segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Florestas e ossadas na Antártica do tempo que os continentes estavam unidos

O prof. Erik Gulbranson recolhe amostras nas colinas Allan, Antártica.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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As zonas virgens da Antártica estão dando surpresas.

Os geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, EUA, liderados pelo professor Erik Gulbranson, por exemplo, escalaram o Promontório McIntyre, nas Montanhas Transantárticas e encontraram os restos petrificados de árvores que floresceram há por volta de 260 milhões de anos, segundo seus cálculos.

Esses são anteriores aos dinossauros.

Identificaram fragmentos de 13 exemplares que faziam parte de um bosque bastante distinto dos que existem hoje.

No fim do período Pérmico houve fenômenos que extinguiram o 90% das espécies antárticas, plantas e árvores.

“O mais surpreendente é que o padrão da vegetação mudava em todo o continente. Também mudava a densidade dos bosques”, explicou Gulbranson a “El Mundo” de Madri.

Vegetal comparável a uma samambaia petrificado na Antártica
Vegetal comparável a uma samambaia petrificado na Antártica
Segundo ele, e outros cientistas, a Antártida “era mais úmida e cálida do que agora”, provavelmente comparável a atual Sibéria no hemisfério norte. Grandes sistemas fluviais atravessavam o continente e havia grandes lagos.

Quando existia o bosque cujos restos fossilizados foram descobertos pela equipe, a superfície terrestre estava agrupada em dois enormes continentes, um no norte e outro no sul.

A Antártida formava parte de Gondwana, o continente do Hemisfério Sul e que incluía a América do Sul, a África, a Índia e a Península Arábica.

A descoberta de fósseis vegetais no continente gelado, além de ossadas de sáurios gigantescos, já tem mais de um século.

O britânico Robert Falcon Scott (1868-1912) e seus colegas reuniram por volta de 18 quilos de pedras fossilizadas que continham plantas com sementes.

Hoje já há centenas de fósseis provando que a Antártida foi um território propicio para a vida.

Como teria sido Gondwana, o superconjunto antes da separação dos continentes do hemisfério sul.
Como teria sido Gondwana, o superconjunto antes da separação dos continentes do hemisfério sul. Para um arquivo maior clique AQUI
Em 2006 uma equipe argentina desenterrou um esqueleto completo de um plesiosaurio: réptil marítimo de 1,5 metros. Os cientistas acreditam que ele vivia num oceano muito mais cálido que agora.

E é apenas uma das diversas espécies de dinossauros identificados no continente branco.

Também foram identificados fósseis de aves da mesma época.

Jane Francis, da Universidade de Leeds, Grã-Bretanha, fez mais de uma dezena de expedições à Antártica e encontrou os restos mais recentes das últimas árvores que cresceram no continente.

Pangea no momento em que todos os continentes estavam unidos. Segundo o Instituto de Geofísica da Universidade de Austin, Texas, EUA
Pangea no momento em que todos os continentes estavam unidos.
Segundo o Instituto de Geofísica da Universidade de Austin, Texas, EUA
Uma outra floresta de 37 exemplares foi revelada a poucos quilômetros da descoberta de Gulbranson e sua equipe por especialistas em vegetais, fungos e outras disciplinas que viajaram de helicóptero até as vizinhas colinas Allan.

É a segunda maior floresta dentre uma dúzia já encontrada no continente gelado, segundo o United States Antartic Program.

Como é que essa vida desapareceu? As hipóteses correm no sentido de um grande evento vulcânico que teria provocado ou estaria ligado a meses de escuridão e, obviamente, a um esfriamento mortal.

Na Antártica existe, ainda ativo, um grande sistema vulcânico em parte submerso, que poderia ter explodido catastroficamente, segundo Gulbranson.

Um evento assim poderia se repetir, embora as chances sejam muito remotas? Então o que se faria para sobreviver e não sermos extintos? indagou o cientista.

Os fragmentos de árvores fossilizadas poderão contar a história do que aconteceu.

Além da importância científica das descobertas, esses levantam para o leitor comum algumas questões intrigantes, inclusive religiosas.

Não é a primeira vez que cientistas reputados com provas materiais na mão nos falam de uma época em que os continentes estavam em contato.

Essa conexão ou união ajuda a compreender como foi possível a dispersão dos homens por todos os continentes hoje separados por oceanos, mares e canais importantes.

Como um continente povoado de bosques e animais pode ter sido morto pelo frio
Como um continente povoado de bosques e animais pode ter sido morto pelo frio
Os degradados filhos de Adão e Eva teriam se multiplicado e espalhado por uma superfície ainda unida até que aconteceu a deriva dos continentes.

O que é que aconteceu para eles se separarem? Essa deriva foi lenta e passou despercebida?

Ou, como sugere a hipótese partilhada pelos geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee citados, e que é também de outros especialistas, houve um cataclismo imenso de tipo vulcânico ou outro que provocou a separação dramática num período historicamente curto de trevas e abalos?

