segunda-feira, 21 de maio de 2018

As civilizações perdidas da Amazônia
e a evangelização dos indígenas

Reconstituição artística
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Após dez anos de pesquisas arqueológicas no Alto Xingu, cientistas do Brasil e dos EUA constataram que, antes de Colombo, os índios da região moravam em conglomerados comparáveis a algumas cidades da Grécia ou da Idade Média.

Há 2.000 anos, essas cidades de até 50 hectares eram dotadas de muros, praças e centros cerimoniais, e estavam ligadas por uma densa rede de estradas.

Excavações no Alto Xingu
Seus habitantes desmatavam, construíam canais, tinham roças, pomares, tanques para criar tartarugas, pescavam em larga escala e faziam uso contínuo e sistemático da terra.

As conclusões desses trabalhos foram sendo publicadas numa série de artigos da reputada “Science”, revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência (American Association for the Advancement of Science ‒ AAAS).

Na região amazônica de Beni, Bolívia, arqueólogos haviam observado de avião o traçado muito bem definido de canalizações e divisórias de roças, bem como a existência de intrigantes “terras negras”, que só podiam provir da adubação.

Os trabalhos tiveram dificuldades para avançar devido à hostilidade dos ambientalistas.

Para o escritor científico Charles C. Mann, autor de "1491", obra que ganhou o prêmio da U.S. National Academy of Sciences para o melhor livro do ano (2005), os ambientalistas temiam que o trabalho científico trouxesse um desmentido ao “prístino mito”.

O livro premiado sobre cidades perdidas
Segundo esse mito ideológico e teológico, antes da descoberta e evangelização de América, os índios viviam num relacionamento edênico com a selva amazônica.

Pertencendo eles, porém, ao gênero humano, é natural que fizessem o que os homens fazem e sempre fizeram: construir casas, cidades e estradas, plantar, criar animais para se alimentar, tecer para se vestir e acumular para garantir o sustento de seus filhos.

Muitas das observações dos cientistas já haviam sido parcialmente publicadas, e as fotos podem se obter na Internet.

O antropólogo Carlos Fausto e a linguista Bruna Franchetto, ambos do Museu Nacional, estiveram entre os pesquisadores no Alto Xingu; como também o arqueólogo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, autor principal do estudo.

Para Heckenberger, o planejamento urbano amazônico pré-Colombo era mais complicado que o da Europa medieval, e incluía, segundo Fausto, “uma distribuição geométrica precisa”.

A diferença dos tons de verde patenteia a adubação das terras em tempos remotos
Ficou assim comprovado que a Amazônia pré-colombiana viu florescer remarcáveis concentrações urbanas.

Na plenitude de sua expansão, a civilização do Xingu incluía 50 mil habitantes, dotados de autoridades políticas e religiosas que governavam as cidades menores a partir das principais.

Algumas de suas estradas – que podiam ter entre 20 e 50 metros de largura – foram identificadas como tendo cinco quilômetros de extensão. Para atravessar alagamentos foram construídas pontes, elevações de terreno e canais para canoas.

Também foram erigidas barragens que formavam lagos artificiais, sinais que mostram o grau de civilização daquele conjunto humano.

Os pesquisadores detectaram perto de 15 grupos principais de aldeias, espalhados numa superfície de dois milhões de hectares.

As cidades tinham formas geométricas, muros e fossos protetores, visíveis após o desmatamento
As tradições orais dos índios kuikuro – habitantes da região que, segundo Fausto, “têm um nome para cada uma das aldeias” – orientaram as pesquisas e foram confirmadas pelos achados. Existiram, portanto, civilizações política, religiosa, econômica e culturalmente definidas.

O arqueólogo Heckenberger sublinha que aquilo que até agora se supunha ser “uma floresta tropical virgem”, de fato é uma região altamente influenciada pela ação humana.

Segundo o arqueólogo, o planejamento urbano amazônico pré-histórico era mais complicado que o da Europa medieval. “Lá você tinha a “town” [vila] e a “hinterland” [zona rural] sem integração. Aqui estava tudo junto”, diz.

Mapa satelital das "cidades jardim" no Alto Xingu
“A organização espacial xinguana também denota uma hierarquia política entre vilas que remete às cidades-estado gregas. Cada “aglomerado galáctico” era um centro independente de poder, que provavelmente mantinha relações com outros aglomerados.

“Você não encontra uma capital da região”, diz Carlos Fausto. “O maior nível de organização é a vila cerimonial”.

Embora o escopo dos trabalhos no Alto Xingu e no Beni fosse apenas científico, eles acabaram por mostrar que o mito de uma floresta intocada é um sonho ideológico anti-histórico.

