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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Novos livros confirmam a impropriedade dos testes de Carbono 14 que pretenderam desclassificar o Santo Sudário


Vieram à luz mais dois livros recolhem novos dados científicos sobre o Santo Sudário. Os livros focalizam especialmente a polêmica sobre os exames com base no Carbono 14 feitos em 1988.

Estes exames realizados em amostras mal escolhidas gerou resultados logo contestados. Hoje eles não são mais aceitos como sérios.

As análises desmoralizadoras aconteceram durante 1988 em laboratórios de Tucson, Oxford e Zurique. Os três apontaram que o Santo Sudário seria uma peça da Idade Média. Portanto, não provindo dos tempos de Jesus Cristo, seria um falso histórico.

Ditas análises foram sobradamente refutadas por numerosos científicos. E até um dos responsáveis reconheceu os erros cometidos e pediu desculpas de público.

Agora, o jornalista e “vaticanista” do jornal de Turim “La Stampa” Marco Tosatti publicou "Inchiesta sulla Sindone" (Editore Piemme). Nele, escreve que novos dados provam que aqueles exames contêm um erro de cálculo matemático inaceitável.

Tossati apresenta novas provas científicas da Universidade la Sapienza, Roma. Esta Universidade nunca antes tinha investigado o Sudário. Os cientistas ratificaram o erro dos testes feitos em 1988.

Segundo o vaticanista, os resultados dos três laboratórios não têm a margem mínima de compatibilidade estabelecida e a análise foi realizada sobre um pedaço de oito centímetros do Sudário que não pertence à própria relíquia.

Com efeito, verificou-se nas amostras a presença de algodão enquanto que o Sudário é de linho. Além do mais, foi achada uma espécie de goma.

Esses elementos confirmam que as amostras pertencem aos remendos feitos na relíquia após esta ser atingida por um incêndio em 1532. Os principais remendos acrescentados em 1534 são visíveis a olho nu. Eles aparecem nas fotos com forma triangular. Foram as pontas do Lenço dobrado que formam consumidas pelo fogo.

Tossati declarou à agência Zenit: “eu mesmo queria uma base de certeza e com base nestes dados posso dizer que o Santo Sudário não é uma reprodução falsa”.

Cientistas de diferentes credos – judeus, metodistas e inclusive agnósticos – confirmam a falha fundamental da investigação de 1988.

A seguir, Tosatti demonstra que a ciência ainda não pôde explicar como se formou a imagem. Nenhum aparato pôde criar um objeto similar: “não é pintura, não há nenhum pigmento e não foi marcado por um objeto quente”, diz o jornalista.

John e Rebecca Jackson com modelo tridimensional do homem do Sudário

“É um mistério, um dos grandes mistérios da Igreja, a maneira como se formou este tipo de imagem. Contém informação tridimensional, algo sumamente particular”, indica.

O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim, Itália. Nos anos 1998 e 2000, foi exibido ao público.

No próximo ano (2010), será exposto novamente, de 10 de abril até 23 de maio.

Para Tosatti, “se se analisa [o rosto do Sudário], é um rosto de uma beleza de características tais como eu nunca vi em nenhuma pintura”.

Mas, o jornalista e pesquisador considera que este lenço é uma peça muito pouco valorizada pelos católicos. “Para mim não há dúvidas, conclui ele. Ainda hoje com toda nossa tecnologia não estamos em condições de fazer algo análogo. A ciência nos pode ajudar a dizer que coisa é. Seguramente não é falso”.

Por sua parte, Sébastien Cataldo e Thibault Heimburger publicaram o livro “Le linceul de Turin” (Paris, 2009) contendo uma síntese das últimas descobertas no Santo Sudário.

Cataldo recebeu em agosto de 2008 uma fibra das amostras tiradas do mesmo local das utilizadas nos exames hoje desclassificados.

Ele constatou no microscópio a diferença entre o material com que foi feito o Sudário (linho) e o tecido que foi analisado (mistura de linho e algodão).

Nas experiências do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA), conta ele, criou-se vácuo em torno de um dos fios. Então, separou-se a goma mencionada no livro de Tosatti. Ela tem todas as características de uma resina, artificialmente colorida para combinar com o tom do Sudário original.

Concordando com as conclusões dos cientistas de Los Alamos escreve: “Em resumo, é cada vez mais claro que as descobertas de Rogers mostrando que a zona Raes/radiocarbono não é representativa do Sudário ficam confirmadas: esta zona foi manipulada e os fios que ela contém não são da mesma natureza que os fios do Sudário” (p. 179).

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