A Criação e a expulsão do Paraíso. Nesta pintura do século XV também a Terra aparece toda unida. Giovanni Di Paolo  (1403 — 1482). Metropolitan Museum of Art, New York City.
A Criação e a expulsão do Paraíso. Nesta pintura do século XV também a Terra aparece toda unida.
Giovanni Di Paolo  (1403 — 1482). Metropolitan Museum of Art, New York City.
Por cima do que pode ter havido, uma coisa e certa: a mão de Deus estava agindo e conduzindo o andamento de todo o planeta com seu poder onipotente.

Os cientistas descreverão de futuro os aspectos materiais daquele gigantesco evento.

Mas, em qualquer caso, o que houve não foi fruto de um acaso descontrolado, mas obedeceu a um superior plano divino.

E é para a sabedoria do Criador e sustentador do Universo, e da onipotência suplicante de Sua Mãe Santíssima que nossos olhos devem estar sempre atentos.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Novos achados sobre os ossos de São Pedro no Vaticano (4)

São Pedro, imagem de bronze na basilica vaticana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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As relíquias que Margherita Guarducci identificou como sendo de São Pedro foram reconhecidas como tais pelo papa Paulo VI.

Em 26 de junho de 1968, ele anunciou a descoberta durante a audiência pública na Basílica Vaticana:

“Novas pesquisas, feitas com extrema paciência e cuidado, foram realizadas nos últimos anos, chegando a um resultado que nós, confortados pelo juízo de pessoas competentes, valorosas e prudentes, acreditamos ser positivo: as relíquias de São Pedro também foram, enfim, identificadas, de um modo que podemos considerar convincente, pelo qual louvamos a quem empregou tamanho e tão longo estudo, e grande esforço.

“Não se esgotam, com isso, as pesquisas, as verificações, as discussões e as polêmicas. Mas, de nossa parte, parece-nos um dever, no presente estado das conclusões arqueológicas e científicas, dar a vós e à Igreja este anúncio feliz, obrigados como somos a honrar as sagradas relíquias, sufragadas por uma séria prova de sua autenticidade [...];

“no caso presente, tanto mais solícitos e exultantes devemos ser, quando temos razões para considerar que foram encontrados os poucos, mas sacrossantos, restos mortais do Príncipe dos Apóstolos”.

Reintroduzidas no dia seguinte no lóculo do “muro dos grafites” (com exceção de nove fragmentos, que o Papa conservou em sua capela privada), as relíquias voltaram há poucos anos a ser expostas aos fiéis.

Basílica de São João de Latrão, Roma: urnas com as cabeças de São Pedro e São Paulo
Dentro das pesquisas realizadas por Guarducci, foi também feito o reconhecimento científico das relíquias que uma tradição medieval identificava como provenientes da cabeça de Pedro.

Elas estavam desde o século VIII no Sancta Sanctorum, para lá transferidas pelo papa Urbano V, em 16 de abril de 1369, no interior de um dos dois bustos que se encontram atualmente dentro do baldaquino da Basílica de Latrão.

Ali estão expostas à veneração dos fiéis, certificados pela Igreja e pela ciência de cultuar os restos mortais do Príncipe dos Apóstolos.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)



O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.


Cripta do túmulo de São Pedro em 360º (GIRE COM O MOUSE EM TODOS OS SENTIDOS)





FIM

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A ciência confirma: os ossos de São Pedro estão no Vaticano! (3)

"Muro dos grafitti"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O papa Pio XII dispôs uma escavação arqueológica sob o altar-mor da Basílica Vaticana. Essa aconteceu entre 1939 e 1949 e foi levada a cabo por quatro estudiosos de arqueologia, arquitetura e história da arte.

Tratou-se de Bruno Maria Apollonj-Ghetti; Pe Antonio Ferrua, S.J.; Enrico Josi e Pe. Engelbert Kirschbaum, S.J.; sob a direção de dom Ludwig Kaas, secretário da Insigne Fábrica de São Pedro.

Eles encontraram o monumento de Constantino, um paralelepípedo com cerca de três metros de altura, revestido de mármore pavonáceo e pórfiro.

Escavando ao longo dos lados do monumento constantiniano encontraram debaixo dele o túmulo de Pedro.

As escavações revelaram uma pequena capela, formada por uma mesa sustentada por duas pequenas colunas de mármore e apoiada num muro rebocado e pintado de vermelho (o chamado “muro vermelho”) em posição correspondente à de um nicho; no chão, diante do nicho, sob uma pequena laje, um túmulo escavado diretamente na terra.

Túmulo de São Pedro desde a nave central da basílica
A pequena capela, que pode ser datada do século II, logo foi identificada como sendo o “troféu de Gaio”.

Tratava-se do mais primitivo túmulo que guardou originalmente as relíquias.

Mas o túmulo encontrado estava vazio, pois as relíquias foram transferidas posteriormente.

O monumento constantiniano havia englobado também uma outra estrutura, ao lado da capela, um pequeno muro perpendicular ao “muro vermelho”.

Esse pequeno muro foi denominado “muro dos grafitos”, pois, na face oposta à capela, continha um grande número de grafitos sobrepostos uns aos outros, anteriores ao próprio Constantino.