Uma propaganda da qual o ambientalismo e o comuno-tribalismo são useiros e vezeiros quer fazer crer que o próprio da cultura dos índios da Amazônia é de viverem como selvagens, vagando nus pelo mato e incapazes por natureza de constituir uma civilização.

Segundo tal propaganda, essa forma de vida selvagem seria uma fase da evolução do macaco ao homem.

Localização de "civilizações perdidas" já detetadas na Amazônia.
Fonte: "Washington Post"
E, mais ainda, os civilizados teríamos sido “desviados” da evolução “boa” pela civilização.

Agora se pode, a partir de dados científicos, sustentar com tranquilidade que a lamentável situação em que vivem certos índios não é decorrente de uma fatalidade cultural imposta pela “evolução”, mas sim uma decadência de povos que tiveram uma cultura mais alta.

Obviamente, esta constatação é um convite para ajudar esses índios a se recuperarem, inclusive do ponto de vista civilizatório.

As descobertas patenteiam um princípio que sempre orientou a obra missionária da Igreja: embora pagãos e decaídos, os índios são seres humanos beneficiados pelos frutos infinitos da Redenção conquistados por Nosso Senhor Jesus Cristo no alto da Cruz.

Assim, também a eles se aplica o mandamento evangélico: “Ide e evangelizai todos os povos”.

É portanto injusto e anticristão atribuir-lhes uma condição de entes integrados na floresta, privados de entrar em contato com a civilização, de progredir e receber a pregação da Palavra de Deus; em suma, de se tornarem parte da grei abençoada da Santa Igreja Católica.

Marcas das antigas cidades e vias de comunicação
Eles têm alma e estão chamados a serem filhos de Deus, a conhecerem a Igreja, a receber a graça divina e conquistar a vida eterna!

Se outra prova fosse necessária, os referidos achados arqueológicos apontam-nos como provenientes de um elevado estágio civilizatório que defeitos e/ou vícios morais rebaixaram até o lamentável estado em que se encontram.

Porém, nada disso pode ser empecilho para levar até eles as palavras de salvação da Igreja, a graça do batismo e os sacramentos, sinais sensíveis da graça divina.

E, junto com a vida sobrenatural, os tesouros culturais da Civilização Cristã.

As descobertas no Alto Xigu constituem assim mais um estímulo caritativo à obra de evangelização dos indígenas. Evangelização que é ponto de partida natural para uma cultura genuinamente cristã e brasileira.

Os silvícolas serão destarte beneficiados com a plenitude de bens hauridos pelos filhos de Deus na Santa Igreja Católica em decorrência da prática de seus santos e salutares ensinamentos.

Missão jesuítica, Concepción, Moxos, região amazônica boliviana.
Os indígenas mostraram excecionais capacidades artísticas
Os povos indígenas amazônicos possuem capacidades artísticas excepcionais.

O trabalho dos missionários dos bons tempos, como nesta Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia - mostra que uma civilização amazônica inteiramente original poderia surgir bafejada pelo espírito vivificador e civilizador da Igreja Católica.

Um falso missionarismo de fundo comunista quer, entretanto, impedir que esses povos saiam da antiga decadência e, até, quer empurrá-los de volta ao paganismo e à selvageria.

Veja vídeo
Música barroca nascida
no coração da Amazônia.
Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia.



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Descoberta confirmaria vida e existência do profeta Isaías

Fotocomposição: Isaias profetizou a Redenção. Detalhe de escultura de Aleijadinho.
Em destaque o selo achado que leva seu nome inscrito
Luis Dufaur
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O profeta Isaías é um dos maiores profetas do Antigo Testamento. O nome Isaías significa “Deus ajuda” ou “Deus é auxílio” e viveu entre 765 a.C. e 681 a.C.

Numa visão do trono de Deus no Templo rodeado de serafins, um anjo lhe purificou os lábios com brasas ardentes enquanto a voz de Deus lhe ordenava levar Sua mensagem ao povo.

Em seu livro, incluído na Bíblia, Isaías é o profeta que mais fala sobre o Messias prometido, Nosso Senhor Jesus Cristo, descrevendo-o como “servo sofredor” que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça.

O capítulo 53 profetiza nossa Redenção pelo Messias:

“Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas”. (Is 53:5)
Um serafim purifica os lábios de Isaias. Vitral na catedral de Bruxelas.
Um serafim purifica os lábios de Isaías. Vitral na catedral de Bruxelas.
Ele também profetizou que Nosso Senhor nasceria de Maria Virgem:

“o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco [Emanuel]” (Is 7,14).

