quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Estaríamos sós no Universo Sideral? - I


Desde o momento em que o primeiro homem contemplou as estrelas, até hoje, a profusão delas tem sugerido muitas cogitações.

Dentre estas, em muitos espíritos aflorou a seguinte indagação: nós, seres racionais, estaremos sós no Universo Sideral?

Por um lado, parece difícil imaginarmo-nos sós, quando sabemos que as numerosíssimas estrelas visíveis a olho nu são apenas parcela ínfima das incontáveis galáxias com bilhões de estrelas.

Por outro lado, de quando em quando são difundidas novas descobertas que sugerem hipóteses sobre a existência de outros sistemas solares com planetas, se não com vida igual, ao menos semelhante à da Terra.

Não seria uma pretensão descabida nos imaginarmos os únicos habitantes vivos dotados de inteligência e vontade, no Universo Sideral?


Para ilustrar uma tendência generalizada em certos meios científicos atuais, tomemos a seguinte notícia: Planetas como a Terra podem ser comuns na galáxia (“O Estado de S. Paulo”, 21-2-01). Nela se afirma:

1. Astrônomos da Universidade de Toronto, em reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco, anunciaram que “mais da metade das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea podem ser orbitadas por planetas de tamanho similar ao da Terra”.

2. Isso “favorece a tese de que pode haver vida abundante em outros sistemas planetários”. Porque, tendo os cientistas canadenses estudado a luz emitida por estrelas semelhantes ao Sol, “concluíram que pelo menos metade delas — e possivelmente até 90% — em toda a galáxia queimam grandes quantidades de ferro, um indício da presença de planetas rochosos como a Terra”. Acrescenta o coordenador do estudo, Norman Murray: “É mais uma indicação de que a vida pode ser comum na nossa galáxia”.

3. Um dado concreto que pareceria confirmar essa tese: “A equipe analisou a luz de 640 estrelas e encontrou evidências de queima de ferro em 466 delas. Os resultados foram então extrapolados para abranger toda a galáxia”.

Como se sabe que para haver vida é necessário água, a notícia prossegue:

“Um outro grupo de cientistas anunciou ter encontrado moléculas de carbono e grandes quantidades de vapor d’água — dois dos principais ingredientes para a vida — próximo de regiões de formação de estrelas. ‘Isso fortalece bastante a possibilidade de existir vida além do nosso sistema’, disse o pesquisador Martin Kessler, da Agência Espacial Européia”.

O tema intriga e apaixona. Entretanto tem uma resposta límpida e tranqüila na doutrina católica. Continuaremos no próximo post.

(Fonte: Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001)

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico

Luigi Garlaschelli numa burlesca apresentação
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Membros de um inidôneo Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais garantiram ter provado que o Santo Sudário de Turim é um falso medieval.

Eles foram financiados pela União de Ateus Agnósticos Racionalistas, da Itália.

Luigi Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, descreveu ao jornal “La Repubblica” como conseguiu fazer um sudário “idêntico” ao de Turim com materiais baratos e métodos disponíveis no século XIV.


Luigi Garlaschelli numa de suas demonstrações


David Rolfe, produtor de longos documentários sobre a relíquia, apontou que a simples descrição do método usado depõe contra Garlaschelli e mostra que ele nem conhece o Sudário.

Diversos cientistas altamente qualificados desmontaram com um peteleco a burlesca obra.

Por exemplo, o presidente do Centro Mexicano de Sindonologia, Adolfo Orozco, especializado no Santo Sudário, qualificou a ação de “truque para atacar o Sudário” e mostrou furos técnicos que desqualificam o experimento, informou a Agencia Católica Internacional.

O Dr. Orozco explicou que no Sudário “o sangue ficou impresso no pano em primeiro lugar, e só depois ficou gravada a imagem e não o contrario como fez o suposto 'reprodutor'”.


Outra demonstração de Garlaschelli


Além do mais, acrescentou o Dr. Orozco, como foi largamente comprovado pela comunidade científica, “a imagem do Sudário não se formou por contacto. Há partes do tecido que tem imagem e nunca estiveram em contato com o corpo”. Entretanto, a primitiva tentativa trabalhou esfregando um pano sobre um corpo.

Acresce que as análises médicas, segundo o Dr. Orozco, “demonstraram que os coágulos não foram semeados, mas são clinica e patologicamente corretos com detalhes desconhecidos no século XIII”.

O especialista sublinhou o lado ridículo dos imitadores pretendendo reproduzir as queimaduras do incêndio de 1532 e as marcas deixadas pela água que nada têm a ver com a imagem original.

Ainda constata-se que as “imagens” agora fabricadas “não têm as propriedades tridimensionais” típicas do Sudário”. Esta ausência desqualifica a tentativa de reprodução.