No interior do pequeno muro, havia sido escavado em tempos antigos, seguramente depois da inserção dos grafitos e antes do arranjo definitivo do monumento constantiniano, um lóculo em forma de paralelepípedo revestido de mármore em toda a base e, até uma certa altura, nos quatro lados, um dos quais, o ocidental, terminava justamente no “muro vermelho”.

Segundo a reconstrução elaborada mais tarde pela arqueóloga Margherita Guarducci, desse lóculo havia sido retirada grande parte do material que continha.

“Pedro está aqui”

Dali provém um importantíssimo documento. Trata-se um fragmento extremamente pequeno (3,2 x 5,8 cm) de reboco vermelho, sobre o qual está grafitado, em grego, a expressão “PETR[Oc] ENI”, ou seja, “Pedro está aqui”.

Túmulo de São Pedro, visto desde a cripta
Os estudos de Guarducci entre 1952 e 1965, levaram à decifração dos grafitos mostrando que estes continham uma ampla série de invocações a Cristo, a Maria e a Pedro, sobrepostas e combinadas.

Os mesmos estudos, compostos de pesquisas complexas e bem articuladas, realizadas com o máximo rigor científico, permitiram constatar que nesse lóculo tinham ficado as relíquias de Pedro depois de retiradas do túmulo escavado na terra.

Onde estavam então as relíquias?

Encontravam-se numa pequena caixa extraída daquele mesmo lóculo durante as excavações dos cientistas e guardada nas dependências das Grutas Vaticanas.

Depois de analisados, os restos mortais revelaram-se pertencentes a um só homem, de compleição robusta, que morrera em idade avançada.

Tinham incrustações de terra e mostravam terem sido envolvidas num pano de lã colorida de púrpura, com trama de ouro.

As relíquias eram compostas de fragmentos de todos os ossos do corpo, exceto dos ossos dos pés, dos quais não havia o menor vestígio.

Esse pormenor, realmente singular, não podia deixar de trazer à memória a circunstância da crucifixão inverso capite (de cabeça para baixo), atestada por antiga tradição como símbolo da humildade de Pedro.

Os resultados desse tipo de crucifixão, ou seja, a separação dos pés, eram visíveis nos restos do corpo encontrado.

Crucifixão de São Pedro. Massaccio, Pisa
A mesma circunstância correspondia perfeitamente a um conhecimento bem sólido, do ponto de vista histórico: o do costume romano de tornar espetaculares as execuções dos condenados à morte.

O cadáver dos executados, privado do direito de sepultura, era abandonado no lugar do suplício.

Foi o que ocorreu a Pedro, levado à morte sem nenhuma distinção, entre muitos outros; só quando foi possível recuperar o corpo é que o apóstolo foi sepultado na terra, da maneira mais humilde – provavelmente às pressas, no lugar mais próximo à disposição.

O arqueólogo Antônio Ferrua descobriu ainda características das substâncias químicas contidas na ossada, pertencente a um homem que viveu a maior parte de sua vida próximo do Lago de Tiberíades, na Galileia.

Por fim, no encerramento do Jubileu de 1950, Pio XII deu o anúncio do reconhecimento da sepultura de Pedro, que uma tradição antiquíssima e unânime também atestava, e a ciência arqueológica confirmava.

“Nos subterrâneos da Basílica Vaticana estão os fundamentos da nossa fé. A conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde um claríssimo ‘sim’: o túmulo do Príncipe dos Apóstolos foi encontrado”.

Porém, as investigações prosseguiram.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana

O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)



O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Testemunho unânime da Tradição sobre a presença dos ossos de São Pedro no Vaticano ‒ (2)

Urna com as relíquias de São Pedro como pode ser vista hoje
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Do ponto de vista histórico, tal vez nenhum túmulo do mundo esteja tão apoiado em documentos de época, quanto o de São Pedro na Basílica Vaticana.

O lugar da sepultura havia sido mencionado pela primeira pelo presbítero Gaio, nos tempos do papa Zeferino (entre 198 e 217):

“Posso mostrar-te os troféus dos apóstolos [Pedro e Paulo]. Se quiseres dirigir-te ao Vaticano ou à Via de Óstia, encontrarás os troféus daqueles que fundaram esta Igreja [de Roma]” (in: Eusébio de Cesareia, História eclesiástica, II, 25, 7). Gaio entendia por “troféu” o corpo do mártir.

O martírio de Pedro é confirmado por Tertuliano, que, por volta do ano 200, escreve que a preeminência de Roma está ligada ao fato de que três apóstolos, Pedro, Paulo e João, nessa cidade ensinaram, tendo sido os dois primeiros mártires nela (cf. A prescrição contra os hereges, 36).

Clemente Romano, no ano 96, escreveu:

“Levemos em consideração os bons apóstolos: Pedro, que por inveja injusta suportou não um, nem dois, mas muitos sofrimentos, e assim, depois de ter dado testemunho, encaminhou-se para o merecido lugar da glória. [...]