No Novo Testamento há centenas de citações ou referências às suas predições, fato reconhecido até por não católicos:

“O Livro de Isaías contém muitas referências diretas e indiretas ao Messias, chamando-O de ‘Renovo do Senhor’” (Is 4.2), “rebento do tronco de Jessé” (Is 11.1), “meu servo [de Deus]” (Is 42.1), e “o meu escolhido [de Deus], em quem a minha alma se compraz” (Is 42.1).

“A Palavra declara que Ele é o herdeiro por direito ao trono de Davi (Is 9.7; cf. Lc 1.32-33) e diz que Ele autenticará Seu papel como Messias ao curar os cegos, os surdos e os aleijados (Is 29.18; Is 35.5-6; cf. Mt 11.3-5; Lc 7.22).

“Ele também estabelecerá a Nova Aliança (Is 55.3-4; cf. Lc 22.20) e um dia estabelecerá um Reino Messiânico sobre o qual reinará e no qual será adorado (Is 9.7; Is 66.22-23; cf. Lc 1.32-33; Lc 22.18,29-30; Jo 18.36)”. (apud “O Evangelho Segundo Isaías”

Ele viveu no reino de Judá entre os séculos VIII e VII a.C., durante os reinados de Ozias, Jotão, Acaz e Ezequias. Também participou na defesa de Jerusalém cercada pelo rei assírio Senaqueribe.

Isaías profetizou que uma Virgem daria a luz o Messias. Isaías aparece em afresco recentemente descoberto na Basílica de Santo Antonio em Pádua.
Isaías profetizou que uma Virgem daria a luz o Messias.
Isaías aparece em afresco recentemente descoberto na Basílica de Santo Antonio, em Pádua.
Mas, fora desta enorme contribuição registrada na Bíblia que constata documentalmente sua existência, não se tinha evidências arqueológicas, portanto materiais, da vida do profeta.

Mas, só até agora, comemorou Eilat Mazar, pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém:

“Nós encontramos a marca de um selo do século VIII a.C. que deve ter sido feita pelo próprio profeta Isaías a apenas três metros de onde havíamos descoberto uma impressão de selo do rei Ezequias de Judá”.

A descoberta foi anunciada por Eliat em seu artigo “Esta é a assinatura do profeta Isaias?” (“Is This the Prophet Isaiah's Signature?”) publicado na revista Biblical Archaeology Review.

O selo, ou mais propriamente “bula”, foi encontrado num sítio arqueológico em Ophel, área entre o Monte do Templo e a Cidade de Davi, usada na antiguidade como complexo residencial da família real em Jerusalém.

Os arqueólogos encontraram 34 pequenas peças de argila com impressões de “bulas”, com os nomes de seus donos.

Vista geral de Jerusalém com o campo arqueológico de Ophel, local do achado.
Vista geral de Jerusalém com o campo arqueológico de Ophel, local do achado.
Os pedaços de argila tinham apenas um centímetro de diâmetro.

Entre as peças, uma traz o nome do rei Ezequias.

Mas o artefato mais interessante tinha a inscrição “Yesha’yah”, o nome de Isaías em hebraico antigo, acompanhado pelas letras “N”, “V” e “Y”, as três primeiras da palavra “profeta” em hebraico.

O nome de Isaías está claro, mas há discussão sobre uma letra que faltaria para ter certeza da palavra “profeta”.

Para a Dra. Mazar, o lugar exato da letra foi perdido junto com a metade faltante da “bula”.

A inscrição completa deveria dizer “Pertencente a Isaías profeta”.

A Dra. Mazar aponta casos semelhantes verificados em outras descobertas.

E se a interpretação for correta teríamos a primeira prova material extra bíblica da existência do profeta e de que era reconhecido como tal durante sua vida, de acordo com matéria publicada pela “National Geographic”

O selo, ou bula, com o nome do profeta Isaías, desenterrado em Ophel.
O selo, ou bula, com o nome do profeta Isaías, desenterrado em Ophel.
O Antigo Testamento conta episódios em que Ezequias procurou Isaías, indicando que o profeta lhe era bastante próximo e que seria um dos principais conselheiros reais.

“Se for o caso de a peça ser realmente do profeta Isaías, então não seria surpresa encontrá-la perto de uma pertencente ao rei Ezequias dada à relação simbiótica entre o profeta Isaías e o rei Ezequias descrita na Bíblia”, acrescentou Mazar.