Por sua vez, o especialista peruano Rafael de la Piedra, sublinhou que as manobras frustras dos italianos reforçam ainda mais a idéia de que a relíquia “continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável”, noticiou ACIPrensa.

Para o Dr. de la Piedra, a recente imitação “visualmente é muito parecida com o original. Digamos que é melhor que a cópia que fez McCrone ou que a horrorosa tentativa de Joe Nickell; ou a de Picknett-Prince e sua suposta fotografia medieval de Leonardo Da Vinci; ou que a fantasiosa foto-experimental do sul-africano Nicholas Allen”.

Para o especialista, “uma amostra parecida com a de Garlaschelli não resiste às conclusões multidisciplinares tiradas ao longo de mais de 100 anos por cientistas de todos os credos e especialidades”.

À luz desta tentativa falha, de la Piedra conclui que “podemos afirmar com alto grau de certeza, que o Santo Sudário de Turim continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável. Esta é a verdade interna do Santo Sudário”.

O especialista norteamericano John Jackson do Turin Shroud Center de Colorado observou: “as propriedades tridimensionais da imagem (…) a presença de sangue humano com índices altíssimos de bilirrubina, o pólen de mais de 77 plantas que marcam o percurso histórico do Sudário até quase o século I de nossa era e, entre outros, o mecanismo de transferência da imagem de um crucificado com todas as feridas descritas nos Evangelhos a um pano”.

John e Rebecca Jackson com um modelo tridimensional do Sudário
O Dr. Jackson criticou a falta de técnica de Garlaschelli e explicou que o sangue do Sudário não é sangue inteiro, mas já separado do soro, proveniente de verdadeiras feridas.

Além do mais, o sangue que há neles é próprio “de um fluxo post mortem”.

Jackson observou que do ponto de vista da tridimensionalidade a imagem agora feita “aparece bastante grotesca. As mãos estão incrustadas no corpo e as pernas estão em posição pouco natural”.

Jackson também observou que segundo a prática científica séria os resultados de Garlaschelli deveriam ter sido compulsados por outros cientistas antes da publicação.

É o que se chama “peer-review” ou “revisão do trabalho por pares”.

Porém, Garlaschelli parece ter temido a crítica e fugiu dela. O autor recebeu 2.500 euros da União de Ateus Agnósticos Racionalistas para semelhante serviço. A cifra fala contra a hipótese de um trabalho científico de vulto e mais parece uma gorjeta em pago de uma zombaria anticatólica.

Entretanto, alguns jornais eivados de decadente anticlericalismo espalharam a grosseira manobra.

No episódio não houve conflito entre a ciência e a religião. Antes bem, uma resposta digna da ciência a uma tentativa burlesca anticlerical.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Inscrição em aramaico no Santo Sudário
seria anterior ao ano 70 d.C.

Enterro de Cristo. Spencer Collection Ms 151, f155v
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O cientista francês Thierry Castex descobriu recentemente mais uma inscrição no Santo Sudário, informou o diário “La Stampa”, o mais importante de Turim, cidade onde se encontra a relíquia. A escrita está em aramaico, a língua dos primeiríssimos cristãos.

Não é novo que se descobram inscrições do I século no Sudário. Em 1978, um professor de latim da Universidade Católica de Milão detectou algumas delas pela primeira vez.

Em 1989, o professor Messina, especializado em hebraísmo identificou outra inscrição que dizia “O rei dos Judeus”.

Os novos caracteres agora achados suscitaram polêmica. E isso é freqüente no ambiente científico. Dentro dos limites da objetividade é benéfico, pois o novo achado fica submetido à crítica adversa. Se resiste, fica consolidado.

A historiadora do Arquivo Secreto do Vaticano Barbara Frale foi convocada para analisar a nova descoberta. Suspeitava-se ser uma inscrição feita pelos templários no tempo em que eles custodiavam o Santo Sudário.

Mas Frale descartou a hipótese dos templários. Frale é especialista no estudo dessa Ordem de Cavalaria hoje extinta.

Jesus na sepultura. Via Sacra de Lourdes
O fato dos caracteres serem aramaicos nos leva direto aos tempos de Nosso Senhor, explicou Frale, pois “depois do ano 70 não se falava mais aramaico nas comunidades cristãs. E o próprio São Paulo escrevia em grego”.

“Há muitos indícios, eu diria uma infinidade, que apontam no sentido de relacionar o Santo Sudário com os primeiros trinta anos da era cristã”, acrescentou.

Interrogada se achava que a escrita é anterior ao ano 70, respondeu: “tudo o que sabemos do mundo antigo nos obriga a formular essa hipótese”.