“Em torno desses homens [Pedro e Paulo], que se comportaram piamente, reuniu-se uma grande multidão de eleitos, os quais, depois de terem sofrido por inveja muitos ultrajes e tormentos, tornaram-se entre nós belíssimo exemplo”.

Entre muitos outros testemunhos históricos pode se citar os de:

Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola catequética em Alexandria afirmou: “Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve fosse crucificado de cabeça para baixo”.

Santos Agostinho, Gregório, Ambrósio, Jerônimo
Santo Ireneu (130 - 202), bispo de Lião referiu:

“Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo”.

E ainda “Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.”

E acrescentou: “Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.”

Tertuliano (155-222 d.C.):

“A Igreja também dos romanos publica ‒ isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas ‒ que Clemente foi ordenado por Pedro.

“Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!” ‒ e fala da Igreja Romana, “onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.”

São Eusébio (263-340 d.C.) bispo de Cesareia, escreveu a “História Eclesiástica” onde narra a história da Igreja das origens até 303, e diz: “Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade.”

Santo Ireneu
Santo Epifânio (315-403 d.C.), bispo de Constância falando da sucessão dos Bispos de Roma, registrou:

“A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc..”

Doroteu: “Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.”

Optato de Milevo: “Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou.”

São Cipriano (martirizado em 258), bispo de Cartago (norte da África), no livro De Ecclesiae Unitate diz: “A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal."[28]

E o grande Santo Agostinho (354 - 430): “A Pedro sucedeu Lino.”

São Pedro morreu nos jardins de Nero, no Vaticano, ao lado de uma grande multidão de cristãos, na perseguição desencadeada por esse imperador.

É ao ano de 64, ano do início das perseguições que deve remontar, a data do martírio do Príncipe dos Apóstolos.

São Jerônimo punha o martírio de São Pedro no ano de 67, juntamente com o martírio de São Paulo.
O historiador romano Tácito descreveu essa perseguição:

“Portanto, em primeiro lugar foram presos aqueles que confessavam abertamente sua crença [na ressurreição de Cristo]; depois, por denúncia destes, foi presa uma grande multidão, não tanto sob a acusação de ter provocado o incêndio, mas, sim, pelo ódio que tinham à espécie humana.

“À morte de todos eles acrescentava-se o escárnio, pois que, revestidos de peles de animais, pereciam dilacerados pelos cães, ou eram pregados nas cruzes, ou queimados vivos, ao pôr-do-sol, como tochas para a noite.

O imperador Constantino fez construir a primeira basílica
“Nero cedeu seus jardins para esse espetáculo, e providenciou jogos circenses, participando deles misturado à multidão, em vestes de auriga, ou de pé sobre o carro.

“Por isso, embora fosse gente culpada e merecedora de tão originais tormentos, crescia um sentimento de piedade por eles, pois eram sacrificados não para o bem comum, mas em razão da crueldade de um só” (Anais, XV, 44, 4-5).

O imperador Constantino deu liberdade ao cristianismo e o imperador Teodósio o fez religião oficial do Império.

Na segunda década do século IV, Constantino encerrou num monumento em alvenaria a sepultura de Pedro. Até então só havia um túmulo escavado diretamente na terra, perto do circo que marcava o limite setentrional dos jardins de Nero.

Por volta de 320, o mesmo imperador edificou uma basílica em função da sepultura.

Para isso foi necessário um grandioso trabalho de engenharia, que, de um lado, cortava os declives da colina Vaticana e, de outro, soterrava e utilizava como fundamentos as estruturas de uma necrópole dos séculos I e IV.

Quis Constantino que a basílica fosse o monumento que encerrava a sepultura do apóstolo. Por esse motivo, o eixo do edifício de Constantino não levou em conta, como teria sido mais fácil, a necrópole e o circo.

Assim, desde aquela época o sepulcro do apóstolo é o centro exato de do transepto da Basílica. E, por sua vez, o ponto de referência de tudo o que foi construído ao seu redor ao longo dos séculos.

Primeira basílica constantiniana com acréscimos medievais
Desde as sepulturas dos primeiros fiéis cristãos até as instalações para os peregrinos no início da Idade Média, tudo foi feito em volta do eixo da Basílica, cujo centro era o túmulo do Príncipe dos Apóstolos.

Acrescente-se ainda as estradas e os muros da civitas Leoniana edificados depois do saque dos sarracenos de 846 além do moderno bairro do Borgo.

A construção da atual basílica, fundada pelo papa Júlio II em 18 de abril de 1506, embora tenha levado à demolição da basílica constantiniana e de seus acréscimos medievais, respeitou rigorosamente a centralidade do sepulcro de Pedro.

O atual altar-mor, construído pelo papa Clemente VIII (1594), encontra-se exatamente acima do medieval, do papa Calixto II (1123), que, por sua vez, engloba o primeiro altar, do papa Gregório Magno (cerca de 590), construído sobre o monumento constantiniano que guarda o túmulo de Pedro.

O ápice da cúpula de Michelangelo se encontra em posição exatamente perpendicular acima desse altar.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)



O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.