A Bíblia é o maior testemunho escrito da Antiguidade. Ela contém a palavra revelada e a ela devemos um assentimento de Fé, inclusive do ponto de vista histórico.

A veracidade inclusive histórica da Bíblia foi confirmada – e continua sendo-o – em inúmeras descobertas de valor científico que confortam às inteligências e corações de boa fé que possam ter dúvidas a respeito.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Pergaminho de 2.000 anos confirma o dilúvio universal

Pergaminho escrito há máis de 2.000 anos e encontrado em Qumran descreve o dilúvio.
Pergaminho escrito há máis de 2.000 anos e encontrado em Qumran
descreve o dilúvio.
Luis Dufaur
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O Museu de Israel, em Jerusalém, exibe por vez primeira vez um livro apócrifo do Gênesis, decifrado em um dos pergaminhos achados em Qumran, perto do Mar Morto, informou o jornal de Madri “El País”. 

Até o presente estava conservado numa sala climatizada construída especialmente para albergar os delicados manuscritos encontrados nas grutas de Qumran que têm mais de 2.000 anos de antiguidade, e que só podiam ser vistos pelos conservadores do museu.

Os Rolos do Mar Morto incluem quase 1.000 pergaminhos e papiros escritos em aramaico e hebraico. Eles foram encontrados em onze grutas das quase 300 vasculhadas em Qumran, no deserto de Judeia, perto do Mar Morto, entre 1947 e 1956.

O pergaminho agora exposto, ou Gênesis apócrifo, é um dos textos mais misteriosos dos primeiros sete rolos encontrados.

“Era de longe o documento em pior estado” explicou Adolfo Roitman, diretor do Santuário do Livro, ala do Museu que hospeda os manuscritos.

O pergaminho é do século I antes de Cristo e está escrito em aramaico. Contém o relato transmitido nos capítulos seis, sete e oito do Gênesis.

Dessa maneira temos outra fonte que nos fala de Abraão e Noé. Não se trata de uma mera reprodução da Bíblia, pois contém algumas diferencias ponderáveis, algo comum nos livros apócrifos.

O pergaminho está exposto numa urna de avançada tecnologia.
O pergaminho está exposto numa urna de avançada tecnologia.
A qualificação de “apócrifo” foi criada por São Jerônimo, autor da Vulgata latina, ou versão oficial da Bíblia católica, que o grande doutor da Igreja traduziu do hebraico para o latim.

Com sucessivos aperfeiçoamentos ordenados e aprovados pela Igreja é a versão oficial da Bíblia em nossos dias.

O termo “apócrifo” indica que o livro não foi inspirado por Deus e que não faz parte de nenhum livro oficial da Igreja.

Mas isso não os desqualifica como fonte de informação histórica complementar e a Igreja os recolhe e estuda.

Em muitos casos forneceram dados colaterais valiosos. Este é o caso do manuscrito em questão que fala especialmente do dilúvio.

Segundo o conservador Roitman “é sem dúvida uma cópia muito antiga de um texto original. A caligrafia da escrita está feita com muito esmero, sem erros, e isso naquela época só era possível tendo diante de si o documento que se ia copiar”.

Aspecto geral da sala de exposição dos manuscritos.
Aspecto geral da sala de exposição dos manuscritos.
O pergaminho exposto em Jerusalém, narra o fim do dilúvio universal em primeira pessoa, como se fosse o próprio Noé escrevendo a história.

Na versão oficial do Gênesis, a primeira coisa que fez Noé saindo da arca junto com sua família foi erigir um altar e oferecer um sacrifício a Deus. No apócrifo em questão se lê que Noé fez o sacrifício dentro da arca.

Em qualquer caso, estamos diante de um texto de outra procedência que confirma o essencial do relato bíblico do dilúvio, confirmando-o colateralmente como fato histórico.

Eis como o é descrito pela Bíblia Sagrada:


9. Esta é a história de Noé. Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus. (...)

12. Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção.

13. Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra. (...)

18. Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.

Arca de Noé. Afresco na igreja de São Maurizio, Milão.
Arca de Noé. Afresco na igreja de San Maurizio, Milão.
19. De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.

20. De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.

21. Tomarás também contigo de todas as coisas para comer, e armazená-las-ás para que te sirvam de alimento, a ti e aos animais.” (...)



11. No ano seiscentos da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do mês, romperam-se naquele dia todas as fontes do grande abismo, e abriram-se as barreiras dos céus.

12. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. (...)

18. As águas inundaram tudo com violência, e cobriram toda a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.

19. As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram todos os altos montes que existem debaixo dos céus;

20. e elevaram-se quinze côvados acima dos montes que cobriam. (...)

23. Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves dos céus, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.

24. As águas cobriram a terra pelo espaço de cento e cinquenta dias.



Miniatura mongol, reprodução contemporânea
de uma pintura sobre a Arca de Noé.
1. Ora, Deus lembrou-se de Noé, e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que estavam com ele na arca. Fez soprar um vento sobre a terra, e as águas baixaram. (...)

3. As águas foram-se retirando progressivamente da terra; e começaram a baixar depois de cento e cinquenta dias.

4. No sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, a arca parou sobre as montanhas do Ararat. (...)

18. Noé saiu com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.

19. Todos os animais selvagens, todos os répteis, todas as aves, todos os seres que se movem, sobre a terra saíram da arca segundo suas espécies.

20. E Noé levantou um altar ao Senhor: tomou de todos os animais puros e de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar.

21. O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração: “Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem porque os pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude, e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz.

22. Enquanto durar a terra, não mais cessarão a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o verão e o inverno, o dia e a noite.”


Narração parcial do dilúvio,  decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.  British Museum.
Outra fonte extra-bíblica do dilúvio é a narração parcial dele,
decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.
British Museum.
O apócrifo está muito deteriorado e por isso nem foi possível digitaliza-lo. Está escrito em 22 colunas, sendo que as últimas, da 18 à 22, são as melhor conservadas.

“Tem sua lógica porque permanecendo enrolado, os caracteres do final ficam menos expostos à luz e à umidade”, explicou Roitman.

O Gênesis apócrifo foi escrito com uma tinta muito sensível à luz e que provoca seu deterioro.

Por isso, os especialistas o instalaram numa urna especial coberta com um cristal inteligente que nunca é iluminado diretamente. O Gênesis apócrifo ficará exposto até junho.

O Gênesis apócrifo faz parte dos primeiros sete manuscritos encontrados em 1947 por pastores beduínos da tribo Tamireh. Eles acharam dez vasilhas de barro com tampa, algumas das quais continham documentos enrolados.

Os pastores venderam o achado a comerciantes de Belém que os revenderam. Três deles acabaram nas mãos do professor da Universidade Hebraica, Eleazar Sukenik.

O arcebispo Athanasius Yeshue Samuel do Mosteiro siríaco de Jerusalém que comprou os outros quatro e, por fim, os revendeu para o arqueólogo Yigael Yadin quem os repassou para o estado de Israel.

Muitos desses manuscritos versam sobre questões religiosas e teriam pertencido aos essênios, grupo religioso judaico que tomou distância da religião hebraica oficial achando que se afastara da religião de Moisés e dos profetas.

Discute-se se Nosso Senhor teve contato com os essênios, pois os escritos de Qumran falam de um personagem chamado Mestre de Justiça, observou “El País”.

Também esse poderia ter sido um chefe dos essênios que prefigurou Nosso Senhor.

Qumran, suas cavernas e seus segredos
Na medida em que foram sendo traduzidos, verificou-se que os famosos rolos continham transcrições de livros inteiros da Bíblia, de digressões teológicas e regras de vida para a comunidade, incluindo monges.

Aquela comunidade de judeus circuncidados, pertencentes à elite da sociedade, criticava muito os fariseus que constituíam a facção dominante no sacerdócio oficial e que eles consideravam de duvidosa ortodoxia.

Nesse ponto apresentam analogias com a impostação de Nosso Senhor face à Sinagoga prevaricadora.


Veja também: Tabuleta babilônica descreve a odisseia de Noé e o Dilúvio
A ciência à procura de indícios do Dilúvio
Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais



Vídeo: Pergaminho de 2.000 anos confirma o dilúvio universal




segunda-feira, 12 de março de 2018

Análises provam que a igreja do Santo Sepulcro
foi construída no tempo do imperador Constantino

Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Luis Dufaur
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A análise dos materiais recolhidos no trabalho de restauração do Santo Sepulcro permitiu fixar sua data no século IV. A esses trabalhos dedicamos vários posts resumidos em Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

A datação confirmou a tradição católica a respeito do local de sepultamento de Jesus Cristo, disse a Profa. Antonia Moropoulou, que chefiou os trabalhos de restauração que já tivemos ocasião de apresentar neste blog.

A informação foi divulgada pelo site “The Huffington Post”.

De fato, as análises confirmaram a tradição de que o imperador do Oriente, Constantino I, havia erigido uma igreja no local do Santo Sepulcro por volta de 300 anos depois da morte de Cristo.

As legiões romanas destruíram completamente Jerusalém no ano 70 d.C., inclusive o Segundo Templo, uma das maravilhas da Antiguidade, após uma insurreição dos judeus.