Numa entrevista difundida pela Radio Vaticana, a historiadora disse que segundo o cientista Thierry Castex, responsável pelo achado, pode se ler claramente a palavra “encontrado” e há uma palavra junto, que ainda tenta se decifrar, mas que pode significar “temos encontrado”.

A frase pode ser aproximada a expressão do Evangelho de São Lucas, onde o evangelista refere o motivo pelo qual Jesus Cristo foi levado diante do governador romano.

Enterro de Cristo. Petites Heures de Jean de Berry
São Lucas (23, 2) diz: “Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.”

Em entrevista ao diário “La Stampa”, o filólogo italiano Luciano Canfora tentou desclassificar o achado de Castex e a interpretação de Frale.

Porém, Canfora apelou para uma retórica cáustica, num nível apenas pessoal, sem fornecer qualquer argumento científico.

O entrevistador do jornal manifestou no fim o vazio que lhe produziam os comentários ácidos e ocos do Prof. Canfora.

Em mais uma entrevista a “La Stampa”, a historiadora Frale apontou a ausência de argumentos de Canfora, e relembrou um recente achado do especialista no Sudário Raymond N. Rogers.

Rogers trabalha no laboratório de Los Alamos (da Universidade da Califórnia), e submeteu fibras do Santo Sudário a testes específicos para o linho (o tecido original é linho puro).

Rogers constatou então que as fibras se comportavam do mesmo modo que amostras recolhidas no sitio arqueológico de Qumran, perto do Mar Morto. Portanto, de modo muito diferente dos tecidos medievais.

Qumran é um dos sítios arqueológicos mais ricos e interessantes para o período de transição do Antigo Testamento para o Novo.

Enterro de Nosso Senhor. Jaime Huguet
Os achados lá atingem um número e uma variedade estonteante. Há muitos cientistas debruçados em intensos e custosos estudos sobre os objetos de Qumran.

Frale anunciou ainda que as misteriosas escritas do Sudário serão reproduzidas por inteiro num livro de sua lavra que será publicado pela editora Il Mulino, em novembro, na Itália.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Novos livros confirmam a impropriedade dos testes de Carbono 14 que pretenderam desclassificar o Santo Sudário


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vieram à luz mais dois livros recolhem novos dados científicos sobre o Santo Sudário. Os livros focalizam especialmente a polêmica sobre os exames com base no Carbono 14 feitos em 1988.

Estes exames realizados em amostras mal escolhidas gerou resultados logo contestados. Hoje eles não são mais aceitos como sérios.

As análises desmoralizadoras aconteceram durante 1988 em laboratórios de Tucson, Oxford e Zurique. Os três apontaram que o Santo Sudário seria uma peça da Idade Média. Portanto, não provindo dos tempos de Jesus Cristo, seria um falso histórico.

Ditas análises foram sobradamente refutadas por numerosos científicos. E até um dos responsáveis reconheceu os erros cometidos e pediu desculpas de público.

Agora, o jornalista e “vaticanista” do jornal de Turim “La Stampa” Marco Tosatti publicou "Inchiesta sulla Sindone" (Editore Piemme). Nele, escreve que novos dados provam que aqueles exames contêm um erro de cálculo matemático inaceitável.

Tossati apresenta novas provas científicas da Universidade la Sapienza, Roma. Esta Universidade nunca antes tinha investigado o Sudário. Os cientistas ratificaram o erro dos testes feitos em 1988.

Segundo o vaticanista, os resultados dos três laboratórios não têm a margem mínima de compatibilidade estabelecida e a análise foi realizada sobre um pedaço de oito centímetros do Sudário que não pertence à própria relíquia.

Com efeito, verificou-se nas amostras a presença de algodão enquanto que o Sudário é de linho. Além do mais, foi achada uma espécie de goma.

Esses elementos confirmam que as amostras pertencem aos remendos feitos na relíquia após esta ser atingida por um incêndio em 1532. Os principais remendos acrescentados em 1534 são visíveis a olho nu. Eles aparecem nas fotos com forma triangular. Foram as pontas do Lenço dobrado que formam consumidas pelo fogo.

Tossati declarou à agência Zenit: “eu mesmo queria uma base de certeza e com base nestes dados posso dizer que o Santo Sudário não é uma reprodução falsa”.

Cientistas de diferentes credos – judeus, metodistas e inclusive agnósticos – confirmam a falha fundamental da investigação de 1988.

A seguir, Tosatti demonstra que a ciência ainda não pôde explicar como se formou a imagem. Nenhum aparato pôde criar um objeto similar: “não é pintura, não há nenhum pigmento e não foi marcado por um objeto quente”, diz o jornalista.