Cripta do túmulo de São Pedro em 360º (GIRE COM O MOUSE EM TODOS OS SENTIDOS)





segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano?
‒ 1. A origem da dúvida

São Pedro, imagem em bronze paramentada, basílica vaticana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.

A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).

Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.

No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.

São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.

O corpo do Apóstolo foi depositado num esquálido túmulo ao lado do circo; e os fiéis, nos interstícios das perseguições, o iam venerar.

Podemos imaginá-los cheios de fé, iludindo a vigilância da soldadesca e talvez ouvindo os bramidos das multidões no circo, aproximando-se cautelosamente para elevar uma prece naquele túmulo sagrado e revigorar sua certeza no triunfo da Igreja.

Levantam-se templos sucessivos

Planta de São Pedro. Azul: atual; marrom: constantiana-medieval; verde: Circo romano
Tem-se notícia de um singelo templo erguido sobre o túmulo de São Pedro pelos primeiros cristãos.

Nada dele restou, pois em seu lugar, no ano 325, Constantino, à testa de um Império cristianizado, mandou construir uma magnífica basílica em estilo romano, em honra do Príncipe dos Apóstolos.

Esta basílica constantiniana sofreu sucessivas reformas e acréscimos, e também toda espécie de calamidades.

Em 847, os sarracenos a pilharam. Para protegê-la dos maometanos, o Papa Leão IV a rodeou com um muro e torres fortificadas.

A área assim protegida foi chamada de Cidade Leonina, que foi o embrião da hodierna Cidade do Vaticano.

Em volta da basílica surgiram igrejas e mosteiros. Os Papas construíram um dos seus melhores palácios.

No interior, o venerando templo albergava quanto havia de mais precioso ofertado por gerações de peregrinos.

São Pedro, basílica constantiniana com reformas medievais.
Quando o Papa Martinho V retornou a Roma, encerrando mais de um século de cisma, a velha basílica semi-abandonada ameaçava ruir.

Nicolau V quis edificar uma nova, mas faleceu em 1455, tendo completado apenas alguns alicerces.

Construção da atual Basílica

O Papa Júlio II confiou o plano da Basílica e a sua execução ao famoso arquiteto Bramante. Júlio II em pessoa, na presença de 35 cardeais, colocou a pedra fundamental há 500 anos, em 18 de abril de 1506.

A construção da Basílica durou mais de um século, tendo sido consagrada em 18 de novembro de 1626 por Urbano VIII. Bramante fora sucedido por artistas como Rafael e Michelangelo.

O Papa Paulo V dispôs que a Basílica tivesse forma de cruz latina, para melhor se adequar ao espírito da Contra-Reforma.

Porém, após tantos séculos e reformas começou um zum-zum que insinuava que as relíquia de São Pedro não estariam ali.

Em 1953 foi achado um antigo túmulo hebraico com a inscrição “Simão filho de Jonas”.

O achado arqueológico foi objeto de um livro “Gli Scavi del Dominus Flevit”, redigido por dois sacerdotes, os Pe. Bellarmino Bagatti OFM (1905-1990) e Józef Tadeusz Milik (1922-2006).

O livro foi alimentou a suspeita de que os ossos de São Pedro não se encontravam em Roma.

O historiador Schaff até avançou a idéia de que São Pedro nunca esteve em Roma. Para isso manipulou a Epístola de São Paulo aos Romanos, que remonta ao ano 58.

Nela, São Paulo não menciona São Pedro, embora cita os nomes de 28 líderes da igreja em Roma (Rom. 16:7). São Paulo que esteve também em Roma, onde foi martirizado, escreveu que “só Lucas está comigo”. [1 Tim. 4:11]

A instrumentalização das citações era de molde a semear a dúvida. Se em São Pedro de Roma não estão as relíquias de São Pedro como a Igreja sempre disse, Ela seria pega numa fraude risível.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)



O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.




segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Os nomes do Zodíaco: indício da união inicial dos homens
e de sua posterior dispersão?

Zodíaco
Luis Dufaur
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O Pe. Théoophile Moreux como astrônomo tinha paixão pelo Céu e pela história da própria astronomia. Esse interesse o pôs diante de realidades surpreendente.

É dado certo que os documentos mais remotos sobre o Zodíaco são caldeus. O Zodíaco é o conjunto de constelações cortadas pelo caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano.

Está composto de 13 constelações ‒ a 13ª foi acrescentada em 1930 pela União Astronômica Internacional.

Elas evocam, com esta ou aquela dose de imaginação, certas figuras de onde tiram o nome. Estes nomes apareceram 3.000 anos antes de Cristo.

Mas, o estudo das constelações mostra que há uma posição terrestre para vê-las de modo que coincidam com o nome. Esse estudo conduz a um local de observação bastante aproximado.

Não é nem a Índia, nem o Egito, mas a Ásia Menor, mais provavelmente a Armênia. Os armênios teriam dado esses nomes às formações estelares com maior ou menor fantasia.

Zodíaco chinês, dinastia Sui (581-618 d.C.), Museu Guimet (Paris)
Agora bem, acontece que os mesmos nomes aparecem em civilizações existentes em locais onde as estrelas não formam as figuras que os nomes indicam.