Cumpriram-se assim as profecias de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a destruição do magnífico Templo, centro exclusivo da religião judaica.

Uma consequência foi a diáspora do povo hebreu, como que religiosamente decapitado e cujo sacrifício central ficou extinto desde então, há quase dois mil anos.

1. Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-No apreciar as construções.

2. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído. (São Mateus, 24, 1-2).

segunda-feira, 5 de março de 2018

Milagre eucarístico?
40 hóstias intactas na igreja destruída por terremoto há ano e meio

Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
Luis Dufaur
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A igreja de Santa Maria Assunta, na cidade de Arquata, Itália, foi destruída pelo terremoto de 2016.

Tudo desabou e os restos, inclusive obras de arte, foram dados por perdidos, conta o jornal italiano “Avvenire”.

Um ano e meio depois da calamidade, uma equipe de carabinieri, gendarmaria italiana, especializada em bens culturais, comunicou que havia resgatado o tabernáculo e o conservava em custódia e que queria restitui-lo à diocese.

Aconteceu então a surpresa que evocou o milagre eucarístico de Siena de 1730.

Dentro do tabernáculo do século XVI, encontraram a píxide bem fechada, embora derrubada, e quarenta hóstias perfeitamente conservadas dentro dela.

Tinham passado um ano e meio no abandono, mas estavam pasmosamente íntegras, sem nenhum sinal de mofo ou alteração de espécie alguma.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Como foi Pôncio Pilatos? Evidências históricas e arqueológicas sobre o juiz mais injusto da História

Pilatos apresenta Jesus ao povo judeu para que escolha entre Ele e Barrabás, mistério de São Bento, Semana Santa, Sevilha
Pilatos apresenta Jesus ao povo judeu para que escolha entre Ele e Barrabás,
mistério de São Bento, Semana Santa, Sevilha
Luis Dufaur
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Os evangelistas nos descrevem com pormenor o procedimento do governador romano da Judeia Pôncio Pilatos durante a Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Porém, nada mais sabemos sobre esse personagem. Tampouco abundam sobre ele outras fontes históricas.

Entretanto, a agência católica ACI Digital republicou um apanhado de dados que nos permitem formar uma ideia sobre ele.

Em 1961, arqueólogos liderados pelo Dr. Antonio Frova descobriram em Cesareia Marítima, uma cidade romana na costa mediterrânea de Israel, uma pedra calcária que tinha inscrito o nome de Pôncio Pilatos.

Ela foi gravada em latim e posta numa das escadas do anfiteatro de Cesareia. A inscrição diz: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, dedicou ao povo de Cesareia um templo em honra a Tibério”.

A placa de 82 cm de largura e 68 cm de altura está atualmente no Museu de Israel, em Jerusalém.

A informação corresponde ao reinado do imperador Tibério entre os anos 14 e 37 d.C. e concorda o período do julgamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Concorda também com o cronograma bíblico descrito no Novo Testamento.

São Lucas, em seu Evangelho, se refere a Pilatos como governador romano da Judeia durante o reinado de Tibério César. (São Lucas 3, 1)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Florestas e ossadas na Antártica
do tempo que os continentes estavam unidos

O prof. Erik Gulbranson recolhe amostras nas colinas Allan, Antártica.
Luis Dufaur
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As zonas virgens da Antártica estão dando surpresas.

Os geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, EUA, liderados pelo professor Erik Gulbranson, por exemplo, escalaram o Promontório McIntyre, nas Montanhas Transantárticas e encontraram os restos petrificados de árvores que floresceram há por volta de 260 milhões de anos, segundo seus cálculos.

Esses são anteriores aos dinossauros.

Identificaram fragmentos de 13 exemplares que faziam parte de um bosque bastante distinto dos que existem hoje.

No fim do período Pérmico houve fenômenos que extinguiram o 90% das espécies antárticas, plantas e árvores.

“O mais surpreendente é que o padrão da vegetação mudava em todo o continente. Também mudava a densidade dos bosques”, explicou Gulbranson a “El Mundo” de Madri.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Novos achados sobre os ossos de São Pedro no Vaticano (4)

São Pedro, imagem de bronze na basilica vaticana
Luis Dufaur
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As relíquias que Margherita Guarducci identificou como sendo de São Pedro foram reconhecidas como tais pelo papa Paulo VI.