John e Rebecca Jackson com modelo tridimensional do homem do Sudário

“É um mistério, um dos grandes mistérios da Igreja, a maneira como se formou este tipo de imagem. Contém informação tridimensional, algo sumamente particular”, indica.

O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim, Itália. Nos anos 1998 e 2000, foi exibido ao público.

No próximo ano (2010), será exposto novamente, de 10 de abril até 23 de maio.

Para Tosatti, “se se analisa [o rosto do Sudário], é um rosto de uma beleza de características tais como eu nunca vi em nenhuma pintura”.

Mas, o jornalista e pesquisador considera que este lenço é uma peça muito pouco valorizada pelos católicos. “Para mim não há dúvidas, conclui ele. Ainda hoje com toda nossa tecnologia não estamos em condições de fazer algo análogo. A ciência nos pode ajudar a dizer que coisa é. Seguramente não é falso”.

Por sua parte, Sébastien Cataldo e Thibault Heimburger publicaram o livro “Le linceul de Turin” (Paris, 2009) contendo uma síntese das últimas descobertas no Santo Sudário.

Cataldo recebeu em agosto de 2008 uma fibra das amostras tiradas do mesmo local das utilizadas nos exames hoje desclassificados.

Ele constatou no microscópio a diferença entre o material com que foi feito o Sudário (linho) e o tecido que foi analisado (mistura de linho e algodão).

Nas experiências do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA), conta ele, criou-se vácuo em torno de um dos fios. Então, separou-se a goma mencionada no livro de Tosatti. Ela tem todas as características de uma resina, artificialmente colorida para combinar com o tom do Sudário original.

Concordando com as conclusões dos cientistas de Los Alamos escreve: “Em resumo, é cada vez mais claro que as descobertas de Rogers mostrando que a zona Raes/radiocarbono não é representativa do Sudário ficam confirmadas: esta zona foi manipulada e os fios que ela contém não são da mesma natureza que os fios do Sudário” (p. 179).



terça-feira, 19 de maio de 2009

Os nomes do Zodíaco: indício da união primigênia dos homens e de sua posterior dispersão? (V)


O Pe. Théoophile Moreux como astrônomo tinha paixão pelo Céu e pela história da própria astronomia. Este interesse o pôs diante de realidades surpreendente.

É dado certo que os documentos mais remotos sobre o Zodíaco são caldeus. O Zodíaco é o conjunto de constelações cortadas pelo caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano.

Está composto de 13 constelações ‒ a 13ª foi acrescentada em 1930 pela União Astronômica Internacional.

Elas evocam, com esta ou aquela dose de imaginação, certas figuras de onde tiram o nome. Estes nomes apareceram 3.000 anos antes de Cristo.

Mas, o estudo das constelações mostra que há uma posição terrestre para vê-las de modo que coincidam com o nome. Esse estudo conduz a um local de observação bastante aproximado. Não é nem a Índia, nem o Egito, mas a Ásia Menor, mais provavelmente a Armênia. Os armênios teriam dado esses nomes às formações estelares com maior ou menor fantasia.

Agora bem, acontece que os mesmos nomes aparecem em civilizações existentes em locais onde as estrelas não formam as figuras que os nomes indicam.

Os nomes são basicamente os mesmos, mas os arranjos estelares vistos desde diferentes latitudes e continentes positivamente não são os mesmos.

Exemplo típico são os índios da América: quando os primeiros europeus chegaram ao continente verificaram, não sem pasmo, que eles dividiam o céu com mais ou menos os mesmos nomes que os caldeus. Porém, olhando as estrelas desde as Américas, os nomes pouco têm a ver com o que se observa.

Deste fato tiram-se várias conclusões elencadas pelo Pe. Moreux.

A primeira é que as tradições astronômicas de civilizações muito diferentes devem se remontar a um tempo em que os homens todos estavam reunidos e compartiam os mesmos conceitos e observações. Aquele mundo possuía uma ciência aprofundada.


Em segundo lugar, que naquele mundo anterior unido houve uma ruptura brusca. Como resultado, os homens perderam contato uns com os outros.

Em terceiro lugar, os povos dispersos conservaram nomes e tradições científicas. Porém, depois da separação decaíram. Aceitaram incongruências.

No fim, esqueceram o valor astronômico do Zodíaco – que, entretanto, continua muito válido – e sob seu nome instalou-se a superstição astrológica.


A tradição do Paraíso, do pecado original e do dilúvio

Essas conclusões apontam para um fato consignado, sob diferentes formas, nas culturas mais longínquas: a catástrofe representada pelo dilúvio de que fala a Bíblia.

“A geologia nos ensina que o homem vivia na Terra muito antes das civilizações egípcia e caldeia (...) As primeiras épocas da humanidade não teriam sido separadas dos períodos históricos seguintes por um grande cataclismo, como se teria produzido no próprio período quaternário?” pergunta o sacerdote-astrônomo.
A apresentação do problema nos aproxima da questão do Dilúvio.