Os nomes são basicamente os mesmos, mas os arranjos estelares vistos desde diferentes latitudes e continentes positivamente não são os mesmos.

Exemplo típico são os índios da América: quando os primeiros europeus chegaram ao continente verificaram, não sem pasmo, que eles dividiam o céu com mais ou menos os mesmos nomes que os caldeus.

Porém, olhando as estrelas desde as Américas, os nomes pouco têm a ver com o que se observa.

Deste fato tiram-se várias conclusões elencadas pelo Pe. Moreux.

A primeira é que as tradições astronômicas de civilizações muito diferentes devem remontar a um tempo em que os homens todos estavam reunidos e partilhavam os mesmos conceitos e observações.

Aquele mundo possuía uma ciência aprofundada.

Zodíaco no relógio astronômico da catedral de Lyon.
Em segundo lugar, que naquele mundo anterior unido houve uma ruptura brusca. Como resultado, os homens perderam contato uns com os outros.

Em terceiro lugar, os povos dispersos conservaram nomes e tradições científicas. Porém, depois da separação decaíram. Aceitaram incongruências.

No fim, esqueceram o valor astronômico do Zodíaco – que, entretanto, continua muito válido – e sob seu nome instalou-se a superstição astrológica.


A tradição do Paraíso, do pecado original e do dilúvio

Essas conclusões apontam para um fato consignado, sob diferentes formas, nas culturas mais longínquas: a catástrofe representada pelo dilúvio de que fala a Bíblia.
“A geologia nos ensina que o homem vivia na Terra muito antes das civilizações egípcia e caldeia (...)

“As primeiras épocas da humanidade não teriam sido separadas dos períodos históricos seguintes por um grande cataclismo, como se teria produzido no próprio período quaternário?” pergunta o sacerdote-astrônomo.
Noé na Arca. Aegidius de Roya, "Compendium historiae universalis",
Den Haag, manuscrito MMW, 10 A 21
A apresentação do problema nos aproxima da questão do Dilúvio.

Na dispersão as tradições científicas passaram para os Assírios e Caldeus. Só estes as conservaram por escrito. Dos Caldeus passou para Medos, Persas, Hindus, Egípcios e Gregos. Por meio destes vieram até nós.

A difusão foi o suficientemente grande para chegar até as Américas séculos antes do desembarco dos evangelizadores.
“Existiu, portanto, uma emigração que partiu da Ásia numa época relativamente pouco afastada da era cristã”, explica o cientista.
Ele escreve: “Se, como nós acreditamos, a origem da humanidade é única — coisa cada vez mais confirmada pela ciência — certos ensinamentos religiosos, assim como os fatos históricos relativos a nosso passado remoto, puderam se transmitir de geração em geração; muitos deles perderam-se no caminho do êxodo dos povos, e evidentemente deformaram-se no curso dos séculos; da mesma maneira que as línguas irmãs cujas raízes ficaram como prova garantida de uma origem comum.

Criação do Mundo e expulsão do Paraíso, Giovanni di Paolo
Criação do Mundo e expulsão do Paraíso. Giovanni di Paolo (1403 — 1482),
Metropolitam Museum of Art, New York City.
“As noções semelhantes que se encontram em várias religiões não podem, pois, serem apontadas como sinal de relação entre umas e outras, mas apenas como indícios de uma origem comum em tempos os mais afastados.”
Todas as religiões da Antiguidade estavam certas de serem mais perfeitas quanto mais se ligavam ao passado.

Agora bem, no fim os caldeus e egípcios acabaram adorando toda espécie de animais.

Porém, quanto mais antigos são os seus documentos menos se mostram politeístas. 

Por exemplo, as pirâmides egípcias da III e IV dinastias falam de um deus único.

A moral do Livro dos mortos, obra da alta antiguidade egípcia, é muito elevada. A sua teodiceia é muito mais pura que as seguintes.

As invocações que a alma deve fazer ao Juiz celeste são um exemplo:

“Louvado seja, Deus grande, Senhor da Verdade e da Justiça! Eu venho até Ti, ó meu Mestre, eu me apresento diante de Ti para contemplar tuas perfeições”.

Prisse papyrus, Biblioteca Nacional de França, Paris
Papyrus Prisse, o livro mais antigo do mundo.
Biblioteca Nacional da França, Paris
O mais velho livro conhecido do mundo — o Papyrus Prisse — fala de um personagem em quem não é muito difícil reconhecer o Adão das Escrituras, embora algum tanto deformado e apresentado com pai de todos os deuses e de todos os homens.

A história do pecado original aparece deformada pelos pagãos na Índia e na Grécia.

A “mulher com a serpente” (a tentação de Eva) aparece nos mais velhos monumentos mexicanos.

Os egípcios falavam do Dragão celeste (Satanás), da árvore da vida (do Paraíso). Os assírios e babilônios foram os que mais pintaram a árvore sagrada.

Tradições análogas se encontram entre os persas, iranianos, sabinos, etc.