Em 26 de junho de 1968, ele anunciou a descoberta durante a audiência pública na Basílica Vaticana:

“Novas pesquisas, feitas com extrema paciência e cuidado, foram realizadas nos últimos anos, chegando a um resultado que nós, confortados pelo juízo de pessoas competentes, valorosas e prudentes, acreditamos ser positivo: as relíquias de São Pedro também foram, enfim, identificadas, de um modo que podemos considerar convincente, pelo qual louvamos a quem empregou tamanho e tão longo estudo, e grande esforço.

“Não se esgotam, com isso, as pesquisas, as verificações, as discussões e as polêmicas. Mas, de nossa parte, parece-nos um dever, no presente estado das conclusões arqueológicas e científicas, dar a vós e à Igreja este anúncio feliz, obrigados como somos a honrar as sagradas relíquias, sufragadas por uma séria prova de sua autenticidade [...];

“no caso presente, tanto mais solícitos e exultantes devemos ser, quando temos razões para considerar que foram encontrados os poucos, mas sacrossantos, restos mortais do Príncipe dos Apóstolos”.

Reintroduzidas no dia seguinte no lóculo do “muro dos grafites” (com exceção de nove fragmentos, que o Papa conservou em sua capela privada), as relíquias voltaram há poucos anos a ser expostas aos fiéis.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A ciência confirma: os ossos de São Pedro estão no Vaticano! (3)

"Muro dos grafitti"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O papa Pio XII dispôs uma escavação arqueológica sob o altar-mor da Basílica Vaticana. Essa aconteceu entre 1939 e 1949 e foi levada a cabo por quatro estudiosos de arqueologia, arquitetura e história da arte.

Tratou-se de Bruno Maria Apollonj-Ghetti; Pe Antonio Ferrua, S.J.; Enrico Josi e Pe. Engelbert Kirschbaum, S.J.; sob a direção de dom Ludwig Kaas, secretário da Insigne Fábrica de São Pedro.

Eles encontraram o monumento de Constantino, um paralelepípedo com cerca de três metros de altura, revestido de mármore pavonáceo e pórfiro.

Escavando ao longo dos lados do monumento constantiniano encontraram debaixo dele o túmulo de Pedro.

As escavações revelaram uma pequena capela, formada por uma mesa sustentada por duas pequenas colunas de mármore e apoiada num muro rebocado e pintado de vermelho (o chamado “muro vermelho”) em posição correspondente à de um nicho; no chão, diante do nicho, sob uma pequena laje, um túmulo escavado diretamente na terra.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Testemunho unânime da Tradição sobre a presença dos ossos de São Pedro no Vaticano ‒ (2)

Urna com as relíquias de São Pedro como pode ser vista hoje
Luis Dufaur
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Do ponto de vista histórico, tal vez nenhum túmulo do mundo esteja tão apoiado em documentos de época, quanto o de São Pedro na Basílica Vaticana.

O lugar da sepultura havia sido mencionado pela primeira pelo presbítero Gaio, nos tempos do papa Zeferino (entre 198 e 217):

“Posso mostrar-te os troféus dos apóstolos [Pedro e Paulo]. Se quiseres dirigir-te ao Vaticano ou à Via de Óstia, encontrarás os troféus daqueles que fundaram esta Igreja [de Roma]” (in: Eusébio de Cesareia, História eclesiástica, II, 25, 7). Gaio entendia por “troféu” o corpo do mártir.

O martírio de Pedro é confirmado por Tertuliano, que, por volta do ano 200, escreve que a preeminência de Roma está ligada ao fato de que três apóstolos, Pedro, Paulo e João, nessa cidade ensinaram, tendo sido os dois primeiros mártires nela (cf. A prescrição contra os hereges, 36).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano?
‒ 1. A origem da dúvida

São Pedro, imagem em bronze paramentada, basílica vaticana
Luis Dufaur
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A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.

A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).

Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.

No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.

São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Os nomes do Zodíaco: indício da união inicial dos homens
e de sua posterior dispersão?

Zodíaco
Luis Dufaur
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O Pe. Théoophile Moreux como astrônomo tinha paixão pelo Céu e pela história da própria astronomia. Esse interesse o pôs diante de realidades surpreendente.

É dado certo que os documentos mais remotos sobre o Zodíaco são caldeus. O Zodíaco é o conjunto de constelações cortadas pelo caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano.

Está composto de 13 constelações ‒ a 13ª foi acrescentada em 1930 pela União Astronômica Internacional.

Elas evocam, com esta ou aquela dose de imaginação, certas figuras de onde tiram o nome. Estes nomes apareceram 3.000 anos antes de Cristo.

Mas, o estudo das constelações mostra que há uma posição terrestre para vê-las de modo que coincidam com o nome. Esse estudo conduz a um local de observação bastante aproximado.