Na dispersão as tradições científicas passaram para os Assírios e Caldeus. Só estes as conservaram por escrito. Dos Caldeus passou para Medos, Persas, Hindus, Egípcios e Gregos. Por meio destes vieram até nós.

A difusão foi o suficientemente grande para chegar até as Américas séculos antes do desembarco dos evangelizadores.
“Existiu, portanto, uma emigração que partiu da Ásia numa época relativamente pouco afastada da era cristã”, explica o cientista.
Ele escreve: “Se, como nós acreditamos, a origem da humanidade é única — coisa cada vez mais confirmada pela ciência — certos ensinamentos religiosos, assim como os fatos históricos relativos a nosso passado remoto, puderam se transmitir de geração em geração; muitos deles perderam-se no caminho do êxodo dos povos, e evidentemente deformaram-se no curso dos séculos; da mesma maneira que as línguas irmãs cujas raízes ficaram como prova garantida de uma origem comum. As noções semelhantes que se encontram em várias religiões não podem, pois, serem apontadas como sinal de relação entre umas e outras, mas apenas como indícios de uma origem comum em tempos os mais afastados.”
Criação do Mundo e expulsão do Paraíso, Giovanni di PaoloTodas as religiões da Antiguidade estavam certas de serem mais perfeitas quanto mais se ligavam ao passado.

Agora bem, no fim os caldeus e egípcios acabaram adorando toda espécie de animais.

Porém, quanto mais antigos são os seus documentos menos se mostram politeístas. Por exemplo, as pirâmides da III e IV dinastias falam de um deus único.

A moral do Livro dos mortos, obra da alta antigüidade, é muito elevada. A sua teodiceia é muito mais pura que as seguintes.

As invocações que a alma deve fazer ao Juiz celeste são um exemplo: “Louvado seja, Deus grande, Senhor da Verdade e da Justiça! Eu venho até Ti, ó meu Mestre, eu me apresento diante de Ti para contemplar tuas perfeições”.

Prisse papyrus, Biblioteca Nacional de França, ParisO mais velho livro conhecido do mundo — o Papyrus Prisse — fala de um personagem em quem não é muito difícil reconhecer o Adão das Escrituras, embora algum tanto deformado e apresentado com pai de todos os deuses e de todos os homens.

A história do pecado original aparece deformada pelos pagãos na Índia e na Grécia. A “mulher com a serpente” (a tentação de Eva) aparece nos mais velhos monumentos mexicanos.

Os egípcios falavam do Dragão celeste (Satanás), da árvore da vida (do Paraíso). Os assírios e babilônios foram os que mais pintaram a árvore sagrada. Tradições análogas se encontram entre os persas, iranianos, sabinos, etc.

A tradição universal por excelência, sublinha o sacerdote-astrônomo, é a do Dilúvio. Ela tem sido encontrada até nas Ilhas Fiji.

Por sinal, o signo zodiacal Aquário se refere à onda vingadora e ao rei do abismo.

No tempo de Abraão, os caldeus já tinham deformado a história.

De acordo com suas inscrições, pode se afirmar que 3.000 anos a. C. eles ainda mantinham a tradição do Dilúvio degenerada e amalgamada com mitos astrológicos de feitio humano.

Tudo indica que Moisés recolheu uma tradição antes de tudo oral, fielmente transmitida pelos patriarcas.

Dos povos da Antiguidade só os hebreus conservaram o culto verdadeiro a Deus até a chegada do Messias, Nosso Senhor Jesus Cristo em que se realizou a plenitude da Lei.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Os templários veneravam o Santo Sudário
e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano

Arquivo Secreto Vaticano

Luis Dufaur
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Uma ciência que se ouve mencionar pouco é a Diplomática, ou “corpo de conceitos e métodos com o objetivo de provar a fidedignidade e a autenticidade dos documentos. Ao longo do tempo ela evoluiu para um sistema sofisticado de ideias sobre a natureza dos documentos, sua origem e composição, suas relações com as ações e pessoas a eles conectados e com o seu contexto organizacional, social e legal”.

Barbara Frale
Barbara Frale,
investigadora do
Arquivo Secreto Vaticano
Essa ciência apresentou resultados que darão para falar.

Em artigo estampado no quotidiano vaticano “L'Osservatore Romano” Barbara Frale, investigadora do Arquivo Secreto Vaticano, defende que os cavaleiros da Ordem do Templo, ou templários, foram os custódios do Santo Sudário no século XIII. E, mais ainda, que a veneravam com uma devoção toda particular.

Frale se apoia em documentos que a Santa Sé conserva nos seus arquivos, e que agora a especialista está publicando.

A versão segundo a qual os templários adoravam uma cabeça barbada não teria passado de uma difamação. Esta foi promovida pelo iníquo rei da França Felipe IV, o Belo, com o intuito de fechar a Ordem e confiscar seus bens.

O fechamento aconteceu em 1307 com a anuência do Papa Clemente V.

Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Após um polêmico e expeditivo processo, Jacques de Molay, Grão Mestre templário foi queimado vivo em Paris com mais 137 monges-guerreiros.

Eles protestaram inocência até o fim. Os bens da Ordem foram confiscados por reis e eclesiásticos.

A autora do artigo especializou-se na polêmica existência dos templários. O caso ainda hoje faz correr abundante tinta.

O artigo da Dra. Frale “Os templários e o Sudário – Os documentos demonstram que o tecido lençol foi custodiado e venerado pelos cavaleiros da Ordem no século XIII” é uma antecipação do seu livro que sairá a público no próximo verão europeu.

Frale já publicou “L'ultima battaglia dei Templari. Dal codice ombra d'obbedienza militare alla costruzione del processo per eresia” (Roma, Libreria Editrice Viella, 2001); “Il Papato e il processo ai Templari. L'inedita assoluzione di Chinon alla luce della diplomatica pontificia (Roma, Libreria Editrice Viella, 2003); “I Templari” (Bolonha, Il Mulino, 2007); “Notizie storiche sul processo ai Templari” (in “Processus contra Templarios”, Cidade do Vaticano, Archivio Segreto Vaticano, 2007).

Mesquita construída sobre o antigo quartel geral do Templários.
Esplanada do Templo, Jerusalém.
A Ordem nasceu em Jerusalém pouco depois da primeira Cruzada. Ela visava defender os cristãos na Terra santa.

Seu nome era “Pobres Irmãos-Soldados de Cristo e do Templo de Salomão” porque instalaram sua primeira sede nas ruínas do palácio do rei-profeta.

A Regra dos cavaleiros-monges foi aprovada pelo Concílio de Troyes em 1129. São Bernado de Claraval teceu um subido elogio do estilo de vida dos frades-soldados.

Rapidamente tornou-se a ordem mais poderosa e ilustre da Cristandade medieval.

Era uma coluna que defendia militarmente as fronteiras da Cristandade e sustentava o combate contra o Islã invasor.

No ano de 1287 o jovem nobre Arnaut Sabbatier ingressou no Templo. Na cerimônia, Arnaut foi conduzido a um local só acessível para os monges-soldados do Templo.

Quartel geral dos frades templários em Paris.
Quartel geral dos frades templários em Paris.
Ali foi-lhe mostrado um lençol de linho que tinha impressa a figura de Nosso Senhor. Ele a beijou ritualmente três vezes na altura dos pés.

O documento está no processo contra os templários. Mas segundo Barbara Frale, tratava-se do Santo Sudário de Turim.

O histórico, hoje muito estudado, da mais famosa relíquia da Cristandade abona a teoria.

Em 1978 o historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstituiu o percurso do sagrado lençol, passando pelo saque da capela dos imperadores de Bizâncio durante a quarta cruzada em 1204.

Entre as calúnias promovidas pelo rei da França estava a de adorar um misterioso “ídolo”: uma cabeça com barba. Mas Wilson concluiu que deveria se tratar, em verdade, do Santo Sudário.

Para Wilson, os anos em que não se tem notícia do paradeiro do Santo Sudário correspondem ao período em que a relíquia foi custodiada no maior segredo pelos cavaleiros templários.

Os templários, acrescenta Barbara Frale, promoveram liturgias especiais da sagrada relíquia. Eles tocavam elementos de seu hábito no Santo Sudário para pedir proteção contra os inimigos no campo de batalha.

A forma de devoção praticada pelo jovem templário Arnaut Sabbatier é idêntica à que praticou São Carlos Borromeu em 1578 quando a venerou em Turim seguindo os costumes dos dignitários do Templo.

Santo Sudário, negativos de fotos, corpo inteiroA agencia ACIPrensa destaca que os templários custodiaram o Santo Sudário para que não caísse nas mãos dos hereges do Oriente (heresias diversas) e do Ocidente (cátaros) que negavam que Jesus Cristo fosse verdadeiro homem.

Os templários guardavam a santa relíquia numa urna especial que só permitia ver o rosto.

A relíquia “era o melhor antídoto contra todas as heresias” pois nela podem-se “ver, tocar e beijar” o próprio pano encharcado de sangue que envolveu Nosso Senhor Jesus Cristo na sua sepultura.

É a prova mais evidente de sua Humanidade Santíssima e da veracidade de sua Paixão e Morte.
O diário “The Times” de Londres , assim como o diário “The Telegraph” relembraram que a relíquia, “desapareceu” para só reaparecer após o fechamento dos templários em Lirey, França, no ano de 1353.

Ela formava parte do espólio do templário Geoffroy de Charney, queimado junto o Grão Mestres Jacques de Molay.

Desde então muitas imposturas tem circulado a respeito de falsas continuidades da Ordem do Templo, com ritos e iniciações esdrúxulas sem autenticidade.

O auge dessas inépcias novelescas deu-se com o malicioso livro “O Código da Vinci” desprovido de toda seriedade.

Pergaminho de Chinon
Pergaminho de Chinon
Em 2003 a Dra Frale descobriu o Pergaminho de Chinon . O documento prova o Papa Clemente V exonerou de culpas os templários. Porém, eles foram dispersos e seus bens apropriados indevidamente.

A relíquia foi adquirida pela dinastia de Sabóia no século XVI.

 No século XX foi objeto de exigentes análises científicas que produziram um impressionante volume de dados que abonam sua autenticidade.

Barbara Frale imposta seu livro de um ponto de vista histórico-arqueológico.

Ela não entra em questões teológicas. Mas, seu trabalho suscita questões da mais alta importância... para o século XXI!

A única continuidade genuína dos templários foi a Ordem de Cristo, fundada em 14 de Março de 1319, a pedido do rei Dom Diniz de Portugal, por bula do papa João XXII.

A nova ordem acolheu os últimos templários. As naus que descobriram o Brasil levavam a insígnia da Ordem de Cristo, estabelecendo uma ponte entre o País e os eventos que agora foram revelados.


terça-feira, 24 de março de 2009

Aberta ao público a “Porta de Abraão”: o Patriarca fundador, Lot e o pecado de Sodoma

Porta de Abraão, Tel Dan, Terra SantaO Israel Nature and Parks Authority – organismo governamental para a proteção dos parques naturais de Israel ‒ anunciou a abertura ao público da “Porta de Abraão”, antiga de 4.000 anos, noticiou a imprensa israelense.

O pórtico encontra-se numa reserva natural de Tel Dan, norte de Israel, aos pés do Monte Hermon. Foi descoberto em 1979. O acesso foi liberado após uma década de trabalhos de restauração executados também pelo Israel Antiquities Authority, informou o The Jerusalem Post.

A estrutura monumental foi construída com tijolos por volta do ano 1.750 antes de Cristo. Chegou-se a supor que o patriarca Abraão teria atravessado essa porta quando foi tirar seu sobrinho Lot do cativério em Sodoma. De ali seu nome “Porta de Abraão”.

O episódio aconteceu antes que Deus destruísse essa cidade em castigo pelo vicio de homossexualidade. Por isso mesmo o homossexualismo é também é conhecido como sodomia.

Abraão, vitral da capela de Wadham CollegeO fato patenteia a misericórdia da Providência divina em relação à cidade pervertida. Mas, o coração dos sodomitas endurecido pela recusa da ordem natural como que invocou o desaparecimento da cidade sob uma chuva de fogo.

A história é bem conhecida e esta descrita no Livro do Gênesis.

A Torre de Babel, divisão da humanidade, Abraão

Em virtude da dispersão após a ímpia tentativa da Torre de Babel, os homens partiram em grupos ou tribos em todas as direções. Algumas dessas tribos construíram cidades onde começaram a reinar o culto dos falsos deuses e os vícios morais. Entre essas cidades, destacava-se uma aliança de cinco cidades, todas desaparecidas, mencionadas pelo Gênesis. Sodoma e Gomorra faziam parte.

Abraão pertencia a uma tribo semita que vindo da Caldéia ‒ localização de Babel ‒ conservou a pureza da Lei que Deus revelou a Adão.

Levava uma vida pastoril, sóbria, digna, e praticava sacrifícios agradáveis ao Criador. Praticava a transumância, migrando com seus rebanhos à procura de pastagens. No verão subia as montanhas e no inverno descia para as planícies mais cálidas irrigadas pelas chuvas.

Precisamente ao pé do Monte Hermon, nas colinas do Golã, foi achada a “Porta de Abraão”.

Abraão, Lot e Sodoma

A tribo cresceu em número e os pastores de Lot e de Abraão disputavam muito pelo gado. Para evitar males maiores, os dois decidiram se separar. Lot, como narra o Gênesis dirigiu-se para a planície de Jordão, muito beneficiada pelas águas.

Ali, entretanto, encontrou o perigo: Sodoma e Gomorra.

10. Lot, levantando os olhos, viu que a toda a planície de Jordão era regada de água (o Senhor não tinha ainda destruído Sodoma e Gomorra) como o jardim do Senhor, como a terra do Egito ao lado de Tsoar.
11. Lot escolheu toda a planície do Jordão e foi para o oriente. Foi assim que se separam um do outro.
12. Abraão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades da planície, onde levantou suas tendas até Sodoma.
13. Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor. (Gen 13, 10-ss)
Abraão Após esta separação, Deus escolheu Abraão como pai e fundador do povo eleito. Ele inicia a era dos Patriarcas do Antigo Testamento.
14. O Senhor disse a Abraão depois que Lot o deixou: “Levanta os olhos, e do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente.
15. Toda a terra que vês, eu a darei a ti e aos teus descendentes para sempre.
16. Tornarei tua posteridade tão numerosa como o pó da terra: se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua posteridade.
17. Levanta-te, percorre a terra em toda a sua extensão, porque eu te hei de dar.”(Gen 13, 10-ss)
Entrementes, os reis das cinco cidades, entre as quais estavam Sodoma e Gomorra, engajaram-se numa guerra infeliz e perderam tudo. Lot foi feito prisioneiro junto com toda sua família.

Sabendo da desgraça, Abraão foi resgatá-los. Ele teria atravessado a famosa Porta naquela ocasião.
11. Os vencedores levaram todos os bens de Sodoma e Gomorra, e todos os seus víveres, e partiram.
12. Levaram também Lot, filho do irmão do Abraão, que morava em Sodoma, com todos os seus bens.
13. Mas alguém que conseguiu fugir veio dar parte do sucedido a Abraão, o hebreu, que vivia nos carvalhos de Mambré, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner, aliados de Abraão.
14. Abraão, tendo ouvido que Lot, seu parente, ficara prisioneiro, escolheu trezentos e dezoito dos seus melhores e mais corajosos servos, nascidos em sua casa, e foi ao alcance dos reis até Dan.
15. Ali, dividindo a sua tropa para os atacar de noite com seus servos, desbaratou-os e perseguiu-os até Hoba, que se encontra ao norte de Damasco.
16. Abraão recobrou todos os bens saqueados e reconduziu também Lot, seu parente, com os seus bens, assim como as mulheres e os homens.
17. Voltando Abraão da derrota de Codorlaomor e seus reis aliados, o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro no vale de Savé, que és o vale do rei.
18. Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho,
19. e abençoou Abraão, dizendo: “Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e terra!
20. Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos!” (Gen 14, 11-ss)
Porta de AbraãoA “Porta de Abraão” e a História Sagrada

A porta tem três arcos e sete metros de altura. Foi erigida com tijolos de barro seco sobre fundamentos de pedra. Tem. É sem dúvida o monumento mais antigo já encontrado em Terra Santa. É, portanto, a construção que nos remonta aos eventos bíblicos mais afastados no tempo e fala da veracidade do relato sagrado.

O diário israelense Haaretz acrescenta que o arco se encontra entre duas torres. Em torno delas há ruínas de uma cidade tal vez construída nos tempos patriarcais.

Raphael Greenberg do departamento de arqueologia da Universidade de Tel Aviv sublinhou que nenhuma equipe arqueológica usa a Bíblia como critério para definir ruínas ou restos de uma época tão longínqua, mas apenas critérios científicos.

Ze'ev Margalit, responsável pela preservação dos restos arqueológicos dos parques nacionais israelenses voltou a fazer uma ilação entre os restos agora exibidos e o acontecimento bíblico. Mas insistindo na falta de dados materiais que possam esclarecer a atribuída passagem de Abraão.

Entretanto, o achado não deixa de ser sugestivo para quem tem fé.

O próprio Margalit observou que peregrinos cristãos estão indo em crescente número ao local e se mostram muito tocados contemplando a “Porta de Abraão”.

Emociona pensar num grande patriarca, enviado de Deus, partindo junto com um exército de servos fiéis, para salvar membros de sua família escravizados por inimigos.

Foi uma das primeiras intervenções de Deus na História por meio de seus condestáveis para salvar os homens afundados no desastre.

Formação rochosa chamada 'Mulher de Lot' perto do Mar MortoEm atenção à fidelidade de Abraão, Deus salvou mais uma vez a Lot quando mandou seu anjos a tirá-lo de Sodoma consumida pelo vício homossexual. Assim que Lot abandonou a cidade, choveu fogo sobre ela e sobre Gomorra.

A procura arqueológica do sitio de Sodoma e Gomorra aponta para uma quase ilha do Mar Morto (ruínas de Bâb ed-Dhra e Numeira).

Em volta do Mar Morto há formações de pedra que evocam o episódio ensinado pelas Sagradas Escrituras.

27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.
28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.
29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen 19)

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