Moisés com as tábuas da Lei. Rembrandt.
A tradição universal por excelência, sublinha o sacerdote-astrônomo, é a do Dilúvio.

Ela tem sido encontrada até nas Ilhas Fiji.

Por sinal, o signo zodiacal Aquário se refere à onda vingadora e ao rei do abismo.

No tempo de Abraão, os caldeus já tinham deformado a história.

De acordo com suas inscrições, pode se afirmar que 3.000 anos a. C. eles ainda mantinham a tradição do Dilúvio degenerada e amalgamada com mitos astrológicos de feitio humano.

Tudo indica que Moisés recolheu uma tradição antes de tudo oral, fielmente transmitida pelos patriarcas.

Dos povos da Antiguidade só os hebreus conservaram o culto verdadeiro a Deus até a chegada do Messias, Nosso Senhor Jesus Cristo em que se realizou a plenitude da Lei.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astrônomo defende com computador
a existência da estrela de Belém

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O astrônomo Mark Thompson, membro da Royal Astronomical Society de Londres e apresentador de astronomia no The One Show da BBC, realizou um estudo científico que explicaria a natureza da estrela que conduziu os Reis Magos até Belém, confirmando a narração do Evangelho de São Mateus.

Usando registros históricos e simulações de computador que permitem mapear a posição das estrelas e dos planetas em torno da data em que Jesus nasceu, Thompson defende que nessa época houve um evento astronômico incomum.

Segundo ele, entre setembro do ano 3 a.C. e maio do ano 2 d.C. houve três “conjunções” onde o planeta Júpiter e a estrela Regulus passaram perto um do outro no céu da noite estrelada.

A estrela Regulus ‒ literalmente “pequeno rei” ‒ está no plano dos planetas e não raro ela aparece próximo a um dos planetas.

1ª) Júpiter cruzou com Regulus por vez primeira seguindo seu movimento habitual rumo ao leste.

2ª) Depois apareceu revertendo o caminho e cruzou a estrela novamente, desta vez em direção oeste.

3ª) Por fim, mudando de direção mais uma vez, retomou sua direção normal rumo ao leste e cruzou com a estrela pela terceira vez.

Thompson, que apresentou na BBC o programa de astronomia Stargazing Live junto com o Professor Brian Cox, disse:

“Curiosamente no mundo da astrologia antiga, Júpiter é considerado o rei dos planetas e Regulus, que é a estrela mais brilhante da constelação de Leão, é considerada a rainha das estrelas.”

“Os três Reis Magos, acrescentou, eram considerados por alguns como sacerdotes zoroastristas, que eram astrônomos de renome na época, e quando o rei dos planetas passou tão perto da rainha das estrelas e em três ocasiões, devem ter julgado que era um fato muito significativo interpretável como o nascimento de um novo rei”.

Numerosas teorias de astrônomos do passado tentaram apresentar como explicação científica da estrela de Belém um cometa, uma supernova ‒ quando uma estrela explode e produz enormes quantidades de luz ‒ ou até um planeta.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pedra do Mar Morto: aponta como o Messias viria,
como Jesus veio, e como virá no fim dos tempos

'Pedra de Gabriel': 87 linhas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Foi exposta em Jerusalém uma lápide do fim do século I a.C. cujo texto – considerado “misterioso” pelos especialistas – foi escrito com tinta em caracteres hebraicos, noticiou o “Boston Herald”.

É a chamada “Pedra de Gabriel”, ou “Visão de Gabriel”, segundo o Prof. Ada Yardeni, pelo fato de o arcanjo aparecer como figura central.

A pedra mede um metro de altura e foi descoberta no ano 2000 na margem oriental do Mar Morto, por um beduíno da Jordânia.

Análise da terra colada à pedra revelou uma composição química que só se encontra nessa região.

O escrito tem 87 linhas e está dividido em duas colunas. Trata-se de um texto profético anotado quando ainda existia o Templo que Jesus frequentou.

Os especialistas consideram a “Pedra de Gabriel” um pórtico que ajuda a entender as ideias que circulavam na Terra Santa sobre o Messias pouco antes de Jesus nascer.

O método de gravar com tinta sobre a pedra e não entalhar, como era o costume, é único.

Nada se achou de semelhante na região do Mar Morto até o presente.

“A ‘Pedra de Gabriel’ é em certo sentido uma espécie de Rolo do Mar Morto escrito sobre uma pedra”, sustenta James Snyder, diretor do Museu de Israel.

Ela provém da mesma época e utiliza caligrafia idêntica à de alguns dos Rolos do Mar Morto, entre os quais se contam os mais antigos manuscritos hebraicos da Bíblia.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Milenar basílica submersa reaparece em Niceia

Basílica submersa de Niceia, local regado pelo sangue de um mártir
e sede do primeiro Concílio da Igreja Católica
Luis Dufaur
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Os fundamentos de uma basílica bizantina de 1.600 anos, que repousam no leito de um lago no noroeste da Turquia, estão sendo analisados por arqueólogos, noticiou “Aleteia”.

“Nós encontramos as ruínas da igreja. É a planta de uma basílica com três naves”, disse Mustafa Şahin, professor de arqueologia da Universidade Bursa Uludağ, ao Hurriyet Daily News, o jornal em inglês mais antigo da Turquia.

Os alicerces da igreja se encontram entre um metro e meio e pouco mais de dois sob a água no lago Iznik, em Bursa, Turquia.

A antiga basílica foi localizada por fotografias aéreas tiradas em 2014 durante um inventário de objetos históricos e culturais, segundo o Hurriyet Daily News.

Sahin calcula que a igreja foi construída no século IV, em homenagem a São Neófito, martirizado no ano 303, durante as perseguições do imperador romano Diocleciano.

São Neófito foi para Niceia, cidade do império romano que ficava na Ásia Menor, no noroeste da atual Turquia, para pregar a fé e increpar duramente o paganismo.

A basílica foi erigida no local onde ele foi martirizado pelos soldados romanos.

Segundo as crônicas, os verdugos enfurecidos suspenderam o santo em uma árvore, chicotearam-no com tiras de boi e rasparam seu corpo com garras de ferro.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A destruição de Jerusalém pelos babilônios
exposta à luz do dia

Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia. Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia.
Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Luis Dufaur
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Arqueólogos israelenses exumaram camadas de entulho queimado que corroboram a narração bíblica da destruição de Jerusalém pelo exército do rei de Babilônia Nabucodonosor, no ano 587 a.C. – portanto, mais de 2.600 anos atrás.

A descoberta foi comunicada pela Autoridade Israelense de Antiguidades (IAA), organismo máximo de arqueologia do país.

O acontecimento está narrado no livro do Profeta Jeremias 52, 13-34. Ele indica que na tragédia o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi levado cativo a Babilônia junto com a população da Cidade de Davi.

Eles foram deportados para trabalhar nas megalomaníacas construções de Nabucodonosor, que incluíram uma reconstrução – em escala menor – da Torre de Babel.

Nabuzardã, chefe da guarda babilônica, foi o encarregado do horroroso crime:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O milagre eucarístico de Sokólka:
hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!

Carne e Sangue de Cristo no corporal
Carne e Sangue de Cristo no corporal
Luis Dufaur
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Todos os dias, em todos os altares do mundo onde a Missa é dignamente celebrada, dá-se o maior dos milagres: a transubstanciação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.

No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a aparência do pão e do vinho.

Entretanto, uma discreta mas profunda ação da graça nos faz sentir que Cristo está aí. Ele nos fala, nos diz coisas ao coração, nos dá forças. É uma presencia ativa, eficaz, incomparável.

Virá o homem sem fé e dirá: “você está seguro disso? Você não estará enganado? Uma autossugestão quiçá? Olha bem, é pão que a comunidade partilha num ágape.

“Está muito bom, é uma festa e você acredita. Mas, onde está o cientista que prove que isso não é mais que um pão fraternalmente partilhado numa comemoração e por isso você sente o que sente?”

Na nossa época onde há necessidade de ver para crer, Nosso Senhor não deixa de fazer obras que desconcertam os homens a ponto de permitir que seu divino Corpo e Sangue sejam analisados em laboratórios.

E, os cientistas, às vezes sem fé, têm que reconhecer: isto é verdadeira carne de um homem!

E como os corações estão duros, esses milagres se repetem misericordiosamente.

Foi o que aconteceu recentemente em Sokólka, na Polônia, no domingo, 12 de outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko (1888-1975).

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Identificam o local da multiplicação dos pães e dos peixes

Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Luis Dufaur
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Junto ao Mar da Galileia, também conhecido como Lago Tiberíades ou Kinneret, as ruínas de Betsaida voltaram a ver a luz. A cidade é bem conhecida dos católicos, pois os Evangelhos nos falam muitas vezes dela.

Trata-se da cidade onde nasceram e moravam os apóstolos Pedro, André e Felipe, que eram pescadores, e na qual pregou Nosso Senhor. Ela foi destruída e sobre suas ruínas os romanos construíram outra, em estilo pagão, chamada Julias, também desaparecida.

A Sagrada Família se instalou em Nazaré, não distante do Mar da Galileia, e ali Jesus passou a maior parte de sua vida oculta, exceto o Nascimento em Belém e a fuga para o Egito.

Por isso, o povo se referia a Ele dizendo: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (São Mateus 21, 11)

Após a pregação inicial na Judeia e em Jerusalém, Nosso Senhor abandonou a capital de seu antepassado, o rei Davi, pois corria risco de morrer, devido ao ódio dos fariseus e do Sinédrio.

Limitou então sua divina ação ao norte do atual Israel – então parte do antigo reino de Israel – onde o ódio assassino do Sinédrio teria mais dificuldade de atentar contra Ele.

Jesus pregou demoradamente na região e lá operou alguns de seus maiores e mais conhecidos milagres, como na Boda de Canaã, a pesca milagrosa, a multiplicação dos pães e peixes.

Ele curou, exorcizou, andou sobre as águas, ensinou o Padre-Nosso e pregou numerosas parábolas, além de pronunciar o “Sermão da Montanha”.