Não é nem a Índia, nem o Egito, mas a Ásia Menor, mais provavelmente a Armênia. Os armênios teriam dado esses nomes às formações estelares com maior ou menor fantasia.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astrônomo defende com computador
a existência da estrela de Belém

Luis Dufaur
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O astrônomo Mark Thompson, membro da Royal Astronomical Society de Londres e apresentador de astronomia no The One Show da BBC, realizou um estudo científico que explicaria a natureza da estrela que conduziu os Reis Magos até Belém, confirmando a narração do Evangelho de São Mateus.

Usando registros históricos e simulações de computador que permitem mapear a posição das estrelas e dos planetas em torno da data em que Jesus nasceu, Thompson defende que nessa época houve um evento astronômico incomum.

Segundo ele, entre setembro do ano 3 a.C. e maio do ano 2 d.C. houve três “conjunções” onde o planeta Júpiter e a estrela Regulus passaram perto um do outro no céu da noite estrelada.

A estrela Regulus ‒ literalmente “pequeno rei” ‒ está no plano dos planetas e não raro ela aparece próximo a um dos planetas.

1ª) Júpiter cruzou com Regulus por vez primeira seguindo seu movimento habitual rumo ao leste.

2ª) Depois apareceu revertendo o caminho e cruzou a estrela novamente, desta vez em direção oeste.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pedra do Mar Morto: aponta como o Messias viria,
como Jesus veio, e como virá no fim dos tempos

'Pedra de Gabriel': 87 linhas
Luis Dufaur
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Foi exposta em Jerusalém uma lápide do fim do século I a.C. cujo texto – considerado “misterioso” pelos especialistas – foi escrito com tinta em caracteres hebraicos, noticiou o “Boston Herald”.

É a chamada “Pedra de Gabriel”, ou “Visão de Gabriel”, segundo o Prof. Ada Yardeni, pelo fato de o arcanjo aparecer como figura central.

A pedra mede um metro de altura e foi descoberta no ano 2000 na margem oriental do Mar Morto, por um beduíno da Jordânia.

Análise da terra colada à pedra revelou uma composição química que só se encontra nessa região.

O escrito tem 87 linhas e está dividido em duas colunas. Trata-se de um texto profético anotado quando ainda existia o Templo que Jesus frequentou.

Os especialistas consideram a “Pedra de Gabriel” um pórtico que ajuda a entender as ideias que circulavam na Terra Santa sobre o Messias pouco antes de Jesus nascer.

O método de gravar com tinta sobre a pedra e não entalhar, como era o costume, é único.

Nada se achou de semelhante na região do Mar Morto até o presente.

“A ‘Pedra de Gabriel’ é em certo sentido uma espécie de Rolo do Mar Morto escrito sobre uma pedra”, sustenta James Snyder, diretor do Museu de Israel.

Ela provém da mesma época e utiliza caligrafia idêntica à de alguns dos Rolos do Mar Morto, entre os quais se contam os mais antigos manuscritos hebraicos da Bíblia.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Milenar basílica submersa reaparece em Niceia

Basílica submersa de Niceia, local regado pelo sangue de um mártir
e sede do primeiro Concílio da Igreja Católica
Luis Dufaur
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Os fundamentos de uma basílica bizantina de 1.600 anos, que repousam no leito de um lago no noroeste da Turquia, estão sendo analisados por arqueólogos, noticiou “Aleteia”.

“Nós encontramos as ruínas da igreja. É a planta de uma basílica com três naves”, disse Mustafa Şahin, professor de arqueologia da Universidade Bursa Uludağ, ao Hurriyet Daily News, o jornal em inglês mais antigo da Turquia.

Os alicerces da igreja se encontram entre um metro e meio e pouco mais de dois sob a água no lago Iznik, em Bursa, Turquia.

A antiga basílica foi localizada por fotografias aéreas tiradas em 2014 durante um inventário de objetos históricos e culturais, segundo o Hurriyet Daily News.

Sahin calcula que a igreja foi construída no século IV, em homenagem a São Neófito, martirizado no ano 303, durante as perseguições do imperador romano Diocleciano.

São Neófito foi para Niceia, cidade do império romano que ficava na Ásia Menor, no noroeste da atual Turquia, para pregar a fé e increpar duramente o paganismo.

A basílica foi erigida no local onde ele foi martirizado pelos soldados romanos.

Segundo as crônicas, os verdugos enfurecidos suspenderam o santo em uma árvore, chicotearam-no com tiras de boi e rasparam seu corpo com garras de ferro.