dos referidos cursos. Após ter participado de um subsequente curso bienal de catequese ministrado pelo Vicariato de Roma, este lhe outorgou em 1987 o diploma de catequista especializada em Catequese da Paixão.
Como professora, participou em 1987 do primeiro curso de Sindonologia, realizado em Roma pelo Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor.

Entre 1988 e 1992, promoveu cursos de aperfeiçoamento para professores de Religião da diocese de Roma, sobre os tópicos relativos ao Sudário, tendo feito o mesmo em outras dioceses da Itália. A partir de 1977, profere conferências em diversas regiões da Itália e no exterior, escreve artigos em jornais e revistas, e participa de programas de rádio e televisão.

Abgar, rei de Edessa, recebe cópia do Santo Sudário na época de Cristo
Participou dos congressos sobre o Sudário realizados em Turim (1978), Bolonha (1981), Trani (1984), Siracusa (1987), Paris (1989), Cagliari (1990), Roma (1993), Nice (1997), Turim (1998), Richmond (1999), Rio de Janeiro (1999), Orvieto (2000), Dallas (2001), Paris (2002), Rio de Janeiro (2002) e Dallas (2005).

Em 1990, em colaboração com Orazio Petrosillo, escreveu para a Editora Rizzoli o livro La Sindone - Un enigma alla prova della scienza, traduzido para o inglês, francês, espanhol e polonês. Em 1996, para a Editora S. Paolo, o livro La Sindone, un immagine “impossibile”, traduzido para o português e o polonês.

Em 1997, para a Editora S. Paolo e em colaboração com Maurizio Marinelli, elaborou os textos para o CD-Rom Sindone viva, além de trabalhar para a sua realização. Escreveu em 1998 para a Editora Rizzoli, em colaboração com Orazio Petrosillo, o livro La Sindone - Storia di un enigma, edição atualizada daquela publicada em 1990; e para a Editora S. Paolo, em colaboração com Maurizio Marinelli, o livro Cosa vuoi sapere sulla Sindone?.

Em colaboração com Giulio Fanti, escreveu em 1999 o livro Cento prove sulla Sindone - Un giudizio probabilistico sull'autenticità. Em 2002, redigiu para a Editora Delta 3, em colaboração com Maurizio Marinelli, a obra La Sindone - Un incontro con il misterio. E em 2003, para a Editora Progetto Editoriale e em colaboração com Giulio Fanti, o livro La Sindone rinnovata - Misteri e certezze.

Ela figura entre os promotores do movimento Collegamento pro Sindone e da revista bimestral homônima, agora na internet, iniciativas para as quais trabalhou ativamente desde o início.

* * *
Catolicismo — O Santo Sudário é considerado a relíquia mais importante e a mais rica prova documental dos sofrimentos da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, e até de sua Ressurreição. Foi possível reconstituir seu itinerário do sepulcro de Jesus até Turim?

Santo Sudário e Cristo Pantocrator do mosteiro de Santa Catarina no Sinai, século V
Profa. Marinelli — No século II, existia em Edessa (atual Urfa, na Turquia) uma imagem especial da face de Jesus em tecido. Na Doutrina de Addaï, provavelmente do Apóstolo Judas Tadeu (uma composição siríaca que remonta ao fim do século IV), lê-se que Abgar V Ukama (o Negro), rei de Edessa na época de Cristo, estava doente.

Abgar enviou então seu arquivista e pintor Hannan a Edessa, o qual voltou dessa cidade com uma cópia da imagem de Cristo, pintada por ele, com uma carta que continha uma promessa de Jesus assegurando a incolumidade da cidade (foto ao lado).

No século VI, foi descoberta essa imagem da face de Jesus em tecido (acheropita, ou seja, que não foi feita por mãos humanas), dita Mandylion (lenço).

Em 944, após intenso assédio, os bizantinos arrebataram o Mandylion da autoridade islâmica do sultanato árabe de Edessa, e no dia 15 de agosto a relíquia chegou a Constantinopla.

Numerosas testemunhas e descrições relacionam o Mandylion com o Sudário, e com toda probabilidade ele era o próprio Sudário dobrado de outra maneira, permitindo que se visse somente a face.

Em 1204, Roberto de Clary, cronista da IV Cruzada, em sua obra A conquista de Constantinopla, registra que logo após a queda de Constantinopla em mãos dos cruzados ocidentais (14 de abril de 1204), um Sudário era exposto toda sexta-feira na igreja de Santa Maria de Blachernae; e que sobre aquela tela a figura de Cristo era claramente visível.

Passou pela mão dos templários
E acrescenta: “Mas ninguém sabe o que terá acontecido com o Lençol depois de conquistada a cidade”.

Em 1205, Teodoro Angelo-Comneno, irmão de Miguel I, déspota de Epiro e sobrinho de Isaac II, imperador de Bizâncio quando do assédio da cidade pela Cruzada latina, afirma que o Sudário se encontrou em Atenas.

Em 1208, Pons de la Roche doou ao arcebispo de Besançon, D. Amadeus de Tramelay, o Sudário que seu filho Othon de la Roche, duque latino de Atenas, lhe havia enviado de Constantinopla.

Em 1314, os Templários (ordem de cavalaria de cruzados) foram condenados como hereges, sob a acusação de praticar um culto secreto a uma face que parece ter sido reproduzida do Sudário. Um deles chamava-se Geoffroy de Charny.

Em 1356, Geoffroy de Charny, cavaleiro cruzado homônimo do precedente, arrebatou o Sudário dos cônegos de Lirey, localidade próxima de Troyes, na França. A preciosa tela permaneceu em sua posse pelo menos três anos. Sua esposa, Jeanne de Vergy, é bisneta de Othon de la Roche.

Em 1453, Margarida de Charny, descendente de Geoffroy, cedeu-o a Ana de Lusignano, mulher do duque Ludovico de Sabóia, que passou a custodiá-lo em Chambéry.

Ampliação do tecido
Em 1532, a urna de madeira revestida de prata, que guardava o Sudário na Santa Capela do castelo dos Sabóia, teve um dos lados arrebentado, sofrendo a relíquia danos notáveis.

Em 1578, o rei Emanuele Filiberto transferiu o Sudário para Turim a fim de abreviar a viagem de São Carlos Borromeu, que desejava venerá-lo para cumprir um voto. Este é o itinerário conhecido do Santo Sudário.

Catolicismo — Quais são as características do tecido do Sudário?

Profa. Marinelli — É um grande lençol de linho marcado pelo tempo. A manufatura rudimentar do tecido, a torção dos fios em Z (em sentido horário), a textura em diagonal 3 por 1, a presença de traços de algodão egípcio antiqüíssimo, a ausência de traços de fibra animal ‒ tudo isso torna verossímil a origem do tecido na área sírio-palestina do primeiro século.

Outros indícios importantes de autenticidade: grande abundância de pólen de origem médio-oriental, de aloé e mirra; presença de um tipo de carbonato de cálcio (aragonite) similar ao encontrado nas grutas de Jerusalém; uma costura lateral idêntica à existente nos tecidos hebraicos do séc. I provenientes de Masada, um local vizinho do Mar Morto.

Franco Testore, professor de tecnologia têxtil do Politécnico de Turim, sublinha que esse tipo de textura já era bem conhecido no Egito em 3400 a.C. E
Uma das flores identificadas: variedade de crisântemo

Pietro Savio, arquivista do arquivo secreto do Vaticano, publicou em 1973 as fotografias das guarnições em espinha de peixe das duas cruzes funerárias encontradas na necrópole de Antinoe (Alto Egito, início do século II).

Mechthild Flury-Lemberg, especialista em tecidos, nota que nos tecidos judaicos descobertos em Masada (atualmente no Estado de Israel) é documentada, no período compreendido entre 40 a.C. e a queda de Masada em 74 d.C, uma especial tipologia da borda igual àquela presente no Sudário.

Além disso, a costura longitudinal que une o tecido do Sudário à linha lateral assemelha-se a fragmentos de tecido das citadas descobertas de Masada.




(Fonte: “Catolicismo”, agosto de 2010)





Santo Sudário: a imagem completa de um homem cruelmente crucificado (2)


Imagem tridimensional, Curitiba. Foto: Luis Guillermo Arroyave
Catolicismo — Quais são os principais sinais da Paixão de Cristo presentes no Santo Sudário, da Agonia no Horto das Oliveiras até à Morte?

Profa. Marinelli — O Sudário é a imagem completa, frontal e dorsal de um homem cruelmente crucificado.

Seu corpo apresenta numerosas feridas, tendo-se comprovado tratar-se de sangue humano.

Portanto, a relíquia envolveu certamente o cadáver de um homem flagelado, coroado de espinhos, crucificado com cravos, transpassado ao lado por uma lança.

Tudo o que se observa no Sudário apresenta uma perfeita coincidência com os relatos dos quatro Evangelhos sobre a Paixão de Cristo, mesmo no tocante aos pormenores “personalizados” do suplício:

1) a flagelação como pena independente, muito intensa, como um prelúdio da crucifixão (120 golpes em vez dos ordinários 21, com um instrumento composto de três cordas, algumas munidas com dois pesos de osso pontiagudo);



2) a coroação de espinhos, fato de todo insólito; o carregamento do patíbulo, que é a trave horizontal da cruz;

3) a suspensão numa cruz com os cravos em vez da corda, que era o uso mais comum; a ausência de quebra de ossos;

4) a ferida ao lado, infligida após a morte, com efusão de sangue e linfa; a ausência de lavagem do cadáver (devida à morte violenta e a um sepultamento apressado);

5) o envolvimento do corpo em lençol precioso e a deposição numa tumba própria.

Catolicismo — Como esses sinais se conservaram impressos no Santo Sudário?

Profa. Marinelli — No Sudário foi envolvido o cadáver de um homem com o sangue já coagulado, mas o óleo perfumado com o qual o lençol estava embebido dissolveu parcialmente o coágulo.

Do aspecto das nódoas, produzidas por uma sucessiva dissolução parcial da crosta, se deduz que o corpo esteve em contato com o Sudário somente por volta de 36 horas, que é o tempo exato que se deduz do Evangelho para a permanência de Jesus na sepultura: o corpo foi colocado no sepulcro ao entardecer da sexta-feira; após 36 horas, até a aurora do dia depois do sábado, o Sudário foi encontrado vazio.

E as marcas de sangue que se observam no Sudário não têm sinal de movimento, nem mesmo nas extremidades.


O contato entre o corpo e o lençol cessou, sem que tivesse havido movimento do tecido.

As marcas de sangue e linfa presentes são irreproduzíveis por meios artificiais. Trata-se de sangue coagulado sobre a pele de um homem ferido, e novamente dissolvido pelo contato com o tecido úmido.

Além do sangue, no Sudário está a imagem do corpo que nele foi envolto.

Tal imagem, devido à degradação por desidratação e oxidação das fibras superficiais do linho, é comparável a um negativo fotográfico. É superficial, detalhada, tridimensional, térmica e quimicamente estável.

A lançada, reconstituicao na amostra 'O homem do Sudário', Curitiba. Foto: Luis Guillermo Arroyave
É resistente até à água, não é composta de pigmento, é privada de direção e não foi provocada pelo simples contato do corpo com o lençol: com o contato, o tecido toca ou não toca, não há meio termo.

Pelo contrário, no Sudário existe uma imagem na qual certamente não houve contato. Seus claro-escuros são proporcionais às diversas distâncias existentes entre o corpo e o tecido nos vários pontos de prega. Pode-se, pois, levantar a hipótese de um efeito à distância de tipo radiante.

Sob as marcas de sangue não existe imagem do corpo: o sangue, depositando-se primeiramente sobre o tecido, velou a camada debaixo do mesmo, enquanto sucessivamente se formava a imagem.

O grande mistério desse lençol é, pois, a imagem humana. Não é formada por pigmentos ou outra substância aplicada sobre o tecido. Não é devida a substância líquida.

É um amarelecimento extremamente superficial dos fios semelhantes, que se oxidaram e desidrataram. Um fenômeno idêntico ao provocado pela luz sobre um velho jornal abandonado ao chão.

Entretanto, não se trata de um amarelecimento difuso, mas localizado onde estava o corpo, de modo a formar o seu negativo; com um claro-escuro que permite reconstruir no computador a forma tridimensional de corpo igual, sem as deformações que seriam normais em se tratando de uma imagem plana como a que se observa no lençol.

Reconstituição na amostra 'O homem do Sudário', Curitiba. Foto: Luis G.Arroyave
A imagem formou-se depois de o sangue ter passado do corpo para o tecido, portanto após as 36 horas de contato, pois é certo que a imagem originou-se do cadáver.

Quaisquer manipulações sucessivas do lençol teriam tido o efeito de danificar as marcas de sangue, que são centenas de centenas.

Catolicismo — Como pôde um cadáver projetar sua imagem sobre o lençol, como se tivesse emitido um raio de luz?

Profa. Marinelli — Um grupo de físicos chegou a uma resposta próxima da que atende tal interrogação. Junto ao ENEA (instituição para as novas tecnologias, a energia e o ambiente) de Frascati (Roma), alguns tecidos de linho foram submetidos à irradiação com um laser excimer, aparelho que emite uma radiação ultravioleta de alta intensidade.

Os físicos foram assim obtendo um amarelecimento que, confrontado com a imagem do Sudário, mostra interessantes analogias e confirma a possibilidade de a imagem ter sido causada por uma irradiação ultravioleta direcional.

Quem crê na Ressurreição de Cristo não tem dificuldade em admitir que uma irradiação de luz possa ter acompanhado aquele acontecimento extraordinário, posto que no Evangelho lê-se que Jesus se transfigurou no Monte Tabor, tornando-se luminoso.

Imagem holográfica, Curitiba Foto: Luis Guillermo Arroyave
Catolicismo — Que tipo de sangue se encontra no Sudário? Existe prova de que o sangue seja de Nosso Senhor Jesus Cristo? Foi possível confrontá-lo com o sangue dos vários milagres eucarísticos?

Profa. Marinelli — Trata-se de sangue humano do grupo AB, que pela análise de DNA resulta ser muito antigo.

O grupo AB é o menos comum, encontra-se somente em cerca de 5% dos indivíduos.

Não há uma prova atestando que o sangue do Sudário pertença a Jesus, mas é interessante o confronto desse sangue com os estudos análogos realizados a respeito do milagre eucarístico de Lanciano (Chieti), o único estudado em laboratório.

No século VIII, na pequena igreja de São Legonziano, em Lanciano, um monge basiliano foi assaltado pela dúvida sobre a presença real de Cristo nas espécies eucarísticas.

Durante a celebração da Missa, no momento da Consagração, a hóstia tornou-se carne e o vinho transformou-se em sangue, que se coagulou em cinco glóbulos irregulares e diversos pela forma e grandeza.

Das pesquisas realizadas em 1970 por Odoardo Linoli, livre-docente em anatomia, histologia patológica, química e microscopia clínica na Universidade de Siena, comprovou-se que a carne surgida por ocasião do milagre de Lanciano é verdadeiro tecido miocárdico de um coração humano, e o sangue é autêntico sangue humano do grupo AB. Uma coincidência muito significativa.
Fim
___________

Nota: Para aprofundamentos da matéria: MARINELLI, Emanuela - O Sudário, uma imagem “impossível” - Paulus, São Paulo, 1998. Ver também: Emanuela Marinelli em www.sindone.info.

(Fonte: “Catolicismo” agosto de 2010)










10 comentários:

  1. PARA OS QUE TÊM FÉ, NÃO É NECESSÁRIA NENHUMA EXPLICAÇÃO... PARA OS QUE NÃO TÊM FÉ, NENHUMA EXPLICAÇÃO É POSSÍVEL... E A ESSES QUE ASSIM AGEM, PELA FALTA DE FÉ OU POR DUREZA DE ESPÍRITO, SÓ NOS RESTA REZAR POR ELES.

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    1. Fé ou vc tem ou não tem ! mesmo na época que Jesus operava milagre entre nós haviam os que diziam ser um impostor ...imagine 2000 anos depois,Eu vivo a presença dele todos os dias entre as pessoas sou enfermeira e já senti muitas vezes suas mãos sobre as minhas e muitas coisas que a ciência que estudei não explicar, curas inexplicáveis que para mim chama-se JESUS

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  2. Existe também um trabalho muito bem feito através de computação gráfica em 3D do rosto de CRISTO realizado a partir do SANTO SUDÁRIO, que foi apresentado em um programa do canal de TV HISTORY. Esse trabalho mostra um rosto que é o mesmo apresentado na capa do livro de Sébastien Cataldo e Thibault Heimburger publicaram “Le linceul de Turin” (Paris, 2009) contendo uma síntese das últimas descobertas no Santo Sudário.

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  3. Só duas perguntas: Se o incêndio aconteceu no anos de 1500 e a data por carbono 14 foi de 1300 ou se não era um pedaço do pano original a alteração da data, segundo as análises não teria que ser para depois de 1500? Por outro lado quem entregou os pedaços para serem analisados foi um membro da igreja, que conhecia o pano, porque pegou um pedaço que não era do pano original? Porque que ainda não pegaram uma nova amostra livre de erros e enviaram novamente para as mesmas universidade para novas análises?

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    1. As queimaduras do sudario existe muito antes de 1500, tanto é que na gravura do Manuscrito Húngaro de Preces do ano de 1192, o sudario é retratado com os buracos do incêndio. O fogo pode ter infectado o tecido, o que causa alteração na datação. Não é possivel fazer novos testes de datação por conta das bacterias do tecido.

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  4. "Eis o misterio da fé." <3 Ha alguns a nos assisti a uma palestra de um cientista sobre o sudario e o cientista disse que "o homem do sudário era especial, pois nenhum ser humano teria sobrevivido ao flagelo e não chegaria a se crucificado, já que morreria antes, por conta da quantidade de sangue perdido, entre outras coisas."

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  5. A PAZ DE CRISTO E O AMOR DA VIRGEM MARIA! Gosto muito dos artigos deste blog, e sempre que posso os divulgo! Mas neste, Luis Dufaur, se SUPEROU, nunca vi um ARTIGO TÃO BEM ESCRITO E DETALHADO COMO ESTE SOBRE O SANTO SUDÁRIO DE TURIM! Que Deus vos defenda e que a Virgem Maria te cubra com o seu Manto Sagrado! PARABÉNS! LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, PARA SEMPRE SEJA LOUVADO! SALVE MARIA